domingo, maio 11, 2014

Uma história para viver: A Mezuzá e a bala.

A mezuzáh e a bala

Esta história se destaca pela veracidade da mesma, só cuidamos dos nomes por uma questão de respeito aos personagens.

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Na Porção Behar lida em este ultimo Shabat, a Toráh nos relata sobre o sétimo ano para descanso da terra. O número sete está ligado ao ciclo da natureza e do descanso… no sétimo dia (Shabat).

Uma vez um amigo meu viajou para visitar a família em Israel. Ele tinha trazido consigo uma mezuzá dos Estados Unidos numa caixinha de prata muito bonita. Era um presente para seus parentes.

Na chegada, ele alugou um carro e começou sua viagem do aeroporto para o bairro de Har Nof em Jerusalém, onde seus parentes viviam. Não muito longe do aeroporto, ele viu um grupo de soldados israelenses caminhando. Sentindo-se triste por eles no calor 45 graus, então parou e perguntou se alguém estava indo na direção de Har Nof e se gostariam de uma carona.

Como seu hebraico não era fluente, levou um momento para os soldados entenderem o que queria, até que um jovem se aproximou e disse que estava a caminho de Har Nof e gostaria muito de receber uma carona. Ele entrou no carro, e se apresentou como Menachem.

Enquanto viajaram, falavam em hebraico e conseguiram conhecer-se um pouco. O soldado compartilhou com meu amigo o propósito de sua visita a Har Nof. "Nosso sargento nos informou que esta noite estamos liberados todos para ir para casa e passar tempo com a família. Amanhã vamos nos tornar parte da ofensiva terrestre, a nossa unidade é a única que vai entrar mais fundo no Líbano e não saberemos quanto tempo vai levar antes de vê-los novamente ou mesmo se de fato os veremos de novo.

Então não estou indo para casa apenas para passar o tempo com a família, como também para me despedir deles e dizer 'adeus'... Apenas no caso de... "

Chegaram com sucesso em Har Nof e o soldado deu indicações ao meu amigo sobre como chegar na sua casa. Acabou que a família de Menachem vivia na mesma rua dos parentes do meu amigo.

Parado ao lado de sua casa, o soldado começou a dar adeus ao meu amigo, quando este disse: "Espere! Eu tenho algo para você."

Ele pegou com cuidado a mezuzá linda na sua caixa de prata de sua bagagem de mão, abriu e deu ao rapaz, cujos olhos se abriram assombrados. "Eu quero que você fique com ela. Você sabe o que é?" Meu amigo perguntou seriamente.

O rapaz respondeu: "Isso é uma mezuzá ! Na casa onde morávamos, pela primeira vez em Tel Aviv tínhamos em todas as portas da casa. Foi o meu irmão que estava no exército na época que as colocou.

Depois o perdemos durante um ataque malfadado num suposto reduto terrorista. Ele foi o único morto. Meus pais, não conseguindo viver com o fantasma de meu irmão em cada quarto, decidiram logo depois nossa mudança de Tel Aviv a Har Nof. Eles deixaram todas as mezuzot para trás, dizendo que é o que você faz quando um judeu compra a sua casa.

Depois que nos mudamos esperei que eles comprassem novas mezuzot para colocar em toda a nossa nova casa, pois não tinha nenhuma, mas os dias se transformaram em semanas e eu finalmente perguntei por que eles não tinha colocado nenhuma ainda. Meu pai disse numa voz que eu nunca tinha ouvido ele usar antes: “D'us nos abandonou”.

Vendo a minha confusão e medo, minha mãe puxou seu braço, dizendo-lhe que já tinha sido o suficiente. Mas ele continuou: "Não Estela, o garoto deve saber como o mundo funciona." Virando-se para mim, disse: "É verdade. Fomos judeus tementes a D’us toda a nossa vida - sua mãe e eu. E o que ganhamos em troca? D’us levou nosso filho primogênito! Algum dia você também vai ser forçado a ir para o exército e quem sabe o que vai ser?"

Eu lembro ter ficado apavorado, pensando que, se D'us tinha realmente nos abandonado como é que continuaríamos a seguir em frente? Estas ainda são perguntas que faço e agora a hora de eu ir para a batalha chegou.” (n.d.e. no exército israelense, um soldado cujos pais perderam um irmão servindo o exército não pode participar de uma unidade de combate sem a permissão por escrito de seus pais)

Meu amigo passou-lhe a mezuzá e disse: "Eu quero que você leve essa mezuzá e a coloque no bolso da sua camisa. A Torá nos ensina que uma mezuzá tem o poder de proteger a casa e as pessoas que vivem na casa. E também diz que qualquer um no seu caminho para executar um mitsváh terá uma proteção especial. Não vá para a batalha sem ele. Quando você voltar da guerra, você e eu a colocaremos na sua casa juntos."

O soldado agradeceu o presente, dizendo: "Eu sou chamado Menachem, que significa conforto, mas é você quem me trouxe conforto."

Eles se abraçaram e o menino virou-se uma última vez para acenar antes de entrar em sua casa. Meu amigo seguiu para a casa de seus parentes, onde ele contou a história de como foi abençoado ao conhecer o soldado Menachem no caminho vindo de Tel Aviv.

A medida que os dias se passaram, meu amigo se tornou mais e mais preocupado com o destino do menino que havia encontrado no caminho vindo do aeroporto. Por alguma razão, sua viagem juntos o fez sentir-se profundamente ligado a este jovem. Ele escutou avidamente o rádio esperando atualizações, a lista dos soldados israelenses mortos durante a guerra em curso.

Então chegou o dia que ele tinha tão temido. Seus parentes voltaram do shuk (praça do mercado) o encontrando sentado à mesa, com lágrimas escorrendo pelo seu rosto, seu braço sobre o rádio ainda segurando o botão de "off". Eles sabiam que algo devia ter acontecido e correram para consolá-lo.

Por alguns dias ele não conseguia sair de casa, embora soubesse que deveria visitar a casa do menino para externar suas condolências aos pais enquanto eles se sentavam Shivá (sete dias de luto na casa do falecido) por causa de um segundo filho, seu último filho. Enquanto caminhava pela rua que levava à casa do menino, era como se seus pés fossem feitos de chumbo, e a cada passo seu coração batia mais rápido, parecendo precisar de trabalhar mais, a fim de levá-lo naquela curta distância até seu destino.

Ao se aproximar da casa, ele pensou ter ouvido risadas e cantorias. Acreditando que tinha chegado na casa errada, ele voltou atrás e se aproximou novamente pelo outro lado, seguindo a direção que havia viajado na noite que veio do aeroporto.

Mais uma vez ele se viu na mesma casa e agora distintamente ouviu o riso e o canto vindo das janelas que estavam abertas.

Hesitante, e como é o costume durante a Shiváh, entrou na casa sem bater. Ele ficou impressionado com o que viu. Em todos os lugares as pessoas estavam rindo e se abraçando. Várias crianças estavam cantando músicas que ele reconheceu, cânticos de ação de graças. Em todos os lugares ele olhou comida amontoada em bandejas, e as bandeiras estavam balançando suavemente com a brisa que vinha através das janelas abertas. Ninguém estava sentado em banquinhos, e todos os espelhos permaneceram descobertos. Isso não era uma visão normal numa casa judaica de luto.

Confuso, ele ficou procurando por um casal que pudesse ser da família do menino. Pensando talvez que estivesse noutro quarto, ele começou a atravessar a casa. Um homem de meia idade veio até ele, se apresentou como o pai do menino e perguntou se ele era amigo de Menachem.

Surpreso por tudo o que estava testemunhando, ele mal conseguiu balbuciar um "Sim". Antes que ele pudesse falar as palavras tradicionais faladas aos enlutados, o homem deu um enorme sorriso, deu um tapa nas costas dele e disse algo que certamente não entendeu direito. Soou como "Você precisa vir vê-lo então".

"Mas os judeus não são expostos depois de mortos", pensou ele, muito perturbado com essa possibilidade.

Mas, novamente, este pai parecia bastante louco, sorrindo com a morte de seu último filho. Ele obedientemente seguiu o homem por um corredor. No final do corredor havia uma porta, ligeiramente entreaberta. O homem empurrou-a totalmente, e fez um gesto para meu amigo entrar.

Reticente, ele entrou, finalmente, virou a cabeça para ver o que estava na sala. Para sua grande surpresa e perplexidade absoluta, lá estava o menino. Vivo!

Sua perna estava engessada, mas ele parecia ileso e saudável.

"O que é isso?" Ele gritou. "Eu, eu ouvi seu nome lido com o resto dos nomes dos mortos na rádio há apenas três dias."

"Desculpe-me, eu sou responsável por te causar tal angústia", o menino começou. "Houve um erro. Como eu fiquei originalmente inconsciente acharam que eu estava morto, notificando a minha família e anunciando o meu nome antes de perceber o erro. Você pode imaginar a surpresa dos meus pais quando eu fui transportado para casa mais tarde naquela mesma noite. Mas há mais na história do que isso, meu amigo, e ele é um conto que você deve ouvir, pois você teve um papel importante dentro dela.

Entramos Líbano como programado, ao anoitecer, ocupando nossas posições à meia-noite. Quando a palavra foi dada, começamos a atacar, mas logo percebemos tinha sido dado informações erradas e havia muito mais combatentes do Hezbollah na área do que tínhamos sido levados a acreditar, e eles estavam fortemente armados. Tínhamos caído numa emboscada. Eu estava na frente. De repente, gritos como se fossem guerreiros banshee quebraram o silêncio e as balas zumbiram por toda parte.

O resto tem que ser contado para mim, pois isso é tudo que eu lembro. Nós milagrosamente vencemos a batalha, embora os combatentes do Hezbollah fossem mais numerosos na proporção de 3 para 1. "

"Foi o meu Menachem que foi o milagre", disse o pai, orgulhoso. "São eles que dizem isso, Menachem. Como ele estava na frente, atraiu todos os primeiros tiros. Seus companheiros o viram cair, mas a distração fez com que conseguissem derrubar muitos dos combatentes do Hezbollah e o restante, quando viram a virada da sua sorte, se retiraram às pressas, deixando o resto da unidade totalmente intocada. Quando eles disseram primeiro a mim e minha esposa que o nosso filho tinha morrido, foi como reviver o que aconteceu com seu irmão mais velho. Eu reclamei com D'us por ter tirado nosso segundo filho exatamente da mesma maneira que Ele tinha tomado o nosso primeiro".

Acontece que eu tinha sido baleado na perna e através do coração." Continuou Menachem.

"Através do coração! Você quer dizer, perto do coração, não é," meu amigo perguntou

"Não", respondeu o menino : "Foi bem no coração."

"Então o que aconteceu?", falou meu amigo.

Silenciosamente, Menachem tirou algo do bolso da camisa. Quando ele abriu a mão, meu amigo viu a caixa de mezuzá de prata que ele tinha lhe dado apenas alguns dias antes. Embutido na caixa tinha uma única bala.

"Você se lembra de sua promessa ", perguntou Menachem .

"Sim, é claro."

Assegurando-se que o pergaminho ainda estava intacto, Menachem mancando foi até a frente da casa e abriu a porta. Assistido tanto por aqueles que celebraram dentro como por vizinhos que chegam de fora, ele segurou a mezuzá no lugar e pronunciou a bênção, enquanto meu amigo martelava os pregos para fixá-lo bem no batente.

Pegando sua mão quando terminou, ele a beijou com reverência, enquanto as lágrimas desciam não só nas suas bochechas, mas nas de seu pai, que estava de pé ao lado dele. A bala da arma do terrorista, destinada ao coração de Menachem, continua a ser uma parte deste mezuzá especial que ajudou a salvar a vida de um herói, até hoje.

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COM OS MELHORES DESEJOS PARA UMA SEMANA MUITO BOA, SAUDÁVEL E PRÓSPERA, SHAVUA TOV UMEBORACH.

quinta-feira, maio 08, 2014

La verdad sobre la ONU --- Israel: A verdade sobre a ONU

La verdad sobre la ONU: Un antro de perdición

Estimados Amigos y Lectores:

En estos tiempos de mentiras e hipocresías es realmente importante conocer el antro de perdición llamado ONU, vean y lean

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Israel: A verdade sobre a ONU

Estimados e Prezados Amigos

Em nestes momentos de mentiras e hipocrisia é realmente importante e fundamental conhecer ese espaçoe cheio de mentiras, falta de valores, humanidade e honestidade, que já não tem sentido de existir.

domingo, maio 04, 2014

IOM HAATSMAUT: DIA DA INDEPENDÊNCIA DE ISRAEL

IOM HAATSMAUT

DIA DA INDEPENDÊNCIA DE ISRAEL

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Há 2.000 anos atrás,os judeus perderam uma guerra contra os romanos, que era o povo mais forte daquela época. Além de vencerem a luta, os romanos destruíram Jerusalém, incendiaram o Bêt Hamikdash e obrigaram a maioria dos judeus a saírem de Israel que se espalharam pelo mundo.

Enquanto os judeus estiveram fora de sua pátria, os árabes e os ingleses lá se instalaram.

Por volta de 1890, judeus de todo mundo, moços e moças, pouco a pouco, começaram a ir a Israel para trabalhar na terra , plantar e colher, Eram os CHALUTZIM, os pioneiros. Encontraram a terra ressecada, deserta e com muitos pântanos, mas mesmo assim conseguiram torna-la produtiva, construindo muitos Kibutzim (colônias agrícolas coletivas).

No entanto, muitos outros judeus tiveram dificuldades de ir para Israel, pois os árabes e os ingleses não os deixaram entrar. E o problema foi tornando-se cada vez mais grave.

Assim, representantes do mundo todos se reuniram para discutir esta questão na O.N.U (Organização das Nações Unidas) e votaram pela criação de um Estado Judeu. Mesmo assim houve várias lutas; muitos judeus morreram e no dia 14 de Maio de 1948 - 5 de Iyar de 5708 - no museu da cidade de Tel Aviv, foi proclamada a Independência do país,por David Ben Gurion.

A capital judaica ficou sendo de novo Jerusalém e o nome do país, Medinat Israel O primeiro presidente eleito foi Chaim Weitzman.

O nome do Hino de Israel , o HATIKVA, quer dizer "A esperança", pois apesar de tantas dificuldades, os judeus jamais perderam a esperança de retornar à Israel.

A explicação espiritual do nosso Estado pode resumi-la com os seguintes conceitos extraído do Talmud Yerushalaim, Tratado Berachot:

“Rabi Hiya o grande Rabbi Shimón filho do Halafta passeavam ao amanhecer pela colina de Arbel onde viram os despertares da aurora. Então, disse Rabi Hiya a Rabbi Shimón filho de Halafta:” “Esta é a imagem da redenção de Israel; se desperta lentamente, aumenta suas forças e sua claridade, conforme está escrito (Micháh capítulo VII, Versículo 8). Sentado na escuridão o Senhor é minha luz”.

Este conceito nos permite entender simbolicamente, qual o grau e o nível de força espiritual que o povo judeu tem frente às cinzas e lamento do Holocausto que construiu um estado, edificou uma imagem e nos devolveu o nosso orgulho.

Esta situação é difícil de explicar para Historiadores, Sociólogos e Psicólogos. Como o povo judeu pode despertar quando o mundo acreditava que ele estivesse adormecido? Foi como a aurora, à medida que se levanta aumenta e consegue mais forças. Por isto a criação do estado de Israel é um fato a mais de permanência do nosso povo na história da humanidade.

E, gostaria de sintetizar esta idéia:

“Os Egípcios, os Babilônios e os Persas surgiram, levaram o planeta com som e esplendor, logo enfraqueceram e morreram; os Gregos e os Romanos seguiram e fizeram muito barulho e não estão mais. Outros povos vão surgindo, mantendo alta a sua tocha, por certo tempo, mas apagam-se e depois se sentam na noite e desvanecem. O judeu viu a todos, venceu a todos e é agora o que sempre foi, sem mostrar decadência nem doenças senis, nem debilidade de suas energias, nem embotamento de sua mente alerta e briosa. Todas as coisas, todas as outras forças passam, mas o povo judeu permanece. Qual o segredo da Tua imortalidade, o Povo Judeu?” (Mark Twain - setembro/1899)

CHAG IOM HAATZMAUT VESAMEACH!!!!

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sexta-feira, maio 02, 2014

Im en ani li, mi li -- Si yo mismo no me ocupo de mí, ¿Quién se ocupará de mí?

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  • Si yo mismo no me ocupo de mí, ¿Quién se ocupará de mí?
  • Y si lo hago por mí solo ¿Qué valgo?
  • Y si no lo hago ahora (que tengo la oportunidad),  ¿Cuándo?

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Cada año al inicio del Sefirat Haomer, después de Pesaj, leemos este perek de Hi.lel [Pirké Avot 1:14]. Parafraseando a Hillel nos podemos preguntar

1. Si nosotros los judíos no nos ocupamos de Israel, ¿Quién se ocupará de Am Israel?

¿Qué pueblo en la tierra ha tenido interés en proteger Israel, defenderlo hasta las últimas consecuencias? La respuesta es de sobras conocida: ninguno. Ningún pueblo en la historia ha tenido el menor interés en proteger y defender a Israel más bien todo lo contrario, el antisemitismo va ligado a la historia de Am Israel, invasiones y ocupación de Eretz, deportaciones y dispersión, esclavitud, asesinatos, conversiones forzadas, Inquisición, pogromos, hasta llegar al Holocausto, los reiterativos ataques árabes contra el estado de Israel, la defensa del palestinismo como arma arrojadiza judeofóbica y las amenazas iraníes de destruir el estado judío. Esporádicamente y en el mejor de los casos, algunos líderes de pueblos y/o naciones han querido “apoyar” Israel, pero siempre sometiéndole a sus intereses, ajenos al pueblo judío, y tutelado por aquellos. Es el caso Koresh (Ciro) [1], Alejandro Magno [2], Napoleón, [3] o el de los británicos de principios del siglo pasado, y actualmente los EEUU.

Eretz ha estado dominado por diversas potencias ocupantes y ninguna de ellas ha tenido el menor interés en su desarrollo social, humano, cultural y económico, contraviniendo la dinámica de todos los imperios en la historia. La firme determinación de Theodor Herzl y los dirigentes sionistas manifestada en los sucesivos congresos sionistas fraguaron en muchos miembros de Am Israel la idea que era posible retornar a Eretz. [4]

En 1917, Gran Bretaña –potencia ocupante de Ertez- promulgó la Declaración de Balfour: “El gobierno de Su Majestad mira con buenos ojos el establecimiento en Palestina de un Hogar Nacional para el Pueblo Judío, y prestará sus mejores empeños para facilitar el logro de este objetivo, sobrentendiéndose claramente que nada debe hacerse que pueda menoscabar los derechos civiles y religiosos de las comunidades no judías existentes en Palestina, o los derechos y el estado político disfrutado por los judíos en cualquier otro país”.

El Mandato para Palestina incluía la Declaración de Balfour que, específicamente, se refería a «las conexiones históricas del pueblo judío con Palestina» y a la validez moral de «reconstituir su Hogar Nacional en ese país». El término «reconstituir» muestra un reconocimiento del hecho de que Palestina había sido el hogar de los judíos.

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Además, los británicos fueron instruidos a «prestar sus mejores empeños para facilitar» la inmigración judía, alentar el asentamiento en la tierra y «garantizar» el hogar nacional judío. La palabra «árabe» no aparece en el instrumento que confiere el Mandato, que fue formalizado por los 52 gobiernos de la Liga de las Naciones el 24 de julio de 1922. [5]

El anhelo milenario judío de volver a Eretz no se ha empezado a cumplir hasta hace apenas más de medio siglo, a pesar del incumplimiento de la última potencia ocupante, el Reino Unido, de devolver toda la tierra que pertenecía, y pertenece, por derecho a Am Israel. En 1921 los británicos cercenaron casi el 80 por ciento de Palestina, el nombre con que se conocía en Europa Eretz, para crear una entidad árabe, que nunca había existido, Transjordania, y restringieron a los judíos las compras de tierra en lo que quedaba de Palestina, contradiciendo la estipulación del Artículo Sexto del Mandato: “la Administración de Palestina… alentará, en cooperación con la Agencia Judía… el asentamiento contiguo de judíos en la tierra, incluidas las tierras del estado y las tierras baldías no adquiridas para fines públicos”. Los británicos habían otorgado 87.500 acres de los 187.500 acres cultivables a los árabes, y sólo 4.250 acres a los judíos. [6]

Los británicos frenaron con todas sus fuerzas la migración de judíos hacia Eretz con la excusa que Eretz no podía absorber a los judíos inmigrantes. La Comisión Peel declaró: «la abundante inmigración de los años 1933-36 parecería mostrar que los judíos han sido capaces de aumentar la capacidad de absorción del país para los judíos”.

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Finalmente, los británicos aceptaron que el argumento acerca de la capacidad de absorción del país era falaz, pero impidieron la llegada de nuevos olim a pesar de los fuetes vientos antisemitas que soplaban por centro Europa. [7]

A pesar del inicial reconocimiento por parte de las Naciones Unidas del estado de Israel en una pequeña porción de su territorio, y de las victorias israelíes defensivas ante las agresiones militares de los vecinos árabes, y del terrorismo, Israel es cuestionado continuamente, estando cercenado su territorio, discutidas sus fronteras y negada su capital indivisible y eterna, Jerusalem, así como deslegitimizada su existencia por el totalitarismo islámico y por los 52 países de la Organización de la Conferencia Islámica y los 22 de la Liga Árabe. Si los judíos no nos ocupamos de conseguir un Israel Shlemá, ¿quién se ocupará?

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NOTAS

[1] http://www.mfa.gov.il/MFAES/Facts+About+Israel/HISTORIA-+El+Segundo+Templo.htm

http://www.mohammadmossadegh.com/news/israel-iran-relations/

http://en.wikipedia.org/wiki/Iran%E2%80%93Israel_relations

[2] http://www.judaismovirtual.com/articulos/v.alejandro_magno.php

[3] http://www.israelcommission.fr/bulletin25.htm

http://www.napoleon-series.org/ins/weider/c_jews.html

http://www.mideastweb.org/napoleon1799.htm

http://www.aurora-israel.co.il/articulos/israel/Historia/32375/

[4] http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/biography/Herzl.html

[5] http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/spanish/chapter1.pdf

[6] Un acre es una medida de superficie, usada en agricultura tanto en el Reino Unido como en sus antiguas colonias, incluyendo los Estados Unidos. Equivale a 4046,8564224 m², 40,468564224 áreas, 0,40468564224 hectáreas.

http://es.wikipedia.org/wiki/Acre_(unidad_de_superficie)

[7] http://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/spanish/chapter2.pdf

Conceitos Halachicos do Shabat

 

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Perguntas ao Rabino

1) O que devemos fazer ao sair da Sinagoga e voltar a nossos lares à noite?

Ao sair do “Bet Haknêsset”*, saudar-se-á, em voz clara, “Shabat Shalom Umeborach (Um bendito Sábado de paz)” e, aumentando a voz, recita-se “Shalom Alêchem (A paz esteja convosco)”, cada estrofe três vezes, tal como lemos na Guemará: Na noite de Sábado, quando o homem retorna da Sinagoga à sua casa, acompanham-lhe dois anjos oficiais, um bom e outro mau. Ao adentrar em casa, ao ver acendidas as velas de Shabat, preparada a mesa, o anjo bom diz - “Oxalá ocorra exatamente o mesmo no próximo Shabat” - e o anjo mau vê-se obrigado a responder “amen.” (Talmud Babilonico Tratado Shabat 119: 1)

2) Você poderia dar-me detalhes acerca dos costumes pertinentes ao Kidush de sexta à noite?

Costumamos recitar o Kidush primeiro na Sinagoga, após da oração da noite de Shabat e, depois, em nosso lar. O Kidush, sobre o vinho (casher) na Sinagoga foi ordenado pelos Rabinos da Babilônia, devido à presença de hóspedes e forasteiros que ficavam no lugar para comer e dormir, já que nessa época, nas Sinagogas, havia um lugar especial para estas pessoas e, sobretudo, para aqueles que não sabiam rezar. Nos países da diáspora tem-se mantido este costume.

A obrigação de recitar e escutar o Kidush cumpre-se unicamente na mesa onde se come, como fixaram os Rabinos. “En Kidush ela bimkom Seudáh*” (não se diz Kidush senão no lugar onde se come).

É de costume que as Chalot (pães trançados) permaneçam cobertos durante a recitação do Kidush. As Chalot denominam-se Lêchem Mishnê, “pão duplo”, que representam a dupla porção de “manáh” que os hebreus recolhiam no deserto no sexto dia da semana. As Chalot simbolizam a união do Povo Judeu consigo mesmo e a união deste com o Criador através do Shabat, como as duas formas do quarto mandamento “Lembra-te do dia de Shabat” (Shemot 20; 8) e “guardarás o dia de Shabat”. (Devarím* 5; 12)

O cálice de vinho deve estar limpo por dentro e por fora e cheia até a borda ao recitar-se o Kidush.

Segundo a Cabaláh (Interpretação Mística de conceitos Judaicos), colocamos água no vinho, já que o vinho simboliza força e a água benevolência. Agregando, pois, a água ao vinho, mescla-se Midat Hadin (força do juízo) e Midat Harachamím (força da misericórdia).

Aquele que faz o Kidush deve tomar mais que a metade do cálice de vinho.

Os que escutarem o Kidush beberão um pouco de vinho.

Aquele que não tem vinho fará Kidush sobre as Chalot. Nesse caso, a ordem será: Lavar-se-á as mãos e pronunciar-se-á a bênção “Al netilat yadáyim” antes do Kidush. Durante o Kidush apoiará suas mãos sobre as Chalot e, ao rezar a bênção Hamotsi em vez de Haguêfen, descobrir-se-á as Chalot e, dando continuidade, cobrir-se-as-á novamente até finalizar a bênção. Ao escutar o Kidush, tem que se estar atentos à cada palavra e é preferível ir dizendo por sua vez, em voz baixa, palavra por palavra.

Deve-se fazer Kidush e comer da Seudáh (ceia) de sexta à noite, ali onde se acenderam as velas.

domingo, abril 27, 2014

Himno de los Partisanos: Un Homenaje a los heroes del Holocausto

Hirsch Glik

Himno de los Partisanos

LA LEYENDA DE LOS LAMEDVÓVNIKES.

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Las leyendas populares judías son múltiples y diversas. A veces, la presencia de una persona singular hace resurgir el recuerdo de los lamedvóvnikes (la suma de las letras L y V en hebreo equivalen a 36). Según esta tradición, por el mundo circulan sin sitio fijo treinta y seis santos varones. Su presencia adopta las formas más imperceptibles, más humildes, de modo tal que puedan hacer el bien en el más discreto de los anonimatos. Así encubiertos, pueden preservar a los seres humanos de los males que los acechan.

En un suburbio de Vilno (Vilne en ídish), en la calle Pequeña Sznipiszok (Wilkomirska 118), a comienzos de la década del '20 de nuestro siglo, vivía un humilde botellero llamado Vélvl Glik.

Era un hombre de una religiosidad tan profunda y una honestidad tan incuestionable, que muchos sospechaban -entre veras y burlas- que era uno de los treinta y seis santos varones (lamedvóvnikes).

Si alguien le otorgara valor a la leyenda, si le atribuyera a Vélvl Glik el papel de benefactor anónimo, no dudaría en sostener que una de sus obras más pías la realizó a través de su hijo Hirsch.

¿Cuánto bien puede hacer un hombre? Si ese hombre es un poeta, ¿cuántas almas pueden ser arrancadas del más profundo abatimiento por sus palabras entusiastas? Y si ese poeta atraviesa las circunstancias más duras que puede atravesar un pueblo, ¿cuántas fuerzas puede reclutar su poesía, cuántas esperanzas y cuánta voluntad de combate pueden nuclearse en torno de unos versos?

Quizá el destino más noble de un poeta sea el de perdurar a través de sus obras. Si la obra es un canto, y esa canción es del pueblo que en las circunstancias más extremas, con un pie en el infierno, puede apoyar gracias a ella el otro pie en el futuro, perdurará el autor en los estremecimientos de su poesía.

Si es militante de una causa, y su aliento es una fuerza en esa causa- se hará inmortal a través de un himno. El hijo del humilde Vélvl, el joven poeta Hirsch Glik, compuso en el campo de trabajos forzados de Resze, durante la ocupación alemana, el Himno de los Partisanos.

EL POETA DE LOS SUBURBIOS.

La calle Pequeña Sznipiszok era la calle de los poetas. Las conquistas del movimiento jalutziano en Éretz Israel se transformaban rápidamente en noticias; y de noticias pasaban a ser mitos populares. La esperanza que se abría a través de esta promesa, mitigaba en parte el rigor de las condiciones de vida en lo que había sido la Zona de Residencia (Tjum Hamoshav) del imperio zarista.

En casa de los Glik resonaba siempre el eco de las canciones populares judías y de los cantos litúrgicos. Quizá fue allí donde Vélvl transmitió a su hijo las artes que tanto bien harían a su pueblo ante el riesgo del exterminio nacional.

La esperanza es esa cosa que se canta. Y que se canta en reuniones de amigos, de compatriotas, de camaradas. La poesía que de niño escuchó Hirsch fue siempre poesía comunitaria, poesía para cantar, para alegrar las almas, para reunir a la gente en torno de un problema, de un sufrimiento, de una esperanza.

No extrañará entonces que, una vez cumplido su bar-mitzvá, su modo de relación con la comunidad fuera fundamentalmente poético. Pero no se trataba del héroe romántico que, en su interioridad individual, sufre y se desvela por su pueblo. Hirsch Glik, espontáneamente concebía la poesía como obra colectiva.

Así, la calle judía pronto conoció una revista de poesía llamada "Yúngvald" (Bosque joven). La revista era editada por un grupo de muy jóvenes poetas -el promedio no pasaba de los 16 años. Hirsch Glik es el más destacado de esta camada, que descubre la pobreza y el dolor de los suburbios de Vilna (actualmente capital de Lituania). La actividad poética cubre todos los ratos libres de una vida laboriosa.

Casi no pasa semana en que no escriba una nueva poesía. Pero como la motivación inicial había surgido de las reuniones y de los cantos, no se conformaban con hacer circular el texto escrito. Los jóvenes integrantes de la revista se reunían a leer en voz alta las composiciones de la semana.

El rito de la recitación era el primer fin y el primer examen del valor literario de las composiciones. Allí se observa claramente que esta poesía de sesgo popular y social no tenía como destino la crítica estilística de los textos escritos, sino la recitación por millares de voces judías en rincones insospechados de Europa.

EL POGROM Y EL GUETO.

Muchos jóvenes judíos de Vilno temían al pogrom como al peor de los males. La poesía llena de esperanza en una tierra redimida en Éretz Israel, soñaba entonces, ante todo, con un país libre de amenazas, con una ciudad donde se pudiera salir a caminar por la noche sin temor a una golpiza, una humillación o un asesinato impune.

El muchacho que había redactado su propio discurso para el "bar-mitzvá" se había unido a las filas del movimiento "Haschomer Hatzaír". Tal vez por esa razón, sus primeras composiciones estaban tejidas en hebreo. Quizá luego, la realidad del gueto impuso el ídisch: la poesía al servicio del pueblo tenía que estar escrita en la lengua que hablaba el pueblo en la resistencia.

Al estallar la contienda, en septiembre de 1939, el joven que aún no había llegado a los veinte años percibió la nueva presencia soviética como una liberación de los peligros pogromistas. Irónicamente, la guerra aparecía como liberadora. Pero la esperanza en el Mesías del tanque rojo, en los mongoles que cuidan el puente verde , pronto se iba a desvanecer.

En esos días, en el poema Alguna vez, Hirsch Glik escribió: Alguna vez soñé con ser el héroe de una leyenda. Aunque el sueño se haya cumplido en el seno de una pesadilla, efectivamente se cumplió. Veamos cómo: Cuando las tropas alemanas se acercaban a Vilno (Vilne en ídish), el día anterior al ingreso definitivo, Hirschke Glik y miles de judíos huyeron rumbo a Rusia.

No todos llegaron. Los bombarderos y los motociclistas alemanes interrumpieron la huida de muchos de esos miles. A pocos kilómetros de la frontera soviética fue detenido Glik. Allí comenzaba otra existencia. Las condiciones absolutamente transmutadas, el pasaje de la esperanza a la más cruel opresión, terminaron por darle a la poesía de Glik un destino totalmente distinto.

Se transformó inmediatamente en un arma de resistencia. Quizá en pocos sitios sea tan precisa como en el Gueto de Vilno la sentencia: la poesía es un arma cargada de futuro.

Los nazis comenzaron a trasladar a los judíos de Vilno. La meta era siniestra, pero la maquinaria de exterminio aún no estaba allí suficientemente aceitada.

Establecieron en los pantanos de Resze, en las afueras de la ciudad, un campo de trabajos forzados. Por propia voluntad era posible elegir ese sitio. Con treinta judíos más, Glik decidió marchar así hacia el primer destino que le ofrecía la guerra.

Pero el poeta no había formado parte de "Yúngval" para abandonar su oficio ante circunstancias adversas. En los pantanos, entre el estiércol y la extenuación, sentó sus reales. Los caballos fueron expulsados de los establos y allí se amontonaron los residentes del campo de trabajo. Pero la aniquilación subjetiva no podía ser inmediata. Al contrario, rápidamente la poesía de Glik entró a formar parte de las tareas de la resistencia. Era preciso conservar la esperanza, era preciso que el yugo nazi no quebrantara el ánimo de los judíos.

Los días de trabajo en Vilno de preguerra habían sido duros. Sin embargo la poesía encontraba siempre su tiempo. Los días en Resze eran tal vez más duros, pero la poesía se había hecho más necesaria que nunca. No sólo para el espíritu del poeta; era necesaria para la comunidad prisionera.

Los domingos se reunían los cautivos en el establo devenido barraca y allí, como otrora en la Pequeña Sznipiszok, los poemas de Glik iniciaban su ciclo de recitados. A partir de ese epicentro, por vasos capilares imperceptibles, las composiciones pasarían de boca en boca. Quizá era la obra del santo varón, que a través de su hijo proporcionaba una casi imposible alegría al gueto.

La poesía tenía que ser himno para convertirse en arma. Y para ser himno requería música. Con música, las palabras se propagarían más rápidamente, la emoción calaría más hondo. Cuando Hirschke transportaba turba, solía pedirle a su acompañante, el músico Dimitri Pokras, que le cantara una hermosa melodía. Trataré yo de adaptarle una letra.

EL HIMNO DE LOS PARTISANOS

Texto en ídisch Hirsch Glik
Traducción Moshé Korin (1)
Música Dimitri Pokras

No digas nunca que transitas tu final
si el día ocultan cielos de metal.
Nuestra hora tan ansiada, ha de venir
cuando redoble nuestro paso : ! Henos aquí !
Desde el país de las palmeras al de la nieve
es nuestro inmenso dolor el que nos mueve.
Y allí donde nuestra sangre haya caído
brotarán nuestro valor, nuestro heroísmo.
Se borrará el ayer con el enemigo,
la luz del alba alumbrará nuestro camino.
Pero si tarda, pasará nuestra canción
como consigna de una a otra generación.
Con sangre y plomo la canción escrita está,
no es la de un pájaro feliz en libertad,
sino que un pueblo, entre muros derrumbados,
la cantó con las armas en las manos.
No digas, pues, que transitas tu final ...

(1) La presente versión castellana del Himno a los Partisanos de Hirsch Glik, se ajusta en lo posible, al ritmo de la letra original en ídish.

Las canciones populares polacas y rusas, las canciones tradicionales hebreas, recibieron de este modo contenidos totalmente nuevos. Así como era nueva la situación que debía atravesar el pueblo judío, el vino nuevo debía ser vertido en los antiguos odres para mejor colaborar en la empresa de conservar los ánimos.

LA LIQUIDACIÓN DEL CAMPO DE TRABAJO Y LA RESISTENCIA DEL GUETO.

En mayo de 1943, las autoridades alemanas deciden liquidar el campo de concentración de Resze. El traslado al Gueto de Vilno es la etapa siguiente de la peregrinación de Glik. La actividad cultural era precisa no sólo para mantener viva a la población, sino sobre todo para mantener la condición judía de la vida comunitaria. En los múltiples sitios de desplazamiento, la presencia de Glik trae su gota de esperanza. La poesía de la calle judía se junta con las antiguas canciones grabadas en el alma para hacer fuertes a los hombres de un pueblo amenazado de desaparición definitiva.

Las fechas que se atribuyen a la composición del Himno difieren en detalle. Seguramente antes de la primavera de 1943, la canción inició su recorrido. Nunca digas nunca que transitas tu final // Pase esta canción como lema de una generación a otra // Un pueblo que, entre muerte y destrucción, cantó con armas en la mano esta canción.....

La fuerza de estas palabras quizá haya sido escuchada por primera vez en una de las tantas operaciones culturales de la resistencia en el gueto. El Primero de Mayo tenía, en aquellos tiempos, desde hacía ya casi medio siglo el valor de un símbolo en la lucha de los pueblos por la liberación.

En la Zona de Residencia del Imperio Zarista, no pasaba un primero de mayo sin que las masas trabajadoras judías se manifestaran de alguna forma en pos de una sociedad más justa.

Esta costumbre no podía perderse en el gueto. El primero de mayo de 1943 se organizó la velada con el nombre de Primavera en la literatura ídisch. "Primavera" no era el nombre de la estación del año sino del Primero de Mayo. Glik comentó que había compuesto una Nueva poesía que se canta. Al día siguiente la cantó. El estado mayor de los partisanos decidió, innecesariamente, que esa canción fuera adoptada como himno de los combatientes.

LA LIQUIDACIÓN DEL GUETO.

En el Gueto de Vilno, Glik pertenecía al grupo de los que habían decidido luchar con armas reales contra el despotismo nazi, aunque la victoria fuera una quimera imposible. Varias veces le ofrecieron partir a los bosques, para unirse al combate de la guerrilla. Pero la opción de salvarse solo, aunque fuera para seguir luchando, no estaba en su horizonte.

En septiembre de 1943 llega la orden de liquidar el gueto. Los diez mil judíos del Gueto de Vilno son conducidos a distintos campos de concentración en Estonia. Comienza así una peregrinación casi infinita por diversos campos de horror: Narwa. Kiwiali, Azari. El Nunca digas se entonaba en todos los campos, de noche, cuando la vigilancia nazi dormía. Pocos sabían que entre los que cantaban se encontraba el propio autor , el silencioso Hirsch Glik.

LA "MARCHA FINAL".

La resistencia continuaba de modos insospechados. Glik componía para la recitación colectiva versos de esperanza, pero también versos satíricos relacionados con la vida en el campo.

Sentados en el camastro, cien reclusos que lo rodeaban, milagrosamente, podían reír.

En enero de 1944, en los días de Janucá, los trescientos reclusos de la barraca decidieron celebrar. Con tenedores y cucharas se hizo el candelabro de ocho brazos. Glik leyó dos largos poemas suyos augurando la hora de la liberación. En el ágape, el café y las rebanadas de pan untadas con fina capa de manteca fueron más que un manjar: fueron una victoria.

En el verano de 1944, las noticias de la retirada alemana traían esperanzas y terrores. ¿Qué harían los alemanes con los prisioneros? ¿Cómo podrían éstos alcanzar la liberación antes de que los sacrificara la furia homicida de los derrotados? Era preciso huir hacia los bosques para unirse a la guerrilla.

Nadie era confiable; pero era preciso confiar. Distintos grupos se organizaron para huir por tandas. El cucú del cuclillo sería la señal para atravesar las alambradas.

Hirsch Glik fue uno de los que respondieron a esa señal. Aparentemente, la huida fue exitosa. Pero Glik fue sorprendido por una batida alemana, que se había internado en el bosque a fin de eliminar a guerrilleros soviéticos y estonios. Glik y ocho de sus camaradas, refugiados en un establo, sucumbieron.

El Himno de los Partisanos, que él compuso, ¡vivirá para siempre!

http://www.yadvashem.org/yv/es/exhibitions/music/vilna_partisans_zog_nit_keyn_mol.asp