terça-feira, maio 17, 2011

Pêssach Sheni – O 2º Pêssach

Para a Festividade de Pêssach,

existe uma Segunda Chance

Pêssach sheni

Um ano após o êxodo do Egito, o povo judeu fez a oferenda de Pêssach no décimo quarto dia do mês de Nissan. Mas nem todos puderam realiza-lá. A escritura relata (Bamidbar – Números 9:6): "Havia alguns homens que estavam ritualmente impuros (pelo contato com mortos) e incapazes de preparar a oferenda de Pêssach naquele dia. Aqueles disseram: 'Por que deveríamos ser privados de fazer a oferenda do Senhor no seu tempo marcado entre os filhos de Israel?' Moshe respondeu: 'Aguardem, e eu ouvirei o que o Senhor ordenará a respeito de vós'. D'us falou a Moshe: 'Se qualquer pessoa de vós ou de vossas gerações futuras estiver ritualmente impura ou numa jornada distante, ainda assim fará a oferenda de Pêssach ao Senhor. Deverá efetua-lá no décimo quarto dia do segundo mês'..."
É dada uma nova oportunidade aquele que não ofereceu o sacrifício de Pêssach no tempo certo - 14 de Nissan - para faze-ló no dia 14 de Iyar, data denominada de Pêssach Sheni, o Pêssach do segundo mês, no qual costuma-se, hoje em dia, comer um pedaço de matsá.
Embora o Pêssach Sheni fosse instituído para aqueles que não podiam ofertar o sacrifício de Pêssach no seu tempo certo, porque estavam impuros ou encontravam-se em locais distantes, o seu conceito se aplica a todos em todos os tempos - mesmo agora, quando o sacrifício de Pêssach não pode ser ofertado.
Uma lição clara de Pêssach Sheni é que a pessoa nunca deve perder a esperança. Nas palavras do Rebe anterior: "A ideia de Pêssach Sheni é de que 'nada é irrecuperável'; sempre podemos retificar nosso comportamento. Mesmo alguém que estava ritualmente impuro ou ausente numa jornada distante - mesmo que voluntariamente - pode reabilitar-se."
Um ser humano é intrinsecamente bom; sua alma é uma parte da centelha Divina. A transgressão é uma antítese completa da sua natureza. Se ele chega a transgredir, isto é uma anomalia que não pode tocar o seu "eu" essencial. A pessoa pode estar temporariamente impuro, mas sua essência, é dos níveis mais elevados. Assim, nenhum pecado, nenhuma omissão do serviço a D'us, é irreversível. A pessoa pode sempre voltar à sua identidade real.
Pêssach é a única festividade que concede uma segunda chance, e isto porque Pêssach marca o nascimento da nação judia. O êxodo do Egito foi o início de um processo que culminou com a Outorga da Toráh - a transformação dos judeus numa nação da Toráh. Já que a oferenda de Pêssach está ligada com o êxodo, sua omissão significaria que o êxodo não foi completo. D'us por isto quis que cada um, mesmo aquele que deliberadamente não ofertou o sacrifício de Pêssach da primeira vez, ganhasse a oportunidade de faze-ló - pois se não há nascimento, não há existência. A identidade da Toráh estaria ausente.

___________________________

Baseado em alguns conceitos do REBE de Lubavitch

domingo, maio 15, 2011

A personalidade do mês

Rabino Moshé Isserles (o RaMa*)
Rama

Um dos últimos grandes codificadores. Seu pai construiu uma sinagoga em Cracóvia, Polônia, em homenagem ao filho. Esta sinagoga, denominada “a sinagoga do Rama”, resistiu à invasão nazista e está em uso até os nossos dias.

O Rabino Isserles fundou uma yeshivá em Cracóvia, na qual os estudiosos eram sustentados por ele.

Foi o presidente do Tribunal Rabínico de Cracóvia, e adquiriu fama de autoridade haláchica. Correspondia-se com os grandes sábios de sua geração, um dos quais o Rabino Yossef Caro, autor do “Shulchan Aruch”, que se tornou seu amigo.

O Rabino Isserles foi a primeira grande personalidade literária surgida no judaísmo polonês. Seus minuciosos comentários sobre o “Shulchan Aruch” [“A Mesa Posta”] foram publicados entre 1569 e 1571, sob o título “Hamapá” [“A Toalha”]. Em todas as passagens nas quais o Rabino Caro não se referiu aos costumes dos judeus poloneses e aos vereditos dos codificadores ashkenazitas, o Rabino Isserles os incluiu em seus acréscimos, e a “Toalha” do Rabino Isserles tornou-se o complemento da “Mesa Posta”.

O Rabino Isserles conhecia a filosofia aristotélica, que tinha estudado nas obras de Maimônides, e seus conhecimentos abrangiam ainda a Cabala, história e astronomia. Era um homem de extraordinária cultura geral, o que lhe permitiu fazer uma síntese entre a filosofia e a mística judaica, entrosando-as com a Halachá.

Era uma figura muito respeitada na comunidade judaica polonesa, e deixou inúmeros discípulos e descendentes importantes.

Em sua lápide, que se encontra até hoje no jardim da “Sinagoga do Rama”, está gravada a frase: “De Moisés (isto é, de Maimônides) a Moisés (isto é, Isserles), não houve ninguém como Moisés”.

O Rabino Isserles permaneceu na memória popular como um justo, que ama o Povo de Israel e modesto. Até hoje, muita gente (inclusive não-judeus) visita seu túmulo.


* Rama: iniciais (hebraicas) de Rabi Moshé Isserles [que faleceu no dia 18 de Iyar de 5332 (1572)]

terça-feira, maio 10, 2011

Que é um Judeu?

Leon Tolstoy e o judeu

ltolstoi

Leon Tolstoy - Lev Nikolaevitch Tolstoy (9 de setembro de 1828 - 20 de novembro de 1910) descendente de uma família cristã da nobreza russa e um dos maiores escritores e romancistas do mundo, autor de obras como "Guerra e Paz"e "Anna Karenina". Foi um novelista, pacifista e pensador moral, notável por suas idéias de resistência a não violência. Sendo um dos maiores escritores russos, foi muito influente na literatura e política de seu país, ele escreveu a respeito do judeu o seguinte:

clip_image002

Que é um judeu? Esta pergunta não é, de forma alguma, tão estranha quanto parece. Vejamos que tipo de criatura peculiar é o judeu, molestado e violentado, oprimido e perseguido, esmagado e assassinado, queimado e enforcado, coletiva e individualmente por tantos governantes e povos - e que, apesar de tudo isso, continua vivo. O que é um judeu, aquele que nunca se deixou levar por todos os bens terrenos, que lhe eram oferecidos, constantemente, por seus opressores e perseguidores para que trocasse sua fé e abandonasse sua própria religião judaica?

O judeu é este ser sagrado que trouxe dos Céus a chama perpétua e com esta iluminou o mundo inteiro. Ele é a vertente religiosa, nascente e fonte de onde todos os outros povos tiraram suas crenças e suas religiões.

O judeu é o pioneiro da liberdade. Mesmo outrora, quando o povo se encontrava dividido em apenas duas classes distintas, escravos e senhores, mesmo naquela época longínqua, a Lei de Moisés proibia a prática de se manter uma pessoa em cativeiro por mais de seis anos.

O judeu é o pioneiro da civilização. A ignorância foi condenada na Palestina da antigüidade ainda mais do que o é em nossos dias na Europa civilizada. E ainda, naqueles dias de selvageria e barbárie, em que nem a vida nem a morte de ninguém valia algo, Rabi Akiva não se absteve de se declarar abertamente contrário à pena capital.

O judeu é o emblema da tolerância civil e religiosa. "Ama o estrangeiro e o forasteiro", ordenou-nos Moisés, "porque estrangeiro foste na terra do Egito". E isto foi proclamado naquela época remota e selvagem em que a principal ambição das raças e dos povos consistia em se esmagarem e escravizarem uns aos outros. No que tange à tolerância religiosa, a fé judaica não apenas está muito distante do espírito missionário de converter pessoas de outras denominações. Muito pelo contrário, o Talmud ordena que os rabinos informem e expliquem a todo aquele que, por vontade própria, venha a aceitar a religião judaica, todas as dificuldades contidas nessa aceitação, e que façam ver ao prosélito que os justos entre os povos têm o seu quinhão na imortalidade. De uma tamanha tolerância religiosa, tão elevada e ideal, nem mesmo os moralistas de hoje podem se vangloriar.

O judeu simboliza a eternidade. Aquele a quem não conseguiram destruir nem as torturas nem as matanças de milênios; aquele que nem o fogo, nem a espada da inquisição puderam varrer da face da Terra; aquele que foi o primeiro a transmitir a palavra de D’us; aquele que foi, durante tanto tempo, o guardião da Profecia fazendo-a chegar ao resto do mundo, não poderá ser destruído de nenhuma maneira, porque é eterno como a própria eternidade.

________________________________

Fontes de obtenção do texto:

A Sonata de Kreuzer (1891) e O Reino de Deus Está Dentro de Você (1893.

domingo, maio 08, 2011

Mãe–Ima–Mamá–Mother-Mame-Mère-Madre; em diferentes idiomas, porem representa o mesmo: Amor

Este Poema, me foi enviado por um aluno meu, de muito longe, David Samuel Cassiel Toledano, obrigado!!; Autoria do Poema esta no final.

*********************************************

Mãe, meu amor...

Mãe meu amor

Naturalidade e beleza.
Aniversariar, vivenciar momentos...
A vida marcada pelas significações.
Minha Mãe, retrato do amor sem limites.
Simplicidade na doação...
Desprendimento no que se refere aos filhos.
Lembranças que vêm à tona quase que instantaneamente.
Ser carregada no colo depois dos nove anos de idade...
Coisas que eu posso contar!
Esforço e dedicação que somente uma mãe pode nos proporcionar.
Viver com você é viver para mim.
Sou substanciada pelo seu amor com renúncias.
Sou alimentada com sua história de vida.
Não sou se a ti não tenho.
Desejar. Verbo de significado primordial nesse momento.
Momento de dedicações, homenagens.
Seu aniversário, dia de alegria.
Oportunidade para fazer um panegírico a ti,
que sempre se “desfez para nos fazer”...
Se hoje conheço o amor a ti agradeço.
Amor é doação e sem previsões de término ele se inicia.
Amor de mãe ilimitado, o círculo natural assim o estabeleceu.
Sem cerimônias, deleito do momento para dizer
o quanto sou por ter você como mãe.
Acrescentar que, acrescento com sua maneira dedicada de viver.
E neste segundo domingo de maio sua vida,
nossa vida seja selada pela certeza que em nós
o amor é substância que faz gerir nossa relação.
Sua vida, minha vida. Relação de amor que irá para a eternidade.

Autoria de Patricia Cardoso

Considerações de Iom Haatsmaut–Dia da Independência de Israel.

Dia da Independência

Iom Haatsmaut

Bandeira_de_Israel_590

A festa nacional do Estado de Israel, que registra a declaração de independência, no dia 5 do mês de Iyar do ano Tashach (5.708) (14.5.1948).

O Rabinato Central de Israel declarou o Dia da Independência (Iom HaAtzmaut) como um feriado religioso, e compôs uma forma de oração especial para as oração vespertina (Tefilat “Maariv”) e matutina (Tefilat “Shacharit”), que fazem parte das muitas edições padronizadas dos livros de orações, em Israel e na Diáspora.

A oração compreende o “Halel” (a parte de “Louvor”) e partes de leitura dos profetas (Isaías, 10:32), que devem ser recitadas sem as bênçãos que as acompanham. O Rabinato também postergou, dentro deste dia, os costumes de luto que são habituais aos dias da “contagem do Omer”.

Segundo uma regulamentação aprovada pela Knesset (Parlamento), antecipa-se o Iom HaAtzmaut à quinta-feira que lhe é anterior, naqueles anos em que o Dia da Independência (5 de Iyar) recái numa sexta-feira ou num sábado, e tudo isto para não causar uma profanação do sábado. E se posterga se Iom Hazicarón (dia da lembrança dos caidos nas diferentes guerras) cai no domingo, então se passa para segunda e terça é Iom Haatsmaut.

Os eventos do Dia da Independência se iniciam com uma cerimônia estatal, no Monte Hertzl, em Jerusalém, perto do túmulo do visionário do Estado de Israel. O país, em suas ruas e casas, é ornamentada com as bandeiras da nação. O povo comemora com cantos e danças nas ruas e em festas organizadas. Dezenas de milhares de famílias excursionam pelos recantos do país, nos parques, nos bosques, que foram plantados e mantidos pelo Kéren Kaiémet Leisrael (Fundo Nacional Judaico).

Nos últimos anos, ganha um valor central nas comemorações do Dia da Independência, o Concurso sobre a Bíblia para Jovens Judeus de Israel e da Diáspora. Ao se encerrar o Dia da Independência são conferidos, sob os auspícios da Presidência do Estado, os Prêmios “Israel” aos que se distinguiram nos diversos ramos científicos e artísticos.

A véspera do Dia da Independência é no dia 4 do mês de Iyar, e foi determinado pelo governo de Israel como o Dia Geral de Recordação por aqueles caídos pelo erguimento de nosso Estado e de nossa Terra, na Guerra de Independência e nas diversas campanhas militares que se seguiram a ela. O Dia de Recordação é aberto na véspera no espaço perante ao Kotel Hamaaravi (O Muro as lamentações), e parentes e familiares daqueles que cairam nas batalhas de Israel afluem aos cemitérios militares e acendem velas de recordação. Em muitas comunidades, recita-se o capítulo 9 dos Salmos, “sobre a morte do filho”.

63 Anos e não foi uma lenda!

Declaração de Independência do Estado de Israel

Declaration_of_State_of_Israel_1948

A terra de Israel é o local de origem do povo judeu. Aqui a sua identidade espiritual, política e religiosa foi moldada. Aqui eles primeiro atingiram a formação de um estado, criaram valores culturais de significância nacional e universal e deram ao mundo o eterno Livro dos Livros. Depois de serem forçosamente exilados de sua terra, o povo conservou consigo sua fé durante sua Dispersão e nunca deixou de rezar e sonhar com o retorno para sua terra e com a restauração, lá, de sua liberdade política.
Impelidos por sua ligação histórica e de tradições, judeus lutaram geração após geração para se reestabelecerem em sua antiga terra natal. Nas décadas recentes, eles voltaram em massa. Pioneiros, desafiadores refugiados e defensores, eles fizeram desertos florescerem, reavivaram a língua hebraica, construíram vilarejos e pequenas cidades, criaram uma próspera comunidade que controla a sua própria economia e cultura, adorando a paz mas sabendo como se defender, trazendo as bênçãos de progresso para todos os habitantes do país e aspirando a um estado independente.
No ano 5657 (1897), nas conferências do pai espiritual do Estado Judeu, Theodore Herzl, o Primeiro Congresso Sionista delineou e proclamou o direito de o povo judeu fazer renascer o seu próprio país.
Este direito foi reconhecido na Declaração Balfour de 2 de novembro de 1917 e reafirmado no Mandato da Liga das Nações que, em particular, deu sanção internacional para a conexão histórica entre o povo judeu e Eretz-Israel e o direito de o povo judeu reconstruir o seu Lar Nacional.
A catástrofe que recentemente caiu sobre o povo judeu - o massacre de milhões de judeus na Europa - foi outra demonstração clara da urgência de resolver o problema da falta de um lar através do reestabelecimento em Eretz-Israel do Estado Judeu, que abriria bem os portões da terra natal para todo judeu e conferiria ao povo judeu o status de membro privilegiado na comudidade de nações.
Sobreviventes do holocausto nazista na Europa, assim como os judeus do resto do mundo, continuaram a migrar para Eretz-Israel, apesar das dificuldades, restrições e perigos e nunca deixaram de assegurar o seu direito a uma vida de dignidade, liberdade e trabalho honesto em seu lar nacional.
Na Segunda Guerra Mundial, a comunidade judaica deste país contribuiu por completo com as nações que amam a paz e a liberdade contra as forças da tirania nazista e, com o sangue de seus soldados e seus esforços de guerra, ganhou o direito de ser reconhecida entre os povos que fundaram as Nações Unidas.
No dia 29 de novembro de 1947, a Assembéia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução do estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz-Israel; a Assembéia Geral requereu aos habitantes de Eretz-Israel tomarem as medidas necessárias para a implementação desta resolução. Este reconhecimento das Nações Unidas pelo direito de o povo judeu estabelecer o seu Estado é irrevogável.
Este é o direito natural de o povo judeu ser mestre de seu próprio destino, como todas as outras nações, em seu próprio Estado soberano.
De acordo, nós, membros do Conselho do Povo, representantes da Comunidade Judaica de Eretz-Israel e do M ovimento Sionista, estamos aqui reunidos no dia de término do Mandato Britânico sobre Eretz-Israel e, por virtude de nossos direitos naturais e históricos e pela força da resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas, aqui declaramos o estabelecimento do estado judeu em Eretz-Israel, a ser conhecido como Estado de Israel.
Declaramos que, vigorando a partir do término do Mandato a esta noite, véspera de Shabbath, 6 de Iyar de 5708 (15 de maio de 1948), até o estabelecimento das autoridades eleitas, regulares do Estado em acordo com a Constituição que será adotada pela Assembléia Constituinte Eleita no mais tardar em 1º de outubro de 1948, o Conselho do Povo atuará como Conselho Provisório do Estado, e seu órgão executivo, a Administração do Povo, será o Governo Provisório do Estado Judeu, a ser chamado "Israel."
O Estado de Israel será aberto para imigração judaica e para a o recebimento de exilados; patrocinará o desenvolvimento do país para o benefício de todos os seus habitantes; será baseado na liberdade, justiça e paz como imaginado pelos profetas de Israel; garantirá liberdade de religião, consciência, língua, educação e cultura; respeitará os lugares sagrados de todas as religiões; e será fiel aos princípios da Ata das Nações Unidas.
O Estado de Israel está preparado para cooperar com agências e representantes das Nações Unidas a implementar a resolução da Assembléia Geral de 29 de novembro de 1947 e tomará as medidas necessárias para trazer a unidade econômica de toda Eretz-Israel.
Nós fazemos um apelo às Nações Unidas para assistir o povo judeu a construir o seu Estado e para receber o Estado de Israel na comunidade das nações.
Nós fazemos um apelo - em meio ao duro ataque lançado contra nós há meses - aos habitantes árabes do Estado de Israel para manter a paz e participar da construção do Estado na base de igual e completa cidadania e através de representação em todas as suas instituições provisórias e permanentes.
Nós estendemos nossa mão a todos os estados vizinhos e seus povos numa oferta de paz e boa vizinhança, e apelamos a eles para o estabelecimento de laços de cooperação e ajuda mútua com o soberano povo judeu, estabelecido em sua própria terra. O Estado de Israel está preparado para fazer a sua parte em um esforço comum para o desenvolvimento de todo o Oriente Médio.
Nós apelamos ao povo judeu em toda a Diáspora para ajudar os judeus de Eretz-Israel nas tarefas de imigração e construção e de os apoiarem na grande luta de realização do antigo sonho - a redenção de Israel.
Colocando nossa confiança no Misericordioso, nós afixamos nossas assinaturas a esta proclamação nesta sessão do Conselho de Estado, no solo da Terra Natal, na cidade de Tel-Aviv, nesta véspera de Shabbath, em 5 de Iyar de 5708 (14 de maio de 1948).

Assinam:

David Ben-Gurion Daniel Auster Mordekhai Bentov Yitzchak Ben Zvi Eliyahu Berligne Fritz Bernstein Rabbi Wolf Gold Meir Grabovsky Yitzchak Gruenbaum Dr. Abraham Granovsky Eliyahu Dobkin Meir Wilner-Kovner Zerach Wahrhaftig Herzl Vardi Rachel Cohen Rabbi Kalman Kahana Saadia Kobashi Rabbi Yitzchak Meir Levin Meir David Loewenstein Zvi Luria Golda Myerson Nachum Nir Zvi Segal Rabbi Yehuda Leib Hacohen Fishman David Zvi Pinkas Aharon Zisling Moshe Kolodny Eliezer Kaplan Abraham Katznelson Felix Rosenblueth David Remez Berl Repetur Mordekhai Shattner Ben Zion Sternberg Bekhor Shitreet Moshe Shapira Moshe Shertok

terça-feira, maio 03, 2011

Os meses do calendário judaico

O mês de Iyar

“E será que de mês em mês” (Isaías 66:23)

MONIYYA1 
O mês de Iyar é o oitavo na contagem da Criação do mundo (a partir de Tishrei), e o segundo na contagem da saída do Egito (a partir de Nissan).

Antigamente, este mês era denominado “Ziv” [brilho, esplendor] (I Reis 6:1), pois nesta época da primavera o brilho do sol atinge seu maior esplendor.

A origem do nome “Iyar”, da mesma forma que todos os outros nomes de meses do calendário hebraico, remonta à Babilônia, possivelmente do idioma ácade, e significa “luz”, sendo assim muito apropriado para o auge da primavera.

No calendário do agricultor hebreu, encontrado nas escavações de Guezer, o mês é denominado “lua da colheita da cevada”.

Nos tempos antigos, os judeus que não tinham tido a possibilidade de festejar Pessach na data certa costumavam celebrar um “segundo Pessach” no dia 14 de Iyar (Tratado Rosh Hashaná, I 3).

Em nossa época, o mês de Iyar recebeu um significado especial, pois no dia 5 de Iyar de 5708 (1948) foi estabelecido o Estado de Israel e no dia 28 de Iyar de 5727 (1967) Jerusalém foi reunificada, durante a Guerra dos Seis Dias.

O signo do mês

O signo de Iyar é “Touro” – pois neste mês os campos estão cobertos de pastagens, e o touro pode comer até se fartar.

Acontecimentos do mês de Iyar

1 de Iyar

Moisés é ordenado a fazer o recenseamento dos Filhos de Israel (Números 1:1).

2 de Iyar

O Rei Salomão inicia a construção do Templo (480 anos após a saída do Egito – I Reis 6:1).

Morre em Tiberíades o Rabino Menachem Mendel de Vitebsk (2 de Iyar de 5548), que estabeleceu o primeiro núcleo de chassidim em Eretz Israel.

3 de Iyar

de 5708 (1948).

Libertação da cidade de Safed (Tsfat) durante a Guerra da Independência de Israel.

4 de Iyar 

de 5708 (1948)

Dia da Recordação dos Soldados Caídos das Forças de Defesa de Israel.

5 de Iyar

de 5708 (1948)

Proclamado o estabelecimento do Estado de Israel. A data passou a ser uma festa nacional, o Dia da Independência.

Rendição da cidade de Jafa na Guerra da Independência.

Gush Etzion é conquistado e destruído (pelos árabes) na Guerra da Independência, sendo o povoado Kfar Etzion incendiado.

6 de Iyar

5680 (1920) – Confirmação da Declaração Balfour e do Mandato Britânico sobre Eretz Israel; o judeu Herbert Samuel é nomeado o primeiro Alto Comissário em Eretz Israel.

5708 (15.5.1948) – Início do ataque dos estados árabes ao Estado de Israel.

7 de Iyar

Inauguração dos reparos da muralha de Jerusalém (após o retorno da Babilônia) por Esdras e Neemias, em 495 a.C. (Tratado Taanit II 1).

O Prof. Chaim Weizmann é eleito primeiro Presidente do Estado de Israel (5708 – 1948).

8 de Iyar

de 5708 (1948)

As FDI libertaram a cidade de Acre.

10 de Iyar

de 5620 (1860)

Nasce o Dr. Theodor Herzl, o “Profeta do Estado Judeu”.

12 de Iyar

de 5709 (1949)

O Estado de Israel é aceito como membro da ONU.

14 de Iyar

Dia dedicado às celebrações (hilulá) junto ao túmulo do Rabi Meir Baal Haness, um dos mais importantes tanaítas posteriores à revolta de Bar Cochbá.

15 de Iyar

Os israelitas chegam ao deserto de Tzin, após a saída do Egito (Êxodo 16:1).

16 de Iyar

O maná começa a cair do céu no deserto (Tratado Kidushin XXXVIII 1).

17 de Iyar

Durante a revolta contra o governador romano Florus, os judeus demoliram a linha de colunas que ligava a fortaleza Antonia ao Templo (ano 66 d.C.).

18 de Iyar

Vitória de Bar Cochbá contra os romanos; por esse motivo, comemora-se até hoje nesta data a festa de Lag BaOmer (33° dia da contagem do Omer), conhecida como a “Hilulá (celebrações) do Rabi Shimon Bar Yochai” em Meron, e acendem-se fogueiras em todo o país.

5332 (1572) – Falecimento do Rabino Moshé Isserles (o Rama), em Cracóvia, Polônia, um dos últimos grandes codificadores rabínicos.

19 de Iyar

5701 (1941) – Criação do Palmach (tropas de choque)

5708 (1948) – A Cidade Velha de Jerusalém é conquistada pela Legião Árabe jordaniana, durante a Guerra da Independência.

26 de Iyar

5507 (1746) – Morre em Acre aos 40 anos de idade o Rabino Moshé Chaim Luzzatto, cabalista, escritor e poeta, sendo seu túmulo em Tiberíades, ao lado do túmulo do Rabi Akiva.

5727 (1967) – Início da Guerra dos Seis Dias

27 de Iyar

de 5708 (1948)

As FDI abrem o “Caminho de Burma”, permitindo o acesso a Jerusalém que estava sob cerco, durante a Guerra da Independência.

28 de Iyar

de 5727 (1967)

A Cidade Velha de Jerusalém é libertada durante a Guerra dos Seis Dias, e o Muro Ocidental (Kotel Hamaaravi) volta a estar sob controle judaico.

29 de Iyar

Falecimento do profeta Samuel.