sexta-feira, junho 08, 2012

Pai - Papá - Father - Aba

BS”D

Querido Amigos;
Hoje meu Pai, o Zeide Alberto, faria 86 anos, hoje não consegui chamá-lo pelo fone para desejar-lhe muitas felicidades, porém o chamei com meu coração, com meus sentimentos, com minha Tefiláh – Oração.

Hoje pensei em tantos conselhos, que recebi, a pesar que ele não tivesse a instrução que se tivemos meu irmão e eu. Hoje me lembrei como ele valorava aos amigos, hoje me lembrei do respeito que tinha pelos Rabinos e os eruditos, hoje me lembrei do carinho que ele tinha por seus filhos e netos, hoje me lembrei de seus sonhos não realizados, de seus desejos não concretizados, de seus sorrisos, de suas palavras carinhosas, de sua preocupação por todos, de ajudar a todos, de suas broncas ao mesmo tempo de seus amores. Hoje me lembrei de suas caídas e suas levantadas, hoje me lembrei de ti meu pai, meu amigo, meu conselheiro, hoje diz com muito mais concentração – kavaná, o Kadish, hoje meu pai te peço perdão, por não haver-me dedicado a mais a ti, e eclipse com meu trabalho Rabínico meu papel como filho.
Pai nunca te esquecerei assim como tampouco teus netos e tua nora Ariela, te amo e sempre te amarei.
Compartilhou com muitos de vocês este vídeo em homenagem a meu pai.

Com as saudades de sempre aos amigos, colegas, e membros da Comunidade Judaica Gaucha e do Brasil todo!.


Que Tenham todos um Shabat Shalom Umeborach - Um Sábado em Harmonia e Abençoado.

segunda-feira, junho 04, 2012

Reflexões para meditar.

Pensamentos

pensamientos nuestros

Às vezes não damos valor a algo, até percebermos que o perdemos.
A cada dia que temos nossos pais, cônjuges, irmãos e filhos é um novo dia. Eles são um presente para nós hoje.

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A fala é a vestimenta do pensamento.
Quando alguém fala, seu pensamento se revela.

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Um sábio viajava num coche puxado a cavalo, o qual passava por um campo de fardos de feno. O cocheiro diminuiu a velocidade e falou: "Pegarei alguns fardos de feno para mim. Preste atenção, e se vir alguém olhando, avise-me." No momento em que o cocheiro estava a ponto de pegar o primeiro fardo, o sábio disse: "Alguém está olhando!" O cocheiro pulou rapidamente no coche e disparou. "Obrigado por me avisar," disse ele, "mas não pude ver ninguém." "Você não poderia tê-Lo visto," disse o sábio, "você me pediu para avisá-lo caso alguém estivesse olhando, e, de fato, D-us está olhando."

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"Com duas coisas não devemos nos preocupar: primeiro, com aquilo que é possível resolver; segundo, com aquilo que é impossível resolver."

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"Pode delegar-se autoridade, mas não responsabilidade."

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"Quanto maior for o seu poder, maior a sua responsabilidade".

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"Pior que o erro é a confusão."

sexta-feira, junho 01, 2012

Shabat: Uma conceito para meditar – Em espanhol

No se entra al Shabat. Se permite que el Shabat entre en nosotros.

La grandeza del Shabat es que cuando llega, la persona se abre a si misma, se abre a D's y ocupa su lugar en la creación.-

Por lo tanto no hay regalo  mas grande, no hay ofrenda mayor, del hombre a D's o de D's al hombre.-

Porque no hay canto mas hermoso, ni relato mas profundo,  que el canto y el relato que describe el encuentro del ser humano con el Shabat.-

Shabat Shalom1

Historia para compartilhar na Mesa de Shabat

A Historia do Shabat

SHABAT GENESIS

Uma vez, o Rabi Israel Salanter estava no mercado e pôs-se a bater papo com outro homem. E a conversa foi-se alongando, o Rabi contava anedotas, ria e distraía seu companheiro de conversa.

As pessoas que viram o que estava acontecendo ficaram admiradíssimas: Como é possível? O Rabi Israel está sempre absorto no estudo da Toráh, sempre preocupado com coisas sérias – como é que agora ele está conversando sobre assuntos sem importância e rindo?

Uma dessas pessoas resolveu fazer essa pergunta ao Rabi Israel.

Assim é, respondeu o Rabi Israel. Este homem estava imerso em suas mágoas. Todo aquele que consiga distraí-lo comete uma boa ação …

De outra feita, um judeu foi procurar o Rabi Israel com uma dúvida sobre a Halachá.

No meio da conversa, o Rabi suspirou e tornou a suspirar. Perguntou-lhe o outro: “Porque o senhor está suspirando?”

Respondeu o Rabi: A manga da minha roupa está rasgada e manchada e eu fiquei envergonhado porque o senhor está me vendo dessa maneira. Aí eu pensei: Se eu fiquei encabulado por um simples mortal estar me vendo com a manga da roupa rasgada e manchada, qual não será minha vergonha no mundo vindouro, quando revelarem-se todos os rasgões e manchas de minha alma, que eu não consertei na devida hora …

quarta-feira, maio 16, 2012

Meu Agradecimento

Meu Agradecimento

Neste mês cumpri três anos desde que inicie esta forma de comunicar-me, com VOCÊS, com mais de 200 postagens, com paginas extras, com mais de 22000 visitas visíveis, e outras tantas ocultas, com 15000 correios eletrônicos de consulta, perguntas, pedido de ajuda.
Desde o mais remoto dos lugares do mundo alguns começaram sua jornada em procura de um crescimento espiritual, outros um retorno ao judaísmo, e outros uma aprendizagem.

Muitas coisas sucederam a minha vida nestes três anos, porem sempre com a Proteção do Criador descobri caminhos novos a seguir, amigos, alunos, e principalmente aprendi a aprender.
A todos vocês meus caros amigos, meu muito obrigado!!!

Ruben Najmanovich

terça-feira, maio 15, 2012

Dia de Jerusalem – Iom Ierushalaim

Dia de Jerusalem – Iom Ierushalaim

28 de Iyar de 5727 // 7 de Junho de 1967

28 de Iyar de 5772

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Fatos sobre Jerusalém
A Presença Judaica através das Eras

1. Considerações Gerais

a. A conexão entre o Povo Judeu e a Cidade de Jerusalém é um dos fatos mais bem documentado da História mundial. Em fontes judaicas tradicionais, a palavra "Jerusalém" é mencionada mais de 600 vezes, pelo menos que 140 vezes no Novo Testamento, mas nenhuma vez no Alcorão. Há uma referência no Corão (17:7) à destruição do Primeiro e Segundo Templos, que ficavam em Jerusalém; Há também uma referência no Corão (34:13) ao Rei David e seu filho, o Rei Salomão, quem construiu o Primeiro Templo em Jerusalém. No entanto, o Corão, que foi escrito há aproximadamente 1.400 anos, não menciona explicitamente a palavra "Jerusalém". Levando-se em consideração que a palavra "Jerusalém" já existia por 2.000 anos quando do advento do Islã, essa omissão é significativa.

b. Jerusalém foi fundada pelo Rei David na antiga cidade jebusita (Iebusi) de Jebus (Iebus) há aproximadamente 3.300 anos atrás, quando ele a renomeou e lhe conferiu um caráter judaico. Jerusalém foi tanto a capital política quanto espiritual do povo judeu - a última, sem interrupção até o presente, através de bons e maus tempos.

c. Pelos últimos 3300 anos, Jerusalém nunca foi a capital de nenhum outro povo, nem mesmo de árabes e muçulmanos, um fato significante levando-se em conta de a cidade ter sido conquistada por tantos povos diferentes.

2. Observações de algumas pessoas célebres sobre a conexão do povo judeu com Jerusalém:

a. "Para um muçulmano" observou o escritor britânico Christopher Sykes, "há uma profunda diferença entre Jerusalém e Meca ou Medina. As últimas são cidades sagradas contendo locais sagradas." Além da Cúpula da Pedra, ressalta, Jerusalém não tem qualquer significado mais importante para o Islã. (A Cúpula da Pedra foi construída sobre as ruínas dos Primeiro e Segundo Templos judeus.)

b. Sir Winston Churchill, ex-Primeiro Ministro britânico, para o diplomata Evelyn Shuckburgh, 1955: "Há de se deixar os judeus terem Jerusalém - foram eles que a tornaram famosa."

c. Sari Nusseibah, ex-representante da Autoridade Palestina em Jerusalém: "Seria cegueira se negar a conexão judaica a Jerusalém."

(Fonte: Bard, Mitchell G., Myths and Facts: A Guide to the Arab-Israeli Conflict, American Israeli Cooperative Enterprise Inc., 2002.)

3. Alguns registros da presença judaica em Jerusalém, 705 DC - 1967 DC

o 705 EC- "Desde o tempo do Califa Abdel-Malik (705) em diante, judeus estavam entre aqueles que guardavam os muros da Cúpula da Pedra. Por causa disto, eles não precisavam pagar o imposto cobrado de todos os não-muçulmanos. Os judeus eram encarregados de limpar a área haram (impura para muçulmanos) de lixo." Mujir al-din em seu "History of Jerusalem and Hebron".

o 863- "Essa é a data presumida da mudança da Yeshivat Eretz Israel de Tiberíades para Jerusalém, para que se tornasse a autoridade religiosa central de toda a região. O último dos Ga'ons (sábios) de Jerusalém foi Evyatar Ben Eliyahu Hacohen (1112)." Nathan Schur, "History of Jerusalem".

o 1167- "Duzentos desses judeus vivem em um canto da Cidade, sob a Torre de David." Benjamin de Tudela em seu famoso "Travels".

o 1395- "Os judeus na Cidade Santa vivem em suas próprias áreas residenciais especiais." Viajante Ogier D'Anglure em "Le Saint Voyage de Jerusalem".

o 1499- "Dentre os inúmeros judeus em Jerusalém, eu encontrei diversos nativos da Lombardia, três da Alemanha e dois monges que se converteram ao Judaísmo." Diário de viagem de Arnold von Harff, "Die Pilgerfarht 1".

o 1546/47- "Muitos judeus moram em Jerusalém e há uma rua especial dos judeus." Ulrich Prefat da Eslovênia em suas crônicas.

o 1611-"E nessa Terra, eles [os judeus] vivem como estrangeiros... sujeitos a toda opressão e privação, que eles suportam com paciência além de toda compreensão, desprezados e combalidos. Apesar de tudo isso, eu nunca vi um judeu com raiva em seu rosto." George Sandys, filho do Arcebispo de York em “Travails”.

o 1751- "4.000 pessoas chegam por ano junto com um número semelhante de judeus que vêm de todos os cantos do mundo." Viajante sueco Frederick Hasselquist em "Voyages and Travels in the Levant".

o 1860- Primeiro bairro judeu construído fora dos muros de Jerusalém.

o 1889- "Trinta mil das 40.000 pessoas em Jerusalém são judeus . . .. no momento os judeus estão vindo para cá às centenas." The Pittsburgh Dispatch, 15 de julho, 1889.

o 1925- Universidade Hebraica inaugurada no Monte Scopus, Jerusalém.

o 1967- Árabes derrotados em sua nova guerra contra Israel - a “Guerra dos Seis Dias”. Jerusalém reunida. Muro das Lamentações e Monte do Templo liberados.
(Fonte: Tal, Eliyahu, Whose Jerusalem, International Forum For A United Jerusalem, Tel Aviv, 1994.)

4. Respeito de Israel pelos Locais de Adoração de Todas as Religiões

Com a exceção do período de 1948-1967, Jerusalém nunca foi uma cidade fisicamente dividida. Em 1948, a Legião Árabe Jordaniana, sob o comando de Glubb Pasha (na realidade John Bagot Glubb, um inglês) invadiu e controlou, até 1967, a área que hoje é conhecida como a parte oriental de Jerusalém. Isso incluía a murada Cidade Antiga. Os jordanianos então expulsaram todos os judeus e tornaram a antiga Cidade de Jerusalém judenrein (O alemão para "limpa dos judeus "). Sob o controle jordaniano, o seguinte ocorreu:

o Cinqüenta oito sinagogas no antigo Bairro Judeu - algumas construídas há muitos séculos - foram destruídas e profanadas. Os jordanianos transformaram algumas deles em estábulos e galinheiros.

o A Legião Árabe Jordaniana profanos o antigo cemitério judeu, existente há mais de 2.500 anos no Monte das Oliveiras. Uma estrada foi construída através do antigo cemitério para ligar o Hotel Intercontinental a uma rodovia. A Legião Árabe Jordaniana usou lápides de santos rabinos como calçamento e latrinas.

o Apesar do acordado no Armistício de 1949 entre Israel e Jordânia, que permitia a visita de judeus a seus lugares sagrados, os jordanianos proibiram judeus de visitarem a Parede Ccidental na Cidade Antiga ou o antigo cemitério judeu no Monte das Olivas. A Universidade Hebraica no Monte Scopus e o Hospital Hadassah ficaram totalmente isolados e foram reduzidos a ruínas.

o Apesar do flagrante e completo desrespeito da Jordânia pelos lugares sagrados judeus, a ONU nunca passou sequer uma resolução denunciando o fato. Compare isso à gama de resoluções da ONU contra Israel.

Em contraste, o tratamento por Israel de todos os locais sagrados em Jerusalém e cercanias desde 1967 tem sido exemplar. O ex-presidente americano Jimmy Carter disse "não haver dúvida" de que Israel foi mais competente em salvaguardar os locais sagrados da cidade que a Jordânia.

5. A População de Jerusalém

Muitos não têm consciência de que, desde aproximadamente 1840, os judeus têm constituído a maioria da população de Jerusalém.

Ano

Judeus

Muçulmanos

Cristãos

Total

1844

7,120

5,000

3,390

15,510

1876

12,000

7,560

5,470

25,030

1896

28,112

8,560

8,748

45,420

1922

33,971

13,411

4,699

52,081

1931

51,222

19,894

19,335

90,451

1948

100,000

40,000

25,000

165,000

1967

195,700

54,963

12,646

263,309

1987

340,000

121,000

14,000

475,000

1990

378,200

131,800

14,400

524,400

2000

530,400

204,100

14,700

749,200

(Fonte: Bard, Mitchell G., Myths and Facts: A Guide to the Arab-Israeli Conflict, American Israeli Cooperative Enterprise Inc., 2002.)

6. Conclusão:

Quando o povo judeu defendem Jerusalém como sua Cidade Eterna, eles se baseiam em evidências históricas numerosas e sólidas. Nenhum outro povo pode demonstrar ligações tão fortes com Jerusalém quanto o povo judeu: a ligação judaica é a mais longa e ininterrupta com a Cidade Santa. Jerusalém é o - único - centro espiritual do Judaísmo. Jerusalém, em toda sua longa história, foi a capital única de um povo: o povo judeu. Judeus têm constituído a maioria de sua população nos últimos 160 anos. E, de suma importância para a comunidade internacional, Israel, de longe, tem protegido melhor os lugares santos de todas as religiões: em Jerusalém, os locais sagrados de todas religiões recebem o respeito que merecem. Jerusalém é, por lógica, a capital do Estado de Israel e todos as pessoas verdadeiras e de boa fé devem reconhecer esse fato.

Fontes:

  • Bard, Mitchell G., Myths and Facts: A Guide to the Arab-Israeli Conflict, American Israeli Cooperative Enterprise Inc., 2002.
  • Ben Gad, Yitschak, Politics, Lies and Videotape, Shapolsky Publishers, Inc., New York, 1991.
  • Cohen, Saul B., Jerusalem: Bridging the Four Walls, Herzyl Press, New York, 1977.
  • Gilbert, Martin, Jerusalem in the Twentieth Century, Chatto and Windus Ltd., London, 1996.
  • Tal, Eliyahu, Whose Jerusalem, International Forum for a United Jerusalem, Tel Aviv, 1994.

domingo, maio 13, 2012

Ser Judío – En español. 1ª Parte

Ser Judío

Ser judio a alef

 

Ser judío significa correr hacia D-os siempre aún siendo alguien que huye de él; es esperar escuchar cualquier día, aun siendo ateo, la trompeta del Mesías.

Ser judío significa no poder abandonar a Dios aun queriendo hacerlo;

significa no poder dejar de orarle aun de vuelta de todas las plegarias, aun de vuelta de todos los aúnes.

El ser judío está enriquecido por una multiplicidad de dimensiones que incluyen y desbordan lo nacional, lo idiomático, lo religioso, lo ideológico, para desplegarse en un fascinante conjunto de culturas, que pese a su diversidad presenta rasgos y valores comunes constituyendo una multifacética civilización.

Este articulo acerca del SER JUDÍO se detiene, a través de algunos textos, en uno de esos rasgos comunes, que abarca a creyentes y no creyentes: El derecho a la duda, a la pregunta, a la interpretación; el rechazo a la respuesta dogmática, cerrada y definitiva, al idolatrar una idea, al adueñarse de la verdad.

Cuando los sabios del Talmud se encontraban frente a un problema ideológico de ardua resolución, y no podían ponerse de acuerdo, utilizaban una expresión: TEIKU (Tishbí itaretz kushiot ubeaiot) es decir que Eliahu Hanaví, el profeta Elías que según la tradición va a preceder al Mesías, él va a dar respuesta a los grandes interrogantes. Dicho de otro modo, para la tradición judía, hasta la llegada del Mesías nadie puede arrogarse ser el intérprete genuino de la voluntad del Creador ni ser, por ende, el dueño de La verdad.

Del Rabí Menajem Mendl de Kotzk

Se cuenta que cierta vez un jasid del Rabí de Kotzk sintió angustiado que estaba perdiendo la fe. De pronto comenzó a quitarle la calma una inquietud que se iba volviendo cada vez más acuciante:

"UN EFSHER NISHT, UN EFSHER NISHT... Y tal vez no... Y tal vez no... Y tal vez Dios no exista... Y tal vez todo lo que hago no tenga sentido... Tal vez no signifiquen nada las plegarias, ni las bendiciones, ni mi vida toda... Y tal vez no... Y tal vez no...".

Perdió el sueño, perdió el apetito, y ese "Y tal vez no...", como un dibuk, como una obsesión, no lo dejaba a sol ni a sombra, le roía todo el tiempo el cerebro. Cuando no pudo soportarlo más, decidió viajar a Kotzk a aconsejarse con su rabí, pese a la enorme distancia que separaba esa ciudad de su pueblito, y pese a que sabía que hacía años ya que el Kotzker vivía apartado, sin recibir absolutamente a nadie. Sentía que el suyo era un caso límite, que su alma estaba naufragando y que su rabí tendría que recibirlo.

Se despidió de su familia, y tras un largo viaje llegó finalmente a Kotzk.

No le costó demasiado averiguar dónde vivía su rabí, pero al indicárselo, todos le recordaban que éste no lo recibiría. Y efectivamente, llegado a la casa del Kotzker, un asistente del mismo le cortó el paso, diciéndole que gente mucho más encumbrada que él se había tenido que volver como había venido, sin ser recibida por el rabí.

Pero, sea por empecinamiento o por desesperación, lo cierto es que nuestro jasid no se amilanó, y se quedó dando vueltas por los alrededores. Fue así que en una distracción del guardián se deslizó en la casa, y con el alma en un hilo, comenzó a recorrerla a ciegas. No anduvo demasiado cuando escuchó una voz monocorde que provenía de una de las habitaciones. Se acercó en puntas de pie y se detuvo despavorido. Allí estaba el Kotzker en persona, ensimismado, y como hablando consigo mismo, repetía en voz alta algo que el jasid no terminaba de entender. Sin atreverse a dar un paso más, aguzó el oído y entonces sí captó claramente lo que decía el rabí. Como pensando en voz alta, repetía el Kotzker una y otra vez: "UN EFSHER IÓ, UN EFSHER IÓ... Y tal vez sí... Y tal vez sí...".

• Del mismo modo que los rostros de los seres humanos difieren uno del otro, también son distintas sus convicciones. Y del mismo modo que puedes tolerar un rostro distinto del tuyo, debes tolerar las opiniones de gente que piensa de manera distinta que tú.

• Al maldecir a la serpiente, Dios la condenó a arrastrarse por la tierra y a nutrirse de polvo. ¡Qué extraña maldición! La serpiente nunca tendría hambre. ¿Es una maldición? Sí, lo es. ¡Y es horrible! ¡No carecer de nada es la peor de las maldiciones!

• ¿Quién dice que la verdad está hecha para ser revelada? Hay que buscarla, eso es todo.

Menajem Mendl de Kotzk*

* Uno de los más originales líderes del movimiento jasídico (Bilgoray, Polonia 1787 - Kotzk, Polonia, 1859)