terça-feira, abril 10, 2012

Iom Hazicarón Lashoa Velagvurá

Shoa

Décimo primeiro mandamento: "Não esqueceras"
Decimo primero mandamiento: "No olvidaras"

Não todas as vitimas do Holocausto eram judias, porem todos os judeus eram vitimas do Holocausto. Elie Wiesel – Premio Nobel da Paz.
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La euforia me invade. Luego de una gloriosa lucha, hemos echado a las tropas de las SS del ghetto. Los Nazis no pudieron soportar la contraofensiva de nuestros grupos. Les ha quedado claro que aniquilarnos no va a ser nada fácil. En los cielos del ghetto, en medio del humo y la tierra que quedaron de la batalla, en el corazón de la calle Muranowska[1], flamea una bandera judía junto a una polaca que se puede observar desde todo Varsovia. La calle Muranowska es el lugar de nuestro orgullo. Levantar esa bandera es símbolo de nuestro triunfo, de nuestro heroísmo, de la derrota Nazi. Que todos los polacos vean esta bandera flameando y entiendan que la resistencia judía del ghetto es un hecho. Las tropas de Stroop han huido despavoridamente. Sabemos que regresarán, estamos preparados para eso.

El túnel que construimos al lado ario nos permite reabastecernos de armamento. Nuestros contactos en el ejército polaco nos consiguen las armas para la resistencia. No es mucho, pero nos alcanza para hacer fuerza en la lucha.

La batalla fue dura, perdimos muchos de nuestros hombres. La tristeza de verlos caer se mezcla con un extraño orgullo. La perdida de nuestros hermanos nos da fuerzas para seguir adelante.

Queridos compañeros del mundo, festejando Pesaj en estos días podemos estar tranquilos que la libertad que tanto nos costo lograr, no la vamos a entregar fácilmente.

Tel Jai
Comandante Pavel Frenkel

[1] Calle del Ghetto de Varsovia

Los Niños del Holocausto - As crianças do Holocausto

Festival de Cinema Barcelona 2012

domingo, abril 01, 2012

Especial de Pêssach – Especial de Pesaj. Em Português e Espanhol

Queridos Leitores, na próxima sexta-feira 6 de Abril ao por do sol, iniciara, em cada lugar, em cada canto do mundo, a Festa de Pêssach, na qual lembramos não só a liberdade, da dura escravidão de Egito, senão que em cada geração se quer levantar alguém contra o Povo de Israel, contra o Povo Judeu, e o Altíssimo, Bendita Seja Seu Nome, nos salva. Lembraremos, que o Chametz, todo aquilo que é fermentado produto dos cinco cereais, como: Trigo – Aveia – Centeio – Cevada – Espelta, também representa arrogância, soberba, petulância, atitudes que tomo o Faraó, e que as consequências foram nefastas.

Lembremos que essas atitudes, quando são tomadas com consciência marca um destino triste, muitas vezes, não para nos senão para seres queridos, que pagam caro nossas atitudes.

Lembremos que só saiu o 20% da população judia que havia na terra de Egito, os outros, se assimilaram, hoje temos muitos judeus, lamentavelmente, que não sabem que é Pêssach e outros que se reúnem, mais muitas vezes não conhecem todo aquilo para poder cumprir o preceito de relatar-lhes a nossos filhos, a nossos netos e a nossos mesmos, que a saída de Egito é lembrada praticamente todo ao no em nossa liturgia, em nossa vida judaica.

Lembremos que em um Pêssach de 1943 – 5703, um grupo de valientes liderados por Mordechai Anilevich, e inspirados pelo Rabino Menachem Zemba, ultimo Rabino de Varsovia, foi uma força moral no Gueto de Varsóvia, sempre lutando para infundir otimismo e esperança na comunidade. Arranjou locais clandestinos em porões e abrigos contra bombas, onde meninas e meninos podiam estudar Torá. Embora tivesse oportunidade de escapar do gueto, recusou-se a fazê-lo, insistindo que sua presença era necessária aos judeus do gueto. Rabi Zemba apoiou fortemente o Levante do Gueto de Varsóvia, doando fundos pessoais para munição e dando sua sincera bênção ao esforço. Cinco dias após o início da luta, no Shabat 19 de Nissan, a casa na qual Rabino Zemba se escondia foi incendiada pela SS. Quando tentava escapar, Rabino Zemba foi morto a tiros pelos nazistas.

Lembremos finalmente, que a palavra Egito em Hebraico se escreve como Mitsraim e se mudamos suas vogais podemos lê-la como Metsarim, angustia. Se não somos donos de nos mesmos, se não aprendemos a dominar nossos instintos, senão aprendemos a ser humildes, e finalmente aprendemos a ser, mas condescendentes com nosso próximo, seremos escravos de nosso Faraó interno e finalmente, viveremos em um “Egito angustiante”.

Feliz Pêssach – Pêssach Casher Vessameach

Feliz Pesaj – Pesaj Casher Vesameaj

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A História de Pêssach

O Povo Judeu tem sua origem em Abraham, que viveu há cerca de 4.000 anos atrás, em Ur, uma cidade antiga entre as margens dos rios Tigre e Eufrates, na Baixa Mesopotâmia, numa região cujos habitantes eram idólatras, que acreditavam na existência de deuses controlando as diversas forças naturais do mundo. Abraham foi o primeiro a entender que há apenas um D'us que criou, e controla todo o Universo, e por isso D'us lhe ordenou que abandonasse sua pátria e fosse para Canaã, a terra destinada a ser a Terra de Israel. Uma vez que Abraham estava em Canaã - e ainda era conhecido por seu antigo nome, Abram, D'us fez com ele uma aliança: "Seu nome será então Abraham... Eu te farei o pai de diversas nações... Eu manterei minha aliança ... ao longo dos tempos ... para ser seu D'us, e destinarei a Terra para ... você e seus descendentes." (Gênesis, 17:3-8). Além do mais: "Saiba que seus descendentes serão estrangeiros em terras alheias, e serão escravizados e oprimidos por centenas de anos. Mas eu farei o julgamento à nação para a qual eles servirão, e no fim, serão livres, com muita riqueza..." (Gênesis, 15:13-14) E, realmente, Abraham foi pai de Ytzchak, cujo filho Yahacov, chamado de Israel, foi pai das famílias que originaram as doze tribos, os Filhos de Israel. Devido a um período de fome em Canaã, Yahacov e seus filhos vão ao Egito, onde encontrar Iosef, seu filho que havia sido vendido por seus irmãos à escravidão, e que conquistou glória e poder em terra estrangeira.

No Egito

Devido ao poder e influência de Iosef, Yahacov e sua família prosperaram no Egito, onde eram tratados com respeito e honra. Entretanto, um novo Faraó sobe ao poder após a morte de Iosef, e se sente ameaçado com o crescimento desproporcional da população dos Filhos de Israel. Estes são então escravizados e forçados a construir as cidades de Pithom e Ramses, por mais de 200 anos. Entre outras restrições brutais, a pior de todas era a ordem de que todos os bebês homens hebreus deveriam ser jogados no rio logo que nascessem. Moisés, filho de Amaram e Yocheved, foi salvo, já que sua mãe o colocou num pequeno cesto flutuando no Rio Nilo, e foi encontrado pela filha do Faraó, que o criou no palácio real. Quando Moisés tornou-se adulto, D'us apareceu para ele num 'arbusto ardente', e ordenou que libertasse os israelitas, e trouxesse-os para a Terra de Israel.

A Batalha com o Faraó

O primeiro confronto de Moisés com o Faraó levou a uma piora nas condições dos pobres escravos, que passaram a perder sua confiança em Moisés. O Faraó continuamente se recusava a atender os pedidos de Moisés e seu irmão Arão, enviados por D'us para pedir que o Faraó libertasse os hebreus. Dez pragas foram então enviadas por D'us contra o Faraó e seu povo para demonstrar o poder de D'us sobre a natureza. Mas, não até que os primogênitos dos egípcios são mortos, o Faraó finalmente concorda em soltar seus escravos.

D'us ouve nossos prantos

Baseada na Toráh, a Hagadáh conta detalhadamente como os escravos choravam para D'us por sua salvação, e como estes gritos eram ouvidos. O Êxodo não ocorreu, entretanto, sem que os escravos passassem por uma transformação psicológica: Eles deveriam fazer uma oferenda de um cordeiro - uma divindade para os egípcios - para seu D'us, sob os olhos dos egípcios. Os israelitas deveriam passar o sangue do cordeiro nos batentes de suas portas, para que o 'anjo da morte' 'passasse sobre' (Pêssach) suas causas (daí o nome da festa). Em suas famílias, os hebreus comeram o cordeiro, prontos para partir. Depois da decisão do Faraó, eles se apressaram: não houve nem tempo para seus pães fermentarem. Então, o povo comeu pão não fermentado (matzá).

O Êxodo

Cerca de 600.000 homens filhos de Israel - além das mulheres e crianças - deixaram o Egito. Quando alcançaram as margens do Mar Vermelho, estavam totalmente encurralados quando viram as carruagens do Faraó perseguindo-os. Mas então, miraculosamente, as águas do mar se abriram, e eles atravessaram em terra seca. Quando os egípcios entraram na terra seca entre as águas, no entanto, as águas retornaram ao seu lugar, afogando o Faraó e seus homens. Chegando ao outro lado, e finalmente livres, os israelitas reconheceram a grandeza do milagre, cantando juntamente com Moisés uma canção de louvor: Shirat Haiam - a Música do Mar. O Midrash conta que os anjos também desejaram comemorar, mas D'us não permitiu: "O fruto da minha criação está se afogando no Mar, e vocês querem comemorar?" O acordo com Abraham havia sido cumprido. Agora que a liberdade física havia sido atingida, faltava para os Filhos de Israel marcharem para a liberdade espiritual e para a Terra de Israel.

A Jornada para a Terra Prometida

A mentalidade escrava ainda prevalecia entre os Filhos de Israel, e a jornada até a Terra de Israel foi cheia de reclamações e desconfiança por parte do povo, que algumas vezes quis retornar ao Egito e até mesmo chegou a construir um bezerro de ouro para adorar. Ainda assim, o Povo de Israel recebeu e aceitou a Toráh no Monte Sinai, com fidelidade e lealdade, dizendo: "Faremos e ouviremos." A caminhada levou cerca de 40 anos, até que toda a geração que havia passado pelo Egito fosse substituída por uma geração mais preparada para viver em liberdade, em sua própria terra.

Da Escravidão da Diáspora para a Verdadeira Liberdade

Na tradição judaica e na história, Pêssach é uma das festas caracterizadas por sua diversidade e seus vários significados. É uma festa que comemora saída da escravidão e o Êxodo do Egito; é a festa de unidade nacional do nosso povo no caldeirão da angústia e salvação; a festa da grandeza da família Judaica que conhece a maravilha de estar junta como uma família; é a festa da primavera, na qual o florescimento da natureza simboliza a renovação e o despertar de um povo que se encanta com a vida. Acima de tudo é a festa de liberdade, a liberdade de cada Judeu e a liberdade do povo Judeu.

Não obstante, é responsabilidade de cada um de nós, educador e pedagogo, dirigente e ativista em educação em todo lugar, perguntarmos a nós mesmos se cumprimos na prática, em nossas vidas, esta liberdade e o êxodo da escravidão para a salvação; Somos realmente livres? Pode um Judeu ser completamente livre quando ainda vive em um país estrangeiro? Liberdade não significa a habilidade de uma pessoa para viver e trabalhar no seu país no contexto de idioma, cultura, tradição e costumes, entregues a ele por seus antepassados, que também constituem os elementos básicos de verdadeira e completa liberdade?

Quando nos sentamos juntos na noite do Seder, nós e nossos filhos, lembramo-nos que somente na Terra de Israel e no Estado de Israel é possível deixar de ser escravo da Diáspora completamente e alcançar a verdadeira liberação interna e externa, junto com o resto de nosso povo que veio de todos os cantos da terra para a Terra Prometida, da mesma maneira que nossos antepassados fizeram quando saíram de Egito.

Das Fontes Sagradas:

'Sete dias você comerá matzot, mas no primeiro dia manterá a levedura fora de sua casa; porque aquele que comer pão fermentado será cortado do povo de Israel.

O primeiro dia será uma festa, e o sétimo dia será uma festa; nenhuma forma de trabalho será feita, exceto o trabalho que gera alimentação.

Observe este dia de uma geração em geração para sempre. No décimo quarto dia do primeiro mês ao por do sol comerás pão sem levedura, até o vigésimo primeiro dia do mês à noite.' (Shemot, 12: 14-18)

E Moisés disse ao povo: Lembre-se deste dia no qual saiu do Egito, da escravidão; pois por força de sua mão, D'us te tirou daquele lugar, e nenhum pão fermentado será comido. Você está se libertando neste dia do mês de Aviv. Assim, quando D'us o levar para a terra dos Canaanitas, dos Hititas, dos Amoritas, dos Hivitas, e dos Jebuseus, que Ele jurou a seus pais lhes dar, uma terra onde flui o leite e o mel, você manterá este serviço neste mês. Sete dias você comerá pão sem levedura, e no sétimo dia será uma festa de homenagem a D'us. (Shemot 12, 3-6)

No primeiro mês, no décimo quarto dia ao por do sol será Pêssach de D'us. No 15º deste mês você celebrará o banquete de matzot em honra a D'us, durante sete dias você tem que comer pão sem levedura. No primeiro dia você celebrará uma festa; você não executará nenhum trabalho. Você oferecerá a D'us uma oferenda de fogo durante sete dias. O sétimo dia é festa; você não executará nenhum trabalho. (Vayikra 23: 5-8)

Rabino Eliezer ha-Kappar disse: Em virtude de quatro coisas os Israelitas foram resgatados do Egito: eles não mudaram seu nome, não mudaram seu o idioma, eles não revelaram seus segredos, e não aboliram o Berit Mila. (Midrash Sohar Tov, 114)

Rabino Ishmael comparou o êxodo do Egito a uma pomba que tinha fugido das presas de uma ave de rapina e, ao achar refúgio numa fenda de rocha, viu que uma cobra havia se aninhado ali. Se a pomba entrasse na fenda, certamente seria mordida pela cobra e se recuasse seria capturada pela ave de rapina. Como resolver este dilema? Começou a fazer um barulho e bater suas asas de forma que o dono do pombal veio salvá-la. Assim é como os Israelitas agiram em seu dilema. Eles não puderam entrar adiante no mar porque o mar não havia se aberto, nem poderiam recuar, porque o Faraó estava se aproximando rapidamente. O que fizeram? (Shemot 14:10) "Eles tinham muito medo... e os Filhos de Israel choraram a D'us". Imediatamente (Shemot 14:30), "D'us os salvou naquele dia." (Shir Hashirim Rabbah, 2)

Naquele momento os anjos desejaram cantar um hino para D'us. E Ele lhes disse: Minhas criaturas estão se afogando no mar e vocês desejam cantar?! (Midrash Avkir; Meguiláh 10)

Em cada geração, cada homem deve considerar como se ele tivesse saído pessoalmente do Egito. Há pessoas que fazem perguntas difíceis: O que nos trouxe o êxodo, já que somos oprimidos em outras nações? Qual a diferença entre o Egito e outros reinos? E eu digo que, quando o Israel saiu de Egito, eles receberam o bem em essência até que se tornaram merecedores de ser homens livres pelo seu mérito. Este é o mérito mundial de Israel, que eles são merecedores de ser livres pelo seu próprio mérito. (O Maharal de Praga)

Pêssach - Combinações de Palavras

· Pêssach Rishon (Pêssachim 9, 3) - Pêssach celebrado no 14º dia de Nisan. Também é chamado Pêssach Gadol. (Piskha Rabba).
· Pêssach Sheni (Pêssachim 9, 3) - Pêssach celebrado no 14º dia de Iyar por pessoas que eram ritualmente impuras ou que estavam longe do Templo durante Pêssach e não podiam celebrar Pêssach na data adequada. Também é chamado Pêssach Katan (Pêssach Secundário) (Hallah 4:11) ou Piskha Zeira.
· Pêssach Mitzraim (Pêssachim 9, 5) - Pêssach de Egito, o primeiro Pêssach celebrado pelos filhos de Israel quando eles saíram do Egito.
· Pêssach Dorot (Pêssachim 9, 5) - A festa de Pêssach celebrada todos os anos.
· Pêssach Meuchin (Pêssachim 64:2) - "Páscoa dos pisoteados e amontoados", nome dado a um Pêssach no tempo do Segundo Templo. Havia uma multidão enorme no Monte de Templo, e um homem velho foi esmagado.

Leis e Costumes

É habitual começar a estudar as leis de Pêssach trinta dias antes da festa. (Ramah, "Hilchot Pêssach")
É costume em Israel garantir que não falte nada ao pobre em Pêssach. Em particular são fornecidos trigo e farinha, para assar matzot. Isto é chamado "dinheiro" de trigo ou "kimchá de-Pischa" ("Dinim de Ozar u-Minhaguim"). É habitual cobrar um imposto da comunidade para a compra de trigo para dar ao pobre em Pêssach. ("Or Zarua").

Durante a preparação para Pêssach, todo o chametz é removido da casa. Na noite antes de Pêssach, uma busca minuciosa é feita para assegurar que nenhum resto de chametz tenha sobrado. Há uma tradição de distribuir dez pedaços de pão ao longo da casa. O chefe da família recolhe este pão em uma bolsa pequena especial e varre as migalhas usando uma pena. A procura para chametz é feita com uma vela, prestando atenção especial nas ranhuras e lugares onde chametz normalmente se encontra. Após a procura, o chefe de família pronuncia a seguinte declaração: "Qualquer fermento ou levedura que estão em minha posse e que não vi, nem joguei fora, podem ser considerados como nulos e sem dono como o pó da terra". No dia seguinte, as migalhas são queimadas junto com a bolsa e a pena. ("Hilchot Pêssach").
Antes de Pêssach todos os utensílios de chametz são escondidos e aqueles que podem ser kasherizados são kasherizados. Como são kasherizados os utensílios? Utensílios usados para cozinhar são kasherizados no fogo. Utensílios que foram usados para comida fria são lavados em água fria. ("Orach Chaim") Chametz que não pode ser desperdiçado é vendido a uma pessoa não judia, e readquirido após a festa Pêssach. Todos os membros da comunidade vendem o seu chametz ao rabino, que, em troca, vende todo o chametz a um gentio na véspera de Pêssach. ("Ozar Minhaguim") Normalmente as matzot são assadas nos 30 dias que antecedem Pêssach. Os Judeus mais meticulosos assam todas as matzot na véspera de Pêssach. Cada pessoa assa suas matzot, ou participa da fabricação da matzá, pois os Judeus sempre apreciaram as mitzvot. É habitual, quando a matzá está sendo assada, que os vizinhos e parentes próximos, recitem a bênção seguinte: "Assim deverá você fazer o ano que vem, assar matzá Kasher." ("Sefer Matamim").

Palavras relacionadas com o feriado e fontes lingüísticas Pêssach

O verbo "passach" (passou por cima) tem significado próximo à palavra "passa" que significa ir para, dar um passo. Porém, há uma diferença interessante entre estes dois verbos: todo passo é na realidade uma passagem do lugar onde o pé estava posicionado para o lugar para o qual o segundo pé chega. O verbo que expressa esta ação pode enfatizar a passagem de um lugar para o outro, mas também pode expressar a idéia que uma determinada área ficou para trás, desde que o homem passou e foi adiante.

O verbo "passa" enfatiza principalmente a passagem, por exemplo: - Havia doze passos e Moshe os ultrapassou em um grande passo (Tratado de Sotá, 13). Ou “Que eles dêem um grande passo no altar (Shemot Rabá 30).”

Daí provem à expressão "passa pessia gasa", ele deu um grande passo, isto é, ele caminhou depressa, deu passos grandes.

Por outro lado, o verbo "passach" se relaciona principalmente com o que ficou para trás, porque eles saltaram, e passaram por cima. Este é o modo pelo qual o verbo aparece na Bíblia, no livro de Shemot, em relação à Pêssach:

"E o sangue será para você para um símbolo nas casas onde você vive, e quando eu ver o sangue, Eu passarei por cima, e a pestilência não estará em você para destruí-lo quando Eu golpear a terra do Egito".

Ou

"... e quando Ele ver o sangue na porta, e nos umbrais, D'us passará por cima da porta, e não permitirá ao destruidor entrar em suas casas para os "golpear" (Shemot, 12).”

Isto é reforçado pelo uso exclusivo da preposição "al", "por cima de"; passach al (passou por cima de), considerando que o verbo passa pode ser usado com ou sem a preposição "al", por exemplo "passa bederech" (caminhou ao longo da estrada).

Do verbo "passach" também vem o "pêssach" substantivo, significando salvação e resgate causados pela passagem por cima, como a Bíblia nos fala que D'us ignorou as casas dos Judeus e não os prejudicou, quando Ele matou os primogênitos egípcios.

O segundo substantivo relacionado a este verbo é "posseach", um homem manco, um homem cujas pernas não cumprem sua função corretamente, e que normalmente não pode caminhar, mas manca. Porém, parece óbvio que este substantivo foi criado, pois um homem que manca não caminha como homens comuns, mas salta de vez em quando. Passach al shetê ha-seifim - parar entre duas opiniões"

Esta famosa expressão, baseada no verbo "passach", é usada para indicar alguém que hesita, e não sabe o que escolher ou como decidir. É como um pássaro que salta para frente e para trás entre dois galhos. (a palavra "saef" significa galho).

A fonte da expressão é Bíblica: Reis I, 18, 21, conta da reunião entre o Profeta Elias e os sacerdotes de Ba'al. Elias fala para as pessoas que elas têm que decidir onde elas se posicionam: "Quanto tempo você hesitará entre duas opiniões? ("Ad matai atem poschim al shetê seifim?"). Se D'us é o Senhor, siga-O: mas se for Ba'al, então sigam-no. E as pessoas não lhe responderam".

Afikoman

A palavra Afikoman se refere à matzá do meio que é escondida em baixo de uma almofada na noite de Seder e é comida ao final da refeição. Sua origem, aparentemente, é grega, e se refere ao banquete após a refeição no qual são servidos vinho e doces, e são cantadas canções.

Antigamente, era habitual após a refeição ir de um grupo para outro e continuar bebendo e se alegrando. Assim a halachá na Mishná, Tratado Pêssachim, prega: "Depois do cordeiro pascal nenhuma sobremesa deve ser consumida." Em outras palavras, não pode haver nenhuma outra festa depois do Seder de Pêssach.

Deve se notar que há outras explicações para esta palavra.

O número "quatro" na Hagadáh de Pêssach

O número quatro freqüentemente aparece em vários contextos diferentes na Hagadáh de Pêssach e nos escritos de HAZAL [nossos Sábios] em Pêssach e em tradições relacionadas com a festa. Este número constitui um tipo de pivô em torno do qual são mencionados contos, idéias, declarações e comentários em versos.

Arbá Kosot (as 4 taças de vinho)

Beber quatro taças de vinho na noite de Seder se origina de duas fontes bíblicas. A primeira provém das quatro repetições no livro de Bereshit (40:13, 11): "E a taça do Faraó estava em minha mão: e eu levei as uvas, e os espremi na taça do Faraó, e dei a taça na mão do Faraó... e você entregará a taça do Faraó em sua mão, da maneira com que fazia era seu mordomo.".

A escravidão no Egito começou com a venda de José, e isto pode ser comparado à escravidão dos filhos de Israel; igualmente a liberação dele da prisão simboliza a redenção dos filhos de Israel da escravidão no Egito.

Então os Sábios ordenaram que se beba quatro taças de vinho em Pêssach todas às vezes nas quais a palavra "taça" é mencionada, já que beber taças de vinho simboliza libertação, como está escrito nos Salmos (116:13): "Eu erguerei a taça de salvação"

A segunda fonte está no livro de Shemot (6:6-7), onde são citadas quatro condições diferentes de libertação: "...e eu os tirarei do jugo dos egípcios, e os libertarei da escravidão, e os resgatarei com o braço estendido, e com grandes julgamentos. E os escolherei como meu povo ("vehotzeti, vehitzalti, vegaalti, velacachti"), - para cada tipo de libertação uma taça é bebida.

Também há uma discussão famosa na Guemaráh em fontes posteriores, sobre se uma quinta taça deveria ser bebida para o termo de libertação que segue as quatro condições mencionado acima - "E eu o trarei para a terra..." ("veheveti") (Shemot 6:8).

Alguns rabinos, tais como Rabino Tarfon, costumavam beber uma quinta taça na recitação do Halel em Eretz Israel, na Babilônia e na Europa. Hoje nós enchemos a quinta taça que é a taça do profeta Eliahu que é relacionado à esperança de redenção do nosso povo. De acordo com uma versão, o costume de beber as quatro taças foi introduzido no período do Segundo de Templo para denotar a salvação de Israel dos quatro reinos que nos oprimiram: Egito, Babilônia, Grécia e Roma.

As quatro taças também são comparadas às quatro estações. O mês de Nisan que é no primeiro mês de acordo com a Bíblia é o mês apropriado para beber uma taça de vinho em honra a cada estação. De acordo com Abarbanel, as quatro taças são bebidas, a primeira para o Kidush, a segunda ao final da parte principal da Hagadáh que conclui com a bênção "Geulá" (Redenção), a terceira ao final do Bircat Hamazon, oração recitada após as refeições, e a quarta ao final do "hino de Nishmat" (Bircat Ha-Shir).

As Quatro Perguntas

Foram inseridas quatro perguntas intencionalmente na Hagadáh que nós conhecemos hoje para acentuar o número quatro. Quatro perguntas aparecem na Mishná, mas elas diferem em parte de nossas perguntas: matzá, maror, o cordeiro pascal e imersão (Tratado de Pêssachim, Talmud Babli ou Babilonico).

Por outro lado, no mesmo versículo do Talmud de Jerusalém há apenas três perguntas, listadas em ordem diferente: imersão, matzá e o cordeiro pascal. A pergunta a respeito de comer "maror" (ervas amargas) não aparece

Maimônides estabeleceu cinco perguntas: imersão, matzá, cordeiro pascal, maror e recostar. As perguntas que aparecem em nossa Hagadáh foram elaboradas pelos Sábios que decidiram que só deveriam ser feitas quatro perguntas.

Os Quatro Filhos

Uma alusão às perguntas dos quatro filhos é encontrada na Toráh: "E quando seu filho lhe perguntar futuramente, dizendo: O que é isto? (Shemot 13:14)

Os quatro filhos que aparecem na Hagadáh representam os quatro tipos principais de personalidades, um homem sábio, um homem mau, um homem simples, e um homem que não sabe perguntar. O homem sábio se relaciona com as leis de Pêssach para aprendê-las; o homem mau se dissocia da comunidade de Israel e desdenha as leis de Pêssach; o simplório deseja geralmente saber o que é especial sobre Pêssach; e é nosso dever explicar e interpretar ao que não saiba perguntar.

O Número Quatro -Repetição Estilística

Em vários lugares da Hagadáh achamos quatro frases sucessivas, todas relativas à mesma idéia.

1. na passagem que começa com as palavras "Avadim Hainu" (Éramos os escravos): E mesmo se fôssemos todos sábios, todos possuidores de conhecimento, todos anciãos e todos soubéssemos a Toráh......

2. Na passagem que começa com as palavras "Vaiotzienu Ha-Shem Mimitzraim" (E D'us nos tirou do Egito"): Eu mesmo, e não um anjo, Eu e não um serafim, eu mesmo, e não um mensageiro. Eu sou o D'us.

As Quatro Matriarcas

Na canção Ehad Mi Yodea (Um - Quem sabe?), a combinação de palavras "Arbá Imaot" (Quatro Matriarcas) aparece.

Os Quatro Nomes de Pêssach

A festa de Pêssach tem muitos nomes, mas os quatro mais famosos são os seguintes:

Chag HaPêssach (Festa de Páscoa); Chag HaMatzot (Festa do Pão Ázimo); Chag HaCherut (Festa da Libertação); Chag HaAviv (Festa da Primavera)

A lenda do Quatro

Em virtude de quatro motivos os Israelitas foram libertados do Egito: Eles não mudaram seu nome. Não mudaram seu idioma. Não revelaram seus segredos e não aboliram o Berit Milá.

A lenda enfatiza que em milhares de anos de história Judaica, o povo manteve seu nome - Am Israel; seu idioma - o hebraico; não revelou seus segredos e preservaram a mitzvá do Berit Milá.

A Lenda dos Quatro Meses

Em uma lenda bem conhecida que aparece no Midrash Raba (Bemidbar Raba, 3), Rabino Akiva conta que o D'us, tirou os Israelitas de Egito no mês apropriado para o êxodo.

Ele não os tirou em Tamuz - por causa do tempo quente e seco. Ele não os tirou em Tevet - por causa do tempo frio. Ele não os tirou em Tishrê - por causa das chuvas. Mas Ele os tirou em Nisan - porque cai na primavera, e o clima é bom para viajar.

Quatro Modos de Comer a Matzá da Mitzvá Comer a matzá para fazer a berachá do "hamotzi". Comer a matzá para fazer a berachá de "achilat matzá". Comer matzá com o maror em memória de Hillel, pois como se diz: "...pão não fermentado e ervas amargas devem ser comidos " (Bemidbar 9:11). Comer a matzá do Afikoman. ·

Há Quatro Tipos de Comidas no Prato do Seder Karpas, Maror, Matza, Maror entre duas Matzot (em memória de Hillel)

Quatro Bênçãos

A berachá (benção) - (bore peri Ha'adamá) sobre o karpas; a berachá hamotzi lechem min ha'aretz sobre a matzá e a berachá para comer juntos a matzá e o maror.

A Ordem do Seder

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  • Kadesh (Santificação) Recita-se o kidush sobre o vinho, e bebe-se o primeiro copo, estando sentado e reclinado para a esquerda. Também recita-se a benção Shehecheianu, agradecendo a D'us por nos ter permitido chegar a este dia.
  • Urchatz (Lavagem) Lavamos as mãos fazendo a água escorrer de um caneco, duas vezes em cada mão, começando com a direita, porém, sem fazer a benção. Urchatz se enquadra na categoria de coisas que se faz para atiçar a curiosidade das crianças.
  • Karpas Pega-se um pequeno pedaço de karpas (batata, ou outro vegetal), e mergulha-se na água salgada. Então faz-se a benção "... bore peri ha'adamá", que também se aplica posteriormente ao maror, e come-se o vegetal. Mergulhá-lo em água salgada lembra-nos das lágrimas e do suor que o Povo Judeu tinha durante o longo período de escravidão. Assim como o urchatz, este ato atiça a curiosidade dos jovens.
  • Yachatz (divisão da matzá) Quebra-se a matzá do meio em dois, embrulhando o pedaço maior e separando-o de lado para o Afikoman. Isto é o que as crianças esperam. Elas tentam "roubar" o Afikoman, e depois "negociam um resgate" para devolvê-lo.
  • Maguid (Conto) É contada a história de como D'us nos salvou da escravidão no Egito e como foi o primeiro Pêssach. O chefe da casa explica a história de maneira que todos possam entendê-la. Esta é a parte principal do Seder: a discussão sobre a saída do Egito, e o significado do termo cherut (liberdade). Bebe-se o segundo copo de vinho, antes do Ma Nishtaná.
  • Rachatzá (Lavagem) Desta vez lava-se as mãos também com o caneco, duas vezes sobre cada mão, começando com a direita, e faz-se a benção, como forma de preparação para comer-se a matzá. Esta é o procedimento para todas as refeições em que se comer matzá
  • Motzi Matzá O chefe da casa levanta os três pedaços de matzá, fazendo duas Berachot. As suas matzot de cima são quebradas e distribuídas.
  • Maror(Raiz forte) Come-se, com a devida benção, a raiz forte, representando a amargura da escravidão e do trabalho pesado pelo qual os judeus passaram no Egito.
  • Korech (Sanduíche) Faz-se um sanduíche de matzá, maror e charosset (que simboliza o barro utilizado pelos judeus em seu trabalho de construção no Egito).
  • Shulchan Orech(A Refeição) Uma refeição festiva é servida. Não há nenhum requerimento especial quanto a esta refeição, com exceção do lugarzinho que deve ser reservado para o Afikoman, após a refeição. Tzafon (Comendo o Afikoman)
  • Tzafon significa escondido. Neste ponto deve-se comer a matzá que havia sido 'escondida' para a 'sobremesa'. O objetivo é manter as crianças acordadas e atentas até esta parte do Seder, quando elas negociam a devolução do Afikoman em troca de algum presente dos pais.
  • Barech (Bircat HaMazon) (Prece após as refeições) Faz-se a prece após as refeições agradecendo a D'us por tudo que recebemos e depois faz-se a berachá para o vinho e bebe-se o terceiro copo. Bebe-se o quarto copo de vinho. Um quinto copo é preparado e colocado na mesa do Seder para o profeta Eliahu, que é esperado em Pêssach para anunciar a chegada do Mashiach. A porta da casa costuma permanecer aberta, para permitir a entrada do profeta. Isto serve também para expressar nossa fé de que nada de ruim nos acontecerá na noite do Seder. Há um outro motivo mais desagradável para manter a porta aberta. Durante a Idade Média, os judeus eram acusados dos assassinatos rituais ( matar jovens cristãos para usar seu sangue para fazer matzot). Apesar de absurda, esta acusação foi feita até o século XIX, resultando em centenas de manifestações e na morte de diversos judeus). Daí fica-se com a porta aberta, para que a mesa do Seder seja vista por todos sem desconfiança.
  • Halel(Salmos) São recitados alguns salmos, para terminar a noite com alegria.
  • Nirtza (Ser aceito) A finalização do Seder é feita com uma série de músicas e cantorias, sumarizando a fé que nos faz viver até os dias de hoje. Depois disso, deseja-se a todos "LeShana HaBa'á B'Ierushalaim" - que no próximo ano estejamos em Jerusalém, reconstruída, representando nosso esperança na chegada da Redenção Final e na vinda do Mashiach, ou de momentos duma melhor era.

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RECEITAS PARA PÊSSACH

KNEIDLACH

2 Xícaras de farinha de matzáh
1/4 de xícara de óleo ou gordura de galinha
3 ovos
1 e 1/4 de água
sal e pimenta a gosto

Bata todos os ingredientes juntos, forme uma massa e deixe descansar 1 hora. Forme bolinhos pequenos com as mãos untadas em óleo ou água. Ferva 20 minutos em água ou no caldo da sopa.

 

CHAROSSET

1/2 xícara de nozes moídas
1 colher de sopa de açucar
1 maçã ralada
1/2 colher de chá de canela (ou mais, a seu gosto)
1/2 xícara de vinho tinto

Misture todos os ingredientes com vinho suficiente até obter uma pasta.

GEFILTE FISH

2 k de peixe
2 cebolas
salsinha, salsão
2 gemas
1/4 de xícara de farinha de matzáh
sal e pimenta a gosto
1 pitada de açucar

Limpe o peixe e tire toda a pele com a faca, começando na cabeça até a cauda, sem rasgar. Lave bem a pele e deixe secar. Moa a carne e deixe separados a cabeça e as espinhas. Doure as cebolas picadas com um pouco de salsinha picada. Misture ao peixe. Acrescente a farinha de matzáh, as gemas, o sal, a pimenta e o açucar. Recheie a pele com essa mistura e salgue por fora. Ajeite o peixe numa panela grande, forrada com as espinhas, a cabeça, uma cebola em rodelas, folha de salsão e salsinha. Cubra com água fervendo e deixe cozinhar durante duas horas sem tampa. Cozinhe até consumir metade da água. Disponha o peixe numa travessa e cubra com o molho que ficou na panela. Se quiser, misture duas gemas e algumas rodelas de limão ao molho coado. Deixe ferver. Quando engrossar, retire e sirva quente sobre o peixe.

 

PÃO DE PESSACH

10 ovos
1 copo de óleo
3 copos de água
4 copos de farinha de matzáh

Leve ao fogo a água com óleo e sal e deixe ferver. Despeje de uma vez a farinha na água e mexa sempre, até soltar do fundo da panela. Deixe esfriar. Junte os ovos um a um e amasse até obter uma pasta homogênea. Faça pãezinhos e leve ao forno quente em assadeira untada com óleo durante 40 minutos ou até ficarem bem dourados. Sirva morno.Esta receita pode ser preparada com antecedência e ficar na geladeira durante todos os dias de Pessach.

Leve ao forno à medida que for necessitando.
PÃO-DE-LÓ

8 gemas
1 e 1/2 xícaras de açúcar
1 xícara de farinha de matzáh
8 claras
suco e casca ralada de 1/2 limão

Bata bem as gemas com açúcar. Acrescente 1 pitada de sal, a casca e o suco de limão, a farinha de matzáh peneirada e por fim as claras batidas em neve. Leve ao forno moderado durante 45 minutos. Sequiser fazer recheado, asse em duas formas. Deixe esfriar e recheie com morangos amassados ou outra fruta com açúcar e cubra com creme chantilly.

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El último Seder de Pesaj en el Ghetto de Varsovia

seder-gheto

La rebelión del ghetto de Varsovia estalló el 19 de abril de 1943 cuando unidades motorizadas y unidades terrestres del ejército alemán trataron de penetrar por los portones de las calles Guensha y Zamenhof.

Ese mismo día era la víspera de Pesaj, y por la noche se tenía que celebrar el Seder.

En el ghetto quedaban aún alrededor de 50.000 judíos. Durante ese día, la gente se escondía en todo refugio posible, en cloacas, en sótanos y boardillas, dentro de paredes dobles. Sólo por la noche, cuando los alemanes temían entrar al ghetto, salía la gente para respirar un poco de aire y aprovisionarse de víveres.

Era la noche del Seder, en el ghetto semidestruido...

En la calle Koya, se encontraba la casa del gran rabino de Varsovia.

En el pasado, la misma calle se llamaba "Maisels" en nombre del rabino que luchó en la rebelión polaca del año 1863, en la que por 1943 vivía el rabino Isaac Zemba, erudito de estudios religiosos y de la Torá.

En el altillo se encontraba uno de los puestos estratégicos de "La Organización Judía Combatiente".

Tuvia Buzikowski, uno de los jóvenes dirigentes, relató lo siguiente:

“Al atardecer, salí del puesto de combate, y bajé a uno de los pisos bajos del edificio, para conseguir una linterna eléctrica para nuestros jóvenes combatientes.

Sin darme cuenta, me encontré en casa del Rabino Zemba y sólo al entrar me acordé que era la víspera de Pesaj.

En el departamento del Rabino había un desorden indescriptible, las sillas tiradas, los vidrios rotos, objetos por doquier, durante el día la familia sentada en el refugio, y en la habitación todo revuelto.

Sólo la mesa del Seder, en el centro de la habitación, se veía festiva y organizada para celebrar la noche de Pesaj en memoria de la salida de Egipto de la esclavitud a la libertad.

Una escena extraña entre el caos que reinaba alrededor. Por las ventanas, se infiltraban las ráfagas de fuego, del ghetto ardiente, las ráfagas iluminaban de manera sorprendente a los comensales que festejaban alrededor de la mesa.

Cuando llegó el Rabino al párrafo de la Hagadá: “descargarás tu furia hacia los pueblos que te persiguen”, la familia en pleno se echó a llorar.

Los vasos de vino y el vino rojo dentro cobraban el sabor de la sangre que se estaba derramando. Explosiones y tiros por doquier. Yo, sin poder parar mis lágrimas, pensé en lo inaudito de toda aquella escena y en la necesidad espiritual de continuar la celebración a pesar de las intenciones del enemigo, y a pesar de que la muerte estuviera tan cerca. El Rabino siguió leyendo la Hagadá, agobiado por sus propias emoción y lágrimas, pero con la convicción de cumplir con el sagrado ritual aunque sean sus últimas horas de vida. Al terminar la lectura, me preguntó: cuéntame Tuvia, ¿cómo están los javerim? ¿cómo se organizaron? ¿por dónde entraron los alemanes hoy? ¿hay suficientes armas? Cuéntame todo, Tuvia, ¡no me ocultes nada! Después de desearme fuerza y coraje, el Rabino envió una bendición para todos los combatientes, y algunos paquetes de matzot para celebrar Pesaj en los diversos puntos de combate.

Cuando salí de la casa del Rabino, y subí nuevamente a la posición donde se encontraban mis javerim, me sentí rodeado del calor de mis amigos, mis compañeros de idea y de lucha, los que me inspiraban para continuar en aquella contienda por tres párrafos de heroísmo en la historia de nuestro pueblo.”

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Para volver a pensar sobre la Salida de Egipto y la libertad...

Una generación renovadora no tira al cesto la herencia de otras generaciones. La evalúa y prueba. A veces se aferra a alguna tradición y se le suma. Y a veces se acerca a aquel lugar donde guardamos las cosas viejas y saca de allí algún recuerdo. Lo pule, reviviendo una tradición antigua, la cual tiene algo para alimentar el alma de una generación renovadora.

Berl Katzenelson (1887-1944)

La vida muda es la del esclavo y la vida con que puede expresarse es vida en libertad.

El esclavo - si puede llamarse “vida” a una existencia semejante - vive en el silencio. No tiene nada para transmitir.

Un humano libre, a diferencia del esclavo, tiene qué transmitir, posee mucho para contar y espera con impaciencia el momento para poder relatarlo a todo el que quiera escuchar.

No nos sorprende el hecho de que la Torá explica cuatro veces la obligación del padre, esclavo que escapó para conquistar la libertad, de contarle a su hijo, el cual nació libre, la historia de su salida de Egipto.

 Rabino Iosef Soloveichik

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domingo, março 25, 2012

Perasháh Vaikra – Shabat Hachodesh

Saibam desculpar a tardança para publicar a Perasháh desta semana.

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Perasháh Vaikra

Livro Vaikra ou Levítico

Vayikra

“Vaikra el Moshe”(E chamou Moisés).

Vaikra ou Levítico é o terceiro livro da Toráh.

Esta parsha trata-se, quando Moshe é chamado ao Santuário e recebe os mandamentos relacionados aos korbanot (ou seja, sacrifícios).

Estes são divididos em:

Korban Olá- oferendas que são queimadas no altar.

Korban Mincháh - oferendas queimadas parcialmente no altar e o resto consumida pelos cohanim (sacerdotes).

Korban Shelamim - oferenda de paz, queimada parte sobre o altar, e restante consumido pelo ofertante e os cohanim.

A perasháh continua comentando sobre oferendas, mas em caso de chatat(erro ou pecado) e asham(culpa), esta última por causa de transgressões involuntárias.

Além disso, tem uma história relacionada à perasháh, que se pergunta por que a Toráh utiliza o termo Néfesh (alma) e não Adam ou Ish (alguém)?

A resposta está no Midrash Rabá com a história:

Um Rei tinha um lindo pomar com maravilhosas árvores frutíferas. Então, para que ninguém pudesse roubar, colocou dois seguranças, um cego e um aleijado, tornando eles responsáveis por qualquer roubo.

Um dia, o aleijado disse para o cego: “Que belas frutas, elas estão na nossa frente, porque não devemos deliciar-nos delas?” O cego respondeu: “E porque não? Traga-me uma. Impossível você se esqueceu de que eu sou aleijado? E eu, responde o cego.”

Então os seguranças estavam planejando concretizar o desejo deles, no qual encontraram uma solução.

Então os o aleijado subiu em cima do cego e lês roubaram um monte de frutas.

Dias depois, o rei apareceu inesperadamente e se assustou quando viu que faltavam muitas frutas:O que fizeram com a fruta desta e daquela árvore? Furioso.

Majestade- começa a se desculpar o cego, assustado, como eu vou ser o culpado se não vejo nada, o aleijado também repete: e eu que sou completamente aleijado.

O rei mandou que o aleijado subisse em cima do cego e disse: “ Eis a maneira que vocês praticam o roubo”.

Depois da morte, quando o homem se apresenta perante o Tribunal Divino, perguntarão à Neshamáh (alma): Porque pecaste? E ela responderá: Criador, não fui eu que pequei mas sim meu Guf (corpo) e a prova é que eu me livrei dela voando que nem um passarinho. Então o júri celestial perguntará ao corpo: E tu porque pecaste?Eu?- responderá o corpo. Acaso eu tenho forças para pecar?

Ela a alma é a instigadora das minhas transgressões; pois vede, ilustres juízes, mal a minha alma abandonou, estou completamente paralisado, um cadáver morto, como uma pedra. Que fará então D’US agora? Colocará a alma dentro do corpo e ambos serão julgados.

Finalizando, a Haftaráh desta perasháh é Ezequiel ou Yechezkiel, já que este Shabat é chamado de Shabat Hachodesh (O Shabat que anuncia chegado do mês de Nisan, o mês da redenção e os milagres).

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Colaboração de Uriel Najmanovich e Gadiel Najmanovich

Pêssach: A liberdade da boca – Pesaj: La libertad de la Boca. (En español)

PESAJ

פסח

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En Pesaj (פסח), tenemos prohibido poseer jamets (חמץ - todo producto hecho en base a los cinco cereales siguiente: trigo, cebada, centeno, avena y espelta; no producido especialmente para Pesaj), o tenerlos en nuestras propiedades. La noche anterior a Pesaj, procedemos a la búsqueda rigurosa del Jamets en nuestras Casas.

El Jamets representa la arrogancia. Pesaj es tiempo de Libertad, libertad espiritual, el conocer la esencia del porque El Todopoderoso nos saco de Egipto.

En realidad , lo único que se interpone entre Ud. y D’s .......... es Usted. Para aproximarse al Todopoderoso, lo cual constituye la meta y la esencia de nuestras vidas (y está oportunidad se presenta al Cumplir cada Mitsváh – Precepto y/o Fiesta Religiosa), cada uno precisa remover su propia arrogancia.

Esta es la lección que aprendemos al remover el Jamets de nuestra propiedad.

Libertad significa poseer la capacidad de usar nuestro libre albedrio para crecer y desenvolvernos. Muchas personas piensan que son libres, cuando en verdad son esclavas de las novedades y modismos de la Sociedad.

Esclavitud es tomar una actitud no pensada, siguiendo los deseos e impulsos corporales. Nuestro trabajo en Pesaj es salir de esta esclavitud rumbo a la verdadera libertad.

Una de las libertades a ser trabajadas durante Pesaj es la “Libertad de la Boca” (o sea del habla). Nuestros Sabios se refieren a la boca como una de las partes más peligrosas del cuerpo. Es el único órgano que puede causar problemas en ambas direcciones – en lo que entra (comida y bebida) y en lo que sale (en la conversación). Es tan peligrosa, que es el único órgano humano que tiene dos “trabas” : los dientes y los labios.

Algunas personas son esclavos de sus bocas, tanto en lo que comen como en lo que hablan. En la noche del Seder corregimos estos problemas . Tenemos la mitsváh de relatar la salida del Pueblo Judío de Egipto (para perfeccionar nuestras conversaciones) y la mitsváh de comer Matsá y beber 4 vasos de vino (para ennoblecer lo que comemos y bebemos).

La estructura de la lengua hebrea, por sí sola, señaliza la dirección de la “Libertad de Boca”. La palabra Pesaj puede ser dividida en dos partes Pe y Saj ( סח פה ) que significa “ boca hablando “. Nosotros tenemos la obligación de contar el Éxodo de Egipto durante toda la noche. La palabra hebrea PAROH - vgrp - (Quien era el que perseguía y esclavizaba a los Judíos en la historia de Pesaj) puede ser dividida en dos partes: Pe y Ráh (רע פה), una “mala boca”. Nuestra aflicción durante la esclavitud en Egipto era caracterizada como PERAJ (פרך - trabajo duro. Escribe la Hagadá con rigor - בפרך), que puede ser leído en 2 palabras: Pé y Raj (ורך פה), una “boca suelta”, sin responsabilidad con lo que se habla.

Que podamos, en este Pesaj, libertarnos de la “mala Boca” y liberarnos de la “boca suelta”, donde mucha comida y bebida errada entran y muchas palabras inapropiadas se deslizan desde nuestro interior hacia fuera. Meditemos profundamente y en Pesaj encontraremos la Libertad tan ansiada.

JAG HAPESAJ CASHER VESAMEAJ!!!!!!

Rabino Prof. Rubén Najmanovich

domingo, março 18, 2012

O Mês do Milagre – Conhecendo o Calendário Judaico

E será que, de lua nova em lua nova” (Isaías 66:23)

O mês de Nissan

Pêsssach

O mês de Nissan é o sétimo na contagem da Criação do mundo (a partir de Tishrei), e o primeiro na contagem da saída do Egito (a partir de Nissan).

A origem do nome “Nissan” é babilônica, da mesma forma que todos os outros nomes de meses do calendário hebraico. Foi esse o nome adotado pelos judeus que retornaram do exílio na Babilônia.

O mês de Nissan é chamado na Toráh: “princípio dos meses; seja ele para vós, o primeiro dos meses do anos” (Êxodo 12:2); a Toráh refere-se a ele ainda como “mês da primavera” (Êxodo 13: 4).

Na Mishná ele é denominado “Ano Novo dos Reis” (Tratado Rosh Hashaná 11a) – isto é, no início do mês de Nissan os reis de Israel contavam mais um ano de reinado, sem levar em conta a data em que tinham subido ao trono.

O nome “Nissan” aparece no TaNaCh, no Livro de Neemias 2:1 e no Livro de Esther 3:7, assim como nos livros apócrifos.

O mês de Nissan é a época da primavera, quando brotam as plantas e as árvores começam a florescer. Quem sai a passear no mês de Nissan e vê árvores frutíferas deve recitar a bênção: “Abençoado sejas Tu, Eterno, nosso D’us, Rei do Universo, que nada fez faltar no Seu mundo, e criou nele boas criaturas e boas árvores, para que delas desfrutem os homens” (Shulchan Aruch, Orach Chaim, 227).

Quando o Templo ainda existia, costumavam trazer os cereais (omer) no dia seguinte à festa de Pessach, marcando o início da colheita.

Durante todo o mês de Nissan está proibido jejuar, fazer elogio fúnebre ou manifestar luto em público, pois é “o tempo de nossa liberdade”, a época de lembrar a redenção de Israel da escravidão para a liberdade.

O signo do mês

O signo de Nissan é “Áries” recordando o sacrifício de Pêssach, que ofereceram os hebreus: “cada homem, um cordeiro para cada família”.

“Shabat Hagadol” (10 de Nissan)

O sábado anterior à festa de Pêssach é chamado “Shabat Hagadol”, por vários motivos. Um deles é o milagre que ocorreu quando os israelitas encheram-se de coragem e, obedecendo à ordem divina, tomaram o cordeiro que era usado pelos egípcios para a adoração idólatra e o amarraram, a fim de sacrificá-lo na véspera de Pêssach, no dia 14 de Nissan. Dessa forma, eles demonstraram sua fé na salvação divina que se aproximava.

A festa de Pêssach (15 de Nissan)

Neste dia os israelitas saíram do Egito. Para recordar este evento, foi estipulada uma festividade para todas as gerações vindouras: a festa da liberdade, Pessach, também chamada a “Festa dos Pães Ázimos (matzot)”, conforme está escrito: “A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te ordenei, no tempo determinado, no mês da primavera, pois nele saíste do Egito; e ninguém aparecerá diante de mim com as mãos vazias” (Êxodo 23:15).

A “contagem do Omer” (16 de Nissan)

A “contagem do Omer” começa no dia 16 de Nissan e continua até a festa de Shavuot, conforme está escrito: “E contareis para vós desde o dia seguinte ao primeiro dia festivo, desde o dia em que tiverdes trazido o “omer” da movimentação; sete semanas completas serão” (Levítico 23:15). Os dias entre Pessach e Shavuot são chamados “os dias da contagem” e neles são adotados alguns costumes de luto pela destruição do Templo, pelos heróis que se sacrificaram pela santificação do Nome Divino e pelos discípulos do Rabi Akiva que tiveram morte heróica durante a revolta de Bar Kochbá.

Acontecimentos do mês de Nissan

1 de Nissan

Foi erigido o Santuário no deserto (no ano 2449).

Nascimento do patriarca Isaac.

Morte dos filhos de Aarão, ao acenderem um fogo estranho sobre o altar.

4 de Nissan

5709 (1949)

Assinado o acordo de cessar-fogo entre Israel e a Jordânia.

7 de Nissan

5685 (1925)

Inauguração festiva da Universidade Hebraica no Monte Scopus, em Jerusalém, na presença de figuras proeminentes do povo judeu, cientistas de renome e representantes de diversos países.

10 de Nissan

Falecimento da profetisa Miriam.

As FDI* conquistam a cidade de Tiberíades (5708 – 1948).

Josué e os israelitas atravessam o Jordão, para conquistar a Terra de Canaan – a Terra Prometida.

Falecimento de Nachmânides (Rabi Moshé ben Nachman), em Eretz Israel (1270); foi um dos maiores sábios da Halachá da Idade Média, exegeta da Toráh e um dos primeiros sábios que estudou a Cabaláh.

13 de Nissan

Falecimento do Rabino Yossef Caro, um dos maiores codificadores do Povo de Israel; escreveu o “Shulchan Aruch” e foi um dos mais conhecidos cabalistas da cidade de Tzfat.

A cidade de Haifa foi conquistada, durante a Guerra da Independência (5708 – 1948)

14 de Nissan

de 4895 (1135)

Nascimento de Maimônides (Rabi Moshé ben Maimon), o maior codificador, filósofo, cientista e médico.

20 de Nissan

Falecimento do Rabi Hai Gaon (939-1038), o último gaon (chefe de academia de estudo da Toráh) da Babilônia.

21 de Nissan

de 5669 (1909)

Fundada a organização “Shomer” (1909-1920), o primeiro orgão encarregado da segurança dos judeus de Eretz Israel nos tempos modernos.

22 de Nissan

Josué cercou as muralhas de Jericó.

26 de Nissan

Morrem os dois filhos do sacerdote Eli e a Arca da Aliança é capturada.

27 de Nissan

Por determinação do Knesset, Dia da Recordação do Holocausto e do Heroísmo e do Levante do Gueto de Varsóvia, que começou na véspera de Pessach em 5703 (1943), ao iniciar-se a Festa da Liberdade, e que escreveu uma página de heroísmo na história do Povo Judeu.


* FDI = Forças de Defesa de Israel (Tzahal)

Pensamentos de Nossos Sábios – Pensamientos de Nuestros Sabios

De nuestra fuentes –

De nossas fontes

rabbis

Cuando un Hombre es justo también los miembros de su familia lo son.  Pesiktáh Talmúdica 8

No se necesitan monumentos fúnebres para los justos; sus obras son más que elocuentes. Talmud Yerushalmi. Shibolim II,7

A veces es el corazón que entiende. Talmud Babilonico, Berajot 61

Un buen corazón vale más que una buena inteligencia. Yehuda Yatlish

Las palabras sinceras salidas de tu Corazón, penetran en el corazón de tu compañero. Pirke Eliezer

Nunca cortes un árbol que mañana puede dar frutos. Deuteronomio XX, 20

El que guarda su lengua, guarda su alma. Proverbios XIII, 2

El hombre bondadoso hace bien a su propia alma. Proverbios XI, 17

Participa de la alegría de tu amigo, en el momento de su bienestar. Kohelet Raba 3

Sean los extranjeros queridos en tus ojos, como lo son ante los ojos de D’s. Ruth Rabáh 3

No hagas a tu prójimo lo que no quieres para ti. Talmud Babilónico Shabat 31

D’s exige de los hombres que se amen y respeten mutuamente. Shevet Yehudáh 153

Feliz, quien sabe dominarse virilmente y reprimir sus malos instintos. Avoda Zaráh 19

Que es la amistad? Un corazón unido entre dos cuerpos. Shaashuim 207

Cuando D’s pregunto a Caín: “Aieka”, donde esta vuestro Hermano, él contesta acaso soy Guardian del.

Nuestros Sabios dicen que fue esto ultimo que decepciono a D’s, ya que cada ser Humano debe ser un guardián de su hermano, porque todos somos parte de la misma creación. Génesis Cap.5

Pobre del hombre que no sabe distinguir entre el bien y el mal. Talmud Babilonico Sanhedrin 103

Guarda tu lengua del mal y tus labios de la mentira. Salmos XXXIV, 13

Un latigazo provoca una herida, una calumnia destroza una vida. Ben Sira XVIII, 21

No trate el Hombre de ofender a nadie; tampoco a sus siervos. Levítico XIX

Un pueblo sin industrias caerá, pero su salvación residirá en la multitud de sus consejeros. Proverbios XI, 14

Quien desprecia a los demás, se desprecia a sí mismo. Pirke Avot 4,1(Etica de los Padres)

Quien ocupa una función publica, debe ejercerla con altura y dignidad. Talmud Babilonico Sanhedrin 101

No te alegres cuando cae tu enemigo. Proverbios XXIV,17

Si algún extranjero viviere en vuestra tierra, no lo molestéis. Levítico XIX, 34

Así como en el agua el rostro corresponde al propio rostro, así el corazón de un hombre es reflejo de otro. Proverbios XXVII, 19

No es bueno que el hombre este solo. Génesis III

Insultar a un hombre es como insultar a la divina Providencia. Sanedrín 58

La Humildad es el adorno de la sabiduría; el orgullo es su ruina. Saadia Gaon, Sábio de Babilonia S. IX

No odiaras, No te vengaras y que Viva tu hermano contigo. Levítico XIX

sexta-feira, março 16, 2012

Perasháh Hashavua

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Queridos Leitores

Shalom Uberacháh

Devido ao cumulo de correios eletrônicos vindos de Brasil e outras partes do mundo, decidimos colocar todas as semanas o comentário semanal da Toráh, conhecido como Perasháh Hashavua. Esta Pagina, pensamentosdorabino.blogspot.com, esta sendo utilizada por um site inglês e outro em hebraico que automaticamente eles traduzem para esses idiomas mais espanhol.

Porem prontamente este blog será um website, onde colocaremos judaísmo on line.

Sem duvida o apoio de muitos de vocês permitiram que possamos melhorar dia a dia.

Um forte abraço, e um Shabat Shalom Umeborach

 

parasha

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Perasháh Vaiakhel – Pekudê

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O brilho do verdadeiro ouro

Dentre os vários móveis que compunham a fina arquitetura do Templo, o mais intrigante era, sem dúvida, a Arca da Aliança (Aron Habrit). Feito de madeira de acácia, este pequeno armário (cujas medidas eram aproximadamente 1,20m X 1,20m X 1,20m) com seus dois querubins de ouro em sua tampa foi o objeto mais sagrado de nossa tradição. Venerado por sua santidade, foi o centro de nossa atenção até quase a destruição do Primeiro Templo, quando foi escondido pelo rei Josias. O que o tornava tão especial? Era nesta arca que estavam as mais valiosas relíquias judaicas: os cacos das primeiras Tábuas da Lei quebradas por Moisés quando do episódio do bezerro de ouro, as segundas Tábuas, um jarro contendo Man – o milagroso alimento do deserto –, um frasco com o azeite da unção, um rolo da Torá e o cajado de Aarão, através do qual foi comprovada a liderança de Moisés. Com poderes mágicos, a Arca viajava à frente do acampamento, afastando serpentes e escorpiões e protegendo o povo. Era também o símbolo da esperança na vitória em momentos de guerra. Temida, poderia causar a morte de qualquer pessoa que a tocasse sem permissão. Uma vez no Templo, sua morada era um recinto especial chamado Santo Santíssimo (Kodesh Hakodashim), onde somente o Sumo Sacerdote podia entrar e, mesmo assim, apenas no sagrado dia do Iom Kipur. Tal era a reverência que este, ao entrar, tinha uma corda amarrada ao seu corpo; deste modo, caso não fosse hábil o suficiente para conquistar o perdão divino e viesse a falecer em função disso, poderia ser puxado para fora, evitando, assim, mais mortes.

De fato, a Arca instiga nossa imaginação. Como era manipulada? De que forma era utilizada? De certo modo, ficamos um tanto decepcionados com a resposta: uma vez nelas inseridos tais objetos, não mais voltaria a ser aberta. Reclusa, a Arca permaneceria fechada através dos séculos. O importante era sua presença, não sua manipulação. Por isso, voltamo-nos à leitura da Torá desta semana: “E fez Betsalel a Arca, de madeira de acácia (...) e cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora” (Êxodo 37:1-2). Todos temos móveis em nossas casas e não precisamos ser carpinteiros para notar que as ricas decorações são deixadas para o lado externo. Internamente, basta um revestimento que viabilize sua finalidade. Afinal, o móvel é para ser usado por dentro, mas contemplado por fora! Por que então o artesão do Templo desperdiçou o caríssimo material revestindo as paredes internas da Arca com ouro?

Certa vez, a esposa de um famoso rabino chassídico sonhou que estava morrendo. De repente, teve a sensação de que fora levada até o céu e estava diante do Trono Celestial.

- Quem é você? disse-lhe uma Voz.

- Sou a mulher do Rebe, respondeu ela.

- Não lhe perguntei com quem era casada e sim quem é você.

- Sou mãe de quatro filhos.

- Não lhe perguntei de quem você é mãe e sim que você é.

- Sou professora.

- Não lhe perguntei qual é sua profissão e sim quem você é.

                E assim por diante. Não importa o que respondesse, parecia não dar uma resposta satisfatória à pergunta.

- Quem é você?

- Sou judia.

- Não perguntei qual é a sua religião e sim quem você é.

- Sou aquela que ia à sinagoga todo Shabat e sempre ajudava os pobres e necessitados.

- Não lhe perguntei o que fazia e sim quem é você.

            Evidentemente foi reprovada no exame, pois foi mandada de volta à terra. Quando acordou, resolveu descobrir quem era. E isso mudou tudo.

Vivemos em um mundo de estereótipos. Compramos roupas de griffe, exercitamo-nos freneticamente em academias e gastamos dinheiros com luxuosos bens pois somos incentivando a exibir nossas posses. Assim como um móvel, deixamos nossa decoração do lado externo para que outros a contemplem. Nossa geração determina que ter seja sinônimo de ser. Porém, com essa conduta, deixamos de valorizar o mais importante. “E cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora”. De nada serviria a Arca se fosse apenas um objeto a ser observado como mercadoria numa vitrine (como muitos de nós passamos nossa existência). Era ela, antes de mais nada, um despertador da consciência humana; uma alerta, avisando: “não é pelo ouro que vocês têm por fora que serão valorizados, mas pelo ouro que são por dentro! Todos sabemos o que temos, de quem somos parente, qual nossa profissão e o que fazemos. A pergunta de nossa Perasháh é: sabemos o que somos? Foi esse o temor de Rabi Zussia, quem, algum tempo antes de seu falecimento, disse: “”se me perguntarem porque não fui Moisés – saberei o que responder. Mas se me perguntarem porque não fui Zussia – não terei resposta”.

Busquemos o brilho do verdadeiro ouro dentro de cada um de nós!

Shabat Shalom.