domingo, fevereiro 19, 2012

A Terra do Israel nas fontes judaicas – 3ª parte

As virtudes e qualidades do Eretz o Israel tal como ficam de manifesto nos livros de reflexão e filosofia.

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1. As afirmações de Rabino Yehudá Haleví em seu livro O Cuzarí. Rabino Yehudá Haleví nasceu na Espanha em 1074 e resolveu concretizar seu aliem ao Eretz o Israel, aonde morreu em 1141. Uma lenda assinala que chegou às portas do Jerusalém e ao ver a destruição que estendia, fincou o joelho em terra e chorou amargamente pela situação da cidade. Um cavaleiro árabe que o viu fervorosamente inclinado sobre o chão do Eretz o Israel, atropelou-o com seu cavalo, e dessa maneira morreu.

Em seu livro O Cuzarí, Rabino Yehudá Haleví destaca a peculiaridade do povo judeu entre as demais nações, e na singularidade da fé judia em comparação com as outras. O Gaón da Vilna disse que este livro "é sagrado e puro, e todos os princípios da fé e a Toráh do Israel dependem dele".

2. Rabino Yehudá Haleví explica que só ali se pode alcançar o nível da profecia.

A. O que é o que diferencia ao Eretz o Israel de outros países?

B. De que maneira compara o Cuzarí ao Eretz o Israel com a plantação de um vinhedo? Consideram que se trata de uma comparação apropriada?

3. O seguinte fragmento foi extraído do livro Orot ("Luzes") do Rabino Abraham I. Kuk, um dos maiores rabinos do século XX e primeiro Grande Rabino do Eretz o Israel. No presente parágrafo explica que a relação que existe entre o povo e a terra não é casual: o povo judeu recebeu Eretz o Israel em legado porque só com ajuda da força espiritual implícita em sua terra poderá descobrir e desenvolver seus próprios valores e verdadeira grandeza.

O Cuzarí (porção que fala a respeito do expressado ao inicio do artigo)

Disse o amigo: Não deve lhe causar assombro o fato de que um país tenha alguma vantagem com respeito aos outros, porque já vimos a diferença entre um país e outro na flora e os recursos naturais. Há algumas plantas que podem crescer em um país mas não em outro; em certo país vivem determinados animais que não podem fazê-lo em outro; um país é rico em recursos naturais, enquanto que outro é pobre neles. Existem diferenças nas características e qualidades dos cidadãos dos diversos países. A plenitude da alma depende da composição de quão materiais integram ao ser humano (por conseguinte, não deve nos assombrar que em um país se observe mais plenitude espiritual que em outro).

Disse o Cuzarí: Não ouvi a respeito de nenhuma virtude ou vantagem que tenham os habitantes do Eretz o Israel, da qual careçam outros países.

Disse o amigo: É certo. Sua montanha é famosa pela fertilidade de suas vinhas, mas se não se plantassem videiras nesse lugar e não se realizassem as tarefas necessárias, certamente não cresceriam uvas ali. (O mesmo se diz com respeito ao êxito do Eretz o Israel). Eretz o Israel é o lugar em qual o povo eleito, que é o coração e a medula das demais nações, pode alcançar a máxima plenitude espiritual (a profecia). Certamente, a terra contribui a tudo isto, a condição de que lhe acrescente o cumprimento daqueles preceitos que não podem ser observados fora dela, que equivalem às tarefas realizadas na vinha. E assim é como o povo eleito não pode gozar da profusão divina em outro lugar que não seja este, tal como não resulta possível que a vinha prospere em outro lugar fora desse sítio fértil.

Disse o Cuzarí: Como pode expressar esta norma, se já vimos que D's falou com o Adão, que se encontrava em outra terra; com o Moshe quando estava no Egito e com o Abraham no Ur Casdim, e mais adiante falou com o Ezequiel e com o Daniel em Babilônia, e com o Jeremías no Egito?

Disse o amigo: Todos o que profetizaram o fizeram nesta terra ou a respeito dela. D's se dirigiu ao Abraham para lhe ordenar que concretizasse seu aliem a essa terra e que a percorresse. Ao Ezequiel lhe revelou a profecia do retorno do povo a sua terra, e ao Daniel a da destruição do Segundo Templo e da futura reunião das diásporas. Todas estas profecias se produziram por causa do Eretz o Israel. Outro sentido das profecias do Ezequiel e Daniel fora do Eretz o Israel é que ambos viveram em tempos do Primeiro Templo, no que viram a revelação da Shejiná; e em sua presença podia acessar à profecia qualquer membro do povo eleito capacitado para isso (e quem tinha acessado à profecia no Eretz o Israel não perdia esta aptidão ao partir dali).

(O Cuzarí, II artigo, cap. VII-XIV, tradução ao hebreu do Rabino M. Genizari, Tel Aviv 5729-1969).

Orot de autoria de Rabino Abraham Itschak Kook, Grã Rabino de Erets Israel, anterior ao Estado de Israel. Assim como fundador do Movimento Sionista Religioso).

Eretz o Israel não é um bem externo da nação. Só em sua condição de médio para obter o fim da união geral e do fortalecimento da existência material ou até espiritual, Eretz o Israel é uma unidade essencial estreitamente vinculada com a nação e intimamente ligada com sua existência. Por isso, não resulta possível analisar o conteúdo da qualidade de santidade do Eretz o Israel nem exteriorizar a profundidade desse sentimento por nenhum meio humano racional, a não ser somente através do espírito de D's que se encontra na totalidade da nação… (Rabino A.I. Kook, Orot, cap. "Eretz o Israel").

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

A Terra do Israel nas fontes judaicas – 2ª Parte.

As virtudes e qualidades do Eretz o Israel tal como ficam

de manifesto nos livros de reflexão e filosofia.

O cuzari

1. As afirmações de Rabino Yehudá Haleví em seu livro O Cuzarí. Rabino Yehudá Haleví nasceu na Espanha em 1074 e resolveu concretizar seu aliem ao Eretz o Israel, aonde morreu em 1141. Uma lenda assinala que chegou às portas do Jerusalém e ao ver a destruição que estendia, fincou o joelho em terra e chorou amargamente pela situação da cidade. Um cavaleiro árabe que o viu fervorosamente inclinado sobre o chão do Eretz o Israel, atropelou-o com seu cavalo, e dessa maneira morreu.

Em seu livro O Cuzarí, Rabino Yehudá Haleví destaca a peculiaridade do povo judeu entre as demais nações, e na singularidade da fé judia em comparação com as outras. O Gaón da Vilna disse que este livro "é sagrado e puro, e todos os princípios da fé e a Toráh do Israel dependem dele".

2. O fragmento que reproduzimos a seguir é conhecido como "o apólogo da vinha". O facilitador o ensinará, e analisará com os estudantes as seguintes pergunta. Rabino Yehudá Haleví explica que só ali se pode alcançar o nível da profecia.

A. O que é o que diferencia ao Eretz o Israel de outros países?

B. De que maneira compara o Cuzarí ao Eretz o Israel com a plantação de um vinhedo? Consideram que se trata de uma comparação apropriada?

3. O seguinte fragmento foi extraído do livro Orot ("Luzes") do Rabino Abraham I. Kuk, um dos maiores rabinos do século XX e primeiro Grande Rabino do Eretz o Israel. No presente parágrafo explica que a relação que existe entre o povo e a terra não é casual: o povo judeu recebeu Eretz o Israel em legado porque só com ajuda da força espiritual implícita em sua terra poderá descobrir e desenvolver seus próprios valores e verdadeira grandeza.

4. Os estudantes resumirão por escrito estas fontes da Toráh e da literatura filosófica e responderão a seguinte pergunta: Estou obrigado, do ponto de vista judeu, a concretizar meu aliem ao Eretz o Israel?

O Cuzarí

Disse o amigo: Não deve lhe causar assombro o fato de que um país tenha alguma vantagem com respeito aos outros, porque já vimos a diferença entre um país e outro na flora e os recursos naturais. Há algumas plantas que podem crescer em um país mas não em outro; em certo país vivem determinados animais que não podem fazê-lo em outro; um país é rico em recursos naturais, enquanto que outro é pobre neles. Existem diferenças nas características e qualidades dos cidadãos dos diversos países. A plenitude da alma depende da composição de quão materiais integram ao ser humano (por conseguinte, não deve nos assombrar que em um país se observe mais plenitude espiritual que em outro).

Disse o Cuzarí: Não ouvi a respeito de nenhuma virtude ou vantagem que tenham os habitantes do Eretz o Israel, da qual careçam outros países.

Disse o amigo: É certo. Sua montanha é famosa pela fertilidade de suas vinhas, mas se não se plantassem videiras nesse lugar e não se realizassem as tarefas necessárias, certamente não cresceriam uvas ali. (O mesmo se diz com respeito ao êxito do Eretz o Israel). Eretz o Israel é o lugar em qual o povo eleito, que é o coração e a medula das demais nações, pode alcançar a máxima plenitude espiritual (a profecia). Certamente, a terra contribui a tudo isto, a condição de que lhe acrescente o cumprimento daqueles preceitos que não podem ser observados fora dela, que equivalem às tarefas realizadas na vinha. E assim é como o povo eleito não pode gozar da profusão divina em outro lugar que não seja este, tal como não resulta possível que a vinha prospere em outro lugar fora desse sítio fértil.

Disse o Cuzarí: Como pode expressar esta norma, se já vimos que D's falou com o Adão, que se encontrava em outra terra; com o Moshe quando estava no Egito e com o Abraham no Ur Casdim, e mais adiante falou com o Ezequiel e com o Daniel em Babilônia, e com o Jeremías no Egito?

Disse o amigo: Todos o que profetizaram o fizeram nesta terra ou a respeito dela. D's se dirigiu ao Abraham para lhe ordenar que concretizasse seu aliem a essa terra e que a percorresse. Ao Ezequiel lhe revelou a profecia do retorno do povo a sua terra, e ao Daniel a da destruição do Segundo Templo e da futura reunião das diásporas. Todas estas profecias se produziram por causa do Eretz o Israel. Outro sentido das profecias do Ezequiel e Daniel fora do Eretz o Israel é que ambos viveram em tempos do Primeiro Templo, no que viram a revelação da Shejiná; e em sua presença podia acessar à profecia qualquer membro do povo eleito capacitado para isso (e quem tinha acessado à profecia no Eretz o Israel não perdia esta aptidão ao partir dali).

(O Cuzarí, II artigo, cap. VII-XIV, tradução ao hebreu do Rabino M. Genizari, Tel Aviv 5729-1969).

Eretz o Israel não é um bem externo da nação. Só em sua condição de médio para obter o fim da união geral e do fortalecimento da existência material ou até espiritual, Eretz o Israel é uma unidade essencial estreitamente vinculada com a nação e intimamente ligada com sua existência. Por isso, não resulta possível analisar o conteúdo da qualidade de santidade do Eretz o Israel nem exteriorizar a profundidade desse sentimento por nenhum meio humano racional, a não ser somente através do espírito de D's que se encontra na totalidade da nação… (Rabino A.I. Kuk, Orot, cap. "Eretz o Israel").

domingo, fevereiro 05, 2012

A Terra de Israel nas Fontes Judaicas – 1º parte

Manancial da Sabedoria:
A Terra de Israel nas Fontes Judaicas

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“E lhes trarei para vós à terra sobre a qual elevei Minha mão em juramento de dar a Abraham, a Itzchak e a Iahacov. E a darei a vós por herança, Eu A*donai”.

Shemot (Êxodo), 6:8.

“Naquele dia contratou A*donai com Abram uma Aliança dizendo: À tua descendência dei esta terra, do rio do Egito até o rio grande, o rio Eufrates”.

Bereshit (Gênesis), 15:18.

“Porém a terra onde vós ides passar ali para possui-la, é terra de montanhas e quebradas, da chuva dos céus bebe sua água”.

Uma terra que Teu D'us, A*donai, a quer: sempre os olhos de Teu D'us, A*donai, estão nela, do começo do ano até o fim do ano”.

Devarim (Deuteronômio), 11:11-12.

“E nos tirou A*donai do Egito com uma mão forte e com braço estendido e com grande temeridade e com sinais e milagres”.

Trouxe-nos para este lugar e nos concedeu esta terra: terra onde flui leite e mel”.

Devarim (Deuteronômio), 26:8-9.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Marranos: Uma Historia que não tem fim–1ª Parte.

Bnei Anusim

Marranos

Belmonte

A Comunidade Judaica medieval na Espanha era uma das, mas antigas, florescentes e frutíferas.

Porem, a partir de 1391, com os discursos de Ferrand Martinez, em 4 de junho do corrente ano em Sevilha, começaram as matanças de Ferrand (em alusão a Ferrand Martinez, Arcediago de Ecija, que com discursos virulentos, alimentaram o ódio à fobia contra os judeus). Estes terríveis distúrbios contra os judeus tiveram lugar em varias cidades da Espanha medieval, como, Ecija, Carmona, Sevilha, Barcelona, Toledo e Córdoba.

Cem anos antes da expulsão dos Judeus da Península Ibérica, se vislumbrava um futuro sombrio, que dura para muitos até os dias de hoje, que esperam que se reconheça sua identidade.

Trás o qual seguiu-se varias ondas de conversões forçadas ao catolicismo, até 1492 e 1496, quando os judeus foram finalmente expulsos dos reinos de Espanha e Portugal respectivamente, este ultimo modifico o decreto de expulsão por uma conversão decretada que todos os judeus, a partir de Abril de 1497, eram cristãos.

Muitos destes conversos, conhecidos com o termo em hebraico de Anusim (forçados), conservaram sua identidade judaica e continuaram cumprindo secretamente algumas dos costumes e tradições de seus ancestrais. A pegada deste fenômeno, o qual durante séculos foi cruelmente perseguido pela inquisição, chega incluso até os nossos dias.

Atualmente um grã grupo de Bnei Anusim, descendentes dos Anusim, em Espanha, Portugal e America e outros países estão recuperando sua consciência de pertencia e reclamam seu direito histórico de retornar ao seio do Povo Judeu.

Chuetas – Xuetas

Em 1435, levou-se a cabo a conversão geral dos judeus de Maiorca, quando alem não tiveram a opção do exílio. Porem, um grã numero dos conversos continuo crendo e observando em secreto a antiga Lei de Moises por gerações.

Foi a finais do século XVII, quando se expor publicamente o origem judaico de um grã numero de “los de la calle” ou dito em Português: “os da rua”, punindo suas reincidências ao Judaísmo. Os descendentes destes judaizantes queimados na fogueira da Inquisição foram selados com um estigma eterno e conhecidos ate o dia de hoje como os “Chuetas - Xuetas[1]

Quinze dos sobrenomes mais comuns da ilha conformam o grupo os Chuetas ou Xuetas, que até pouco tempo mantinham a endogamia, é dizer que se casavam só entre eles, e sofriam discriminações.

Atualmente uma organização de Israel, com autoridade do Rabinato Superior de Israel, conta com um Rabino representante na Ilha Palma de Maiorca, que ajuda a guiar aos Xuetas – Chuetas que desejam retornar a suas raízes judaicas.


[1] O Xuetes (pronúncia Catalão: [ʃuətə]; singular Xueta, também conhecido como Xuetons ), foram um grupo social na ilha de Maiorca, descendentes de judeus de Maiorca, que tanto se converteu ao cristianismo ou foram forçados a manter a sua religião escondida. Eles praticavam estrita endogamia (Obrigação, para o indivíduo, de casar-se com alguém do seu grupo). De o dialeto Baleares deriva a palavra xueta, segundo alguns especialistas, a partir de juetó, diminutivo de Jueu ("judeu") que dão xuetó, um termo que também ainda sobrevive.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

A Veracidade da Toráh

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Como se sabe que a revelação no Monte Sinai por si só é prova da veracidade da profecia de Moshê?

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Moshê Maimônides (1135-1204) é reconhecido como o mais famoso dos comentaristas judeus. Escritor aclamado, filósofo, médico de renome e mestre talmúdico - este é seu legado. Como diz a antiga máxima judaica: "De Moshê (Moisés, o líder do povo judeu) a Moshê (Maimônides) nunca houve ninguém tão grandioso como Moshê!"

Acima de tudo, Maimônides foi um escritor prolífico sobre os mais importantes tópicos do judaísmo. Sua obra magna, Mishnê Toráh, (Revisão da Toráh) é considerada até os dias de hoje como a mais conceituada e completa codificação da lei judaica.

A seguir, no oitavo capítulo de sua obra Mishnê Toráh, Maimônides explica um dos mais importantes alicerces da crença judaica: a prova de que a Toráh e a profecia de Moshê são verídicas.

Os judeus não acreditaram em Moshê somente pelos milagres que realizou. Sempre que a crença da pessoa é baseada em milagres, ela terá dúvidas, pois sabe que também é possível realizar milagres através de magia ou bruxarias.

Todos os milagres realizados por Moshê no deserto não foram feitos para servir de prova da legitimidade de sua profecia, ao contrário, foram realizados com um claro objetivo. Por exemplo, era necessário afogar os egípcios, então Moshê dividiu o mar e os afundou nele; precisávamos de alimento, ele nos forneceu maná; estávamos sedentos, então ele partiu a pedra e nos concedeu água; o grupo de Kôrach se amotinou contra ele, então a terra os engoliu.

Se um profeta tentar contestar a profecia de Moshê, mesmo realizando grandes milagres, não devemos dar-lhe ouvidos. Chega-se a esta conclusão porque a profecia de Moshê não depende de milagres, pois vimos e ouvimos com nossos próprios olhos e ouvidos.

A origem de nossa crença em Moshê foi a revelação no Monte Sinai, que presenciamos com nossos próprios olhos, e ouvimos com nossos ouvidos, sem depender de outras testemunhas. Havia fogo, trovões e raios. Ele penetrou nas densas nuvens; a Voz Divina falou com Moshê e nós ouvimos: "Moshê, Moshê, vá e diga-lhes o seguinte..."

Desta maneira, a Toráh diz: "Face a face, D'us falou com você." A Toráh também declara: "D'us não fez este acordo com nossos patriarcas, mas conosco - que estamos todos vivos hoje."

Como se sabe que a revelação no Monte Sinai por si só é prova da veracidade da profecia de Moshê? A Toráh relata: "Contemple. Virei a vocês numa nuvem densa, de forma que o povo Me escute ao falar com você, então eles acreditarão para sempre em você." Isso dá a impressão que antes deste fato, eles não acreditavam nele com uma fé duradoura, mas com uma fé que dava margem a dúvidas.

Desta maneira, Moshê e o povo foram testemunhas que observaram juntas o mesmo evento; sua designação como profeta na revelação no Monte Sinai, sem a necessidade de realizar milagres adicionais.

Moshê sabia que aquele que crê em outra pessoa por causa de milagres sente apreensão, dúvidas e suspeitas. Por este motivo, ele buscou ser liberado da missão, dizendo a D'us: "Eles não acreditarão em mim." Até que D'us o informasse que esses milagres serviam apenas como medida temporária até que deixassem o Egito. Quando eles partissem, ficariam aos pés da montanha e todas as dúvidas que tivessem sobre ele seriam removidas. D'us lhe disse: "Aqui, dar-lhe-ei um sinal e eles saberão que Eu verdadeiramente o enviei desde o início, e dessa maneira, nenhuma dúvida permanecerá em seus corações."

Por isso, se um profeta tentar contestar a profecia de Moshê, mesmo realizando grandes milagres, não devemos dar-lhe ouvidos. Chega-se a esta conclusão porque a profecia de Moshê não depende de milagres, pois vimos e ouvimos com nossos próprios olhos e ouvidos.

Não acreditamos em qualquer profeta que vier depois de Moshê pelos milagres que ele realizar. Cremos nele pela mitsváh que Moshê nos ordenou: "Se ele fizer um milagre, escute-o."

Da mesma forma que somos ordenados a dispensar um julgamento legal, baseado em declarações de duas testemunhas (mesmo se não soubermos se eles estão dizendo a verdade ou não), é uma mitsváh dar ouvidos a este profeta, mesmo sem saber se o milagre é verdadeiro ou realizado através de mágica ou bruxaria.

Isso pode ser comparado a testemunhas que negaram um fato que foi presenciado por uma terceira pessoa. Ela terá certeza que são falsas testemunhas, já que viu com seus próprios olhos.

Por isso, a Toráh declara: "Mesmo se vier este sinal de milagre, você não deve ouvir as palavras do profeta." Ele faz milagres que negam o que você testemunhou. Como pode um milagre fazer-nos aceitar esta pessoa que vem para negar a profecia de Moshê que vimos e ouvimos

domingo, janeiro 15, 2012

O povo judeu é o nosso povo. O povo judeu é cada um de nós.

EU, VOCÊ E TODOS NÓS

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Falando, falando, já que falamos de nós por que não falar dos outros também?

Só que vamos falar de nós judeus e dos outros judeus.

Começando do começo, vamos definir as coisas.

O que é um Cohen?

Um Cohen é um sacerdote descendente de Aarão. Os Cohaním eram os sacerdotes do Templo.

Hoje, não temos mais o Templo, mas, temos ainda, os Cohaním que possuem privilégios e obrigações.

Um Cohen é o primeiro a ser chamado quando se lê a Toráh publicamente na Sinagoga e, em certas ocasiões, os Cohaním abençoam a Congregação com a “Bircát Cohaním” (Benção Sacerdotal).

Um Cohen não pode casar com mulher divorciada, chalutsá ou convertida. Não pode ter contato com os mortos, com os necrotérios e cemitérios. É chamado primeiro à Toráh como homenagem e não pode casar com as mulheres citadas, porque, para um sacerdote, não está correto e não lida com os mortos, por causa das leis de pureza. A pesar que hoje em dia, temos alguns hefsakim na Halacháh (algumas levezas na aplicação da Lei Judaica)

Sendo um Cohen um sacerdote, o que é um rabino?

Um rabino é uma pessoa especial na comunidade, líder religioso, sabe a Lei e para a Congregação, ele deve ser como o juiz.

Tem autoridade para decidir questões referentes à esta mesma lei.

O sacerdote tinha uma relação especial com D'us, como é o caso dos Cohaním que herdaram sua condição sacerdotal de seus antepassados nomeados por D'us, na Toráh, Aarão, seus filhos e seus descendentes.

Leviím

E quem são os Leviím? É uma outra categoria de judeus.

Não foram escolhidos por D'us para serem sacerdotes, mas sim, para serem seus assistentes. E assim foi no Templo.

Depois do Cohen ser chamado à Toráh, chama-se um Levi. Uma de suas funções era ajudar os Cohaním a lavar as mãos antes da bênção sacerdotal.

A outra categoria somos nós judeus que nos dividimos em várias situações, os mais conhecidos Sefaradím, Ashquenazím e, hoje em dia, Falashas, mas ainda há outros ramos.

Existem comunidades que ainda são ou eram antigamente consideradas judaicas. Algumas de origem judaica desligaram-se da parte central do povo judeu. Pela lei, os judeus não podem casar com eles, nem comer a comida deles “que não é casher”. Enfim, o judeu mais ortodoxo, não tem nada a ver com estes outros judeus.

Primeiro, os Karaím ou caraítas. Eles saíram da parte central do povo judeu no século VIII da Era Comum. Eles seguem apenas a Bíblia Hebraica e não aceitam a Lei Oral.

Usam o hebraico nas cerimônias religiosas e, até mesmo, falam e escrevem no mesmo normalmente.

No Cairo, existia a maior congregação Karaíta, que imigrou na maioria para Israel.

Na Rússia, existem milhares, na Criméia e também na Lituânia e Polônia. Há ainda uma comunidade pequena em Istambul e uma menor no Iraque mas, sempre estão saindo para Israel.

Os Karaím que ainda vivem na Europa falam o idioma tártaro, por isso, acredita-se que estes descendem dos Karazes, o reino turco-tártaro que se converteu ao Judaísmo nos anos 800 da Era Comum.

O Estado de Israel recolheu os Karaím para que eles pudessem imigrar. Em Israel existem vários caraítas.

O casamento com outros judeus é proibido pelos rabinos e os divórcios caraítas não são reconhecidos, mas, já existe uma pequena mistura.

Os shomroním

Este grupo, “samaritanos” chamam-se “shomroním” em hebraico.

Em Israel, eles moram em Cholon e Nablus. Eles usam a mesma Bíblia Hebraica, só que, em vez de Jerusalém, o monte Guerizím é o centro de sua devoção.

Neste monte, eles celebram Pêssach à noite numa bela cerimônia que dura a noite toda com sacrifícios de carneiros, que cozinham e comem e com serviços religiosos especiais.

Eles usam a Toráh e tem sua tradição oral particular diferente da nossa e dos Karaím. São reconhecidos em Israel como judeus, mas, o casamento com outros, é proibido pela Lei judaica.

Sabatianos ou Doenmeh

No século XVII, surgiu um falso Messias na Turquia, Shabetái Zvi e grande quantidade de judeus passou a segui-lo.

No ápice de sua influência, mais da metade dos judeus da Europa acreditou nele.

Depois, Shabetái converteu-se ao Islamismo e poucos ficaram com ele. Este grupo também convertido, manteve um judaísmo secreto entre si mesmos.

Viveram em Salônica, na Grécia e hoje vivem na Turquia. Por fora, são mulçumanos, mas, por dentro, são judeus. Usam o ladino e o hebraico. Este ramo ainda não foi reconhecido.

Os Franquistas

Um dos seguidores de Shabetái foi Jacob Frank, que se tornou chefe de um grupo de judeus sabatianos na Europa Oriental. Converteu-se ao catolicismo; alguns o seguiram, mas, não todos.

Os que ficaram fora da conversão, viveram como judeus secretos, mas, existiram só até o século passado, depois, perderam-se no meio católico da Polônia.

Marranos e Cristãos Novos

Hoje sabemos que existem grandes grupos de judeus marranos vivendo em Portugal, particularmente em Guarda e Belmonte.

Já o Brasil após o seu descobrimento, tornou-se a maior concentração de marranos e cristãos novos. Noutras palavras, maior concentração destes descendentes.

Essas pessoas nunca deixaram de considerar-se judias, casam entre si e conhecem pouco o hebraico.

Hoje, estão sendo enviados missionários judeus para lá, a fim de levá-los ao judaísmo pleno e para que possam emigrar para Israel.

Chuetas

Estes vivem em Maiorca e são católicos romanos. São descendentes de judeus conversos e moram em bairros separados na cidade de Maiorca.

Casam entre si e são desprezados de uma forma ou de outra por seus vizinhos cristãos. Não se conhece prática judaica entre eles; seguem o catolicismo fielmente, pelo menos é o que se sabe.

Estes grupos fazem parte dos “Outros” a que nos referimos.

Agora, a nossa parte.

Comecemos com os sefaradím. Sefarád ou Espanha é o berço dos judeus sefaradím e também Portugal. As comunidades judaicas de fala árabe, persa, turca, que não são descendentes dos judeus espanhóis e portugueses estão incluídos no grupo sefaradita.

Muitos sefaradím descendem de judeus do exílio babilônico e, mais tarde, após a destruição do 2º Templo, muitos judeus saíram de Israel.

Hoje, existem sefaradím em todas as partes do mundo, na Europa, na Ásia, na África e América. Os judeus de língua árabe, sírios, libaneses, egípcios e iraquianos não são na maioria descendentes dos espanhóis, mas, são chamados sefaradím. Estes judeus falam árabe.

Os judeus da África do Norte falam francês e espanhol e, na sua maioria, são de origem espanhola.

Os de fala berbere e árabe podem ser chamados sefaradím, mas, são parte do que chamamos “outros judeus”.

DIFERENÇAS ENTRE ASHQUENAZÍM E SEFARADÍM

A diferença está no pensamento. Vivem a seu modo, cada grupo tem sua própria sinagoga, sua própria escola, açougues, etc.

A comida é diferente, a língua é diferente, o ladino e o yídishe e as cerimônias religiosas tem pequenas diferenças no ritual. Falam o hebraico de maneira diversa. Divergem na maioria de dar nome aos filhos, os sefaradím usam nomes de parentes vivos, ao passo que, os asquenazím, não.

Na Festa de Pêssach, os alimentos proibidos são diferentes. Alguns.

Na teoria, os sefaradím podem ter duas esposas enquanto que, os ashquenazím, tem de seguir a monogamia. Não há grande diferença e as que existem hoje são bem simples de resolver.

Embora tenham características próprias, todos são judeus. Pode-se freqüentar perfeitamente uma sinagoga de sefaradím ou ashquenazím.

No Panamá, a maior sinagoga ortodoxa é da comunidade árabe e todos rezam lá.

Nas Filipinas, há uma única comunidade com judeus das duas congregações. Vemos assim, que ashquenazím ou sefaradím no fim dá certo.

Os outros judeus africanos são na maioria ashquenazím, África do Sul, África do Norte, Egito e Congo.

Existem na Etiópia os judeus negros que falam as línguas semitas tigre e tigúnia e se dizem descendentes de Salomão de da rainha de Sabá, os nossos falashas.

A Índia tem quatro comunidades distintas. Os mais conhecidos são os Benê Israel de Bombaim, têm pele bem morena, falam o idioma “marata”, só diferem dos indianos na religião.

No sul da Índia há os cochim na costa Malabar. Falam o “malaiala” – idioma chavídico.

Também em Cochim há outra comunidade separada dos “pardesi” que são bem mais claros na pele, têm sinagogas separadas e cada grupo casa-se no seu meio.

Os judeus de Calcutá são os Baghdalé. Também vivem em Bombaim e são descendentes dos judeus do Iraque e falam árabe.

A Bumânia tem judeus Baghdali e Benê Israel. Na China e Hong Kong existem comunidades, são milenares e descendem das pessoas que vieram da Mesopotâmia.

Hoje na Mandahuria, Harbin, Xangari e Hong Kong existem judeus que falam yídishe, russo e árabe. Eles mesmos se denominam Yotsê Sin “os que saíram da China” e hoje estão também em Tóquio e São Francisco.

Na Europa existem outros grupos judaicos. São os Krimchaks de fala tártara – criméia (não confundir com os Karaím) e os judeus caucasianos da Geórgia. São totalmente judeus, mas, não podem ser chamados ashquenazím nem sefaradím.

Os krimchaks foram massacrados pelos alemães na segunda guerra mundial. Eles falam o tat, um dialeto persa misturado com hebraico, turco e caucasiano.

Os judeus da Geórgia falam o Georgiano. Nas Américas e no Brasil há judeus vindos de várias partes do mundo e não há grandes diferenças.

As comunidades vivem lado a lado sem problemas, graças a D’us.

O povo judeu é o nosso povo. O povo judeu é cada um de nós. Conhecemos nosso passado, vivemos nosso presente e acreditamos no nosso futuro. Mazal Tov (Boa Sorte). Shalom Uberacháh – Bênção e Paz!

Comportamento Humano

COMO NASCE UM PARADIGMA

como nasce um paradigma

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro pôs uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancada.

Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

" Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui... "

Não deves perder a oportunidade de passar esta história para os teus amigos, para que, de vez em quando, se questionem por que fazem (ou não fazem) certas coisas .

" É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO" (Albert Einstein)