quarta-feira, outubro 14, 2015

Conhecendo nossas orações: Amidá

Amidá

3 passos antes da Amidá


  • Pergunta: é verdade que no início da Amidá (Grande Oração) deve-se dar três passos para frente?
  • Resposta: no Shulchan Aruch consta que, para demonstrarmos nossa vontade de nos aproximarmos a D’us para iniciarmos a Amidá (oração na qual se estabelece a relação mais elevada com o Criador), deve-se dar três passos para frente. Por meio destes passos, a pessoa demonstra esse desejo de aproximação com honra e temor. Na Tefilat Shacharit (Oração Matutina), o ideal é que a pessoa dê três passos para trás quando chegar ao trecho “Tehilot leEl Elion Goalam”. Quando chegar ao exato momento do fechamento da bênção “Gaal Israel”, deverá dar os 3 passos para frente e iniciar a Amidá. Nas tefilot Minchá e Arvit, os 3 passos para trás devem ocorrer no início do Kadish e os 3 para frente devem se encerrar no final do mesmo.

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A Amidá pode ser dita

em voz alta?


  • Pergunta: posso rezar a Amidá (Grande Oração) em voz alta ou ela deve ser recitada sempre em voz baixa?
  • Resposta: nossos Sábios aprenderam muitas halachot sobre a Amidá por meio da famosa oração feita por Chaná ( a mãe do Profeta Shemuel e a esposa de Elkana, capitulo 1 e 2 do livro Shmuel Alef) , na qual pedia a D’us o mérito de ter um filho. Oração que, de fato, deu a Chaná o enorme mérito de dar à luz Shemuel (o profeta Samuel). Uma dessas halachot é justamente não elevar o volume de voz ao recitar a Amidá. Por um lado, a Amidá deve ser a manifestação dos anseios mais íntimos do coração da pessoa, não devendo, portanto, ser expressa em voz alta. Por outro lado, deve-se pronunciar as palavras, pois apenas com as intenções do coração não se cumpre a obrigação da oração. A maioria dos Poskim (rabinos legisladores) concorda que a Amidá deve ser recitada de forma que somente a pessoa que a recita consiga ouvir a si mesma, e não os que estão ao seu redor.

quinta-feira, setembro 17, 2015

O Decimo: Uma Historia verídica para meditar

yom kipur

Há muitos anos, na antiga cidade de Chevron (Hebron), na estrada que leva à Gruta de Machpelá, havia um pequeno acampamento judeu. Viviam lá tão poucos homens adultos, que nem ao menos tinham um minyan (quorum formado por dez homens) para o Shabat.

Apenas ocasionalmente, se fossem suficientemente afortunados para "agarrar" um judeu ou mais, visitando a histórica Caverna de Machpelá, conseguiam rezar com um minyan. Quando isto acontecia ficavam extremamente felizes, pois estavam ansiosos por servir a D'us da melhor maneira possível, isto significa, com a presença de dez homens, número mínimo necessário para atrair a Presença Divina.

Certo ano, estavam especialmente preocupados porque Yom Kipur se aproximava, e não havia perspectivas de conseguirem formar um minyan.

Chegou o dia de Yom Kipur, e ainda faltava um judeu para completar os dez necessários para a congregação. Começaram a sentir-se desesperados, e embora muito atarefados, espalharam-se por todas as ruas principais, na esperança de que mesmo nesta hora, às vésperas do Grande Dia da Expiação, um milagre aconteceria e eles poderiam encontrar o décimo judeu.

O sol estava se pondo rapidamente, e sentiam o coração apertado ao voltarem para casa e prepararem-se para ir à pequena sinagoga rezar, houvesse ou não minyan.

O chazan (cantor) estava para iniciar a prece quando, para assombro de todos os presentes, entrou um judeu idoso, vestido em roupas velhas e simples, as costas curvadas, com uma sacola pendurada ao ombro.

Todos sentiram vontade de abraçá-lo, mas a hora era muito solene para estas coisas. Seus pensamentos concentraram-se na entoação de pungentes melodias, e preces saídas do fundo do coração.

O shamash, encarregado das tarefas que envolviam a sinagoga, gostaria de ter falado com este visitante misterioso após o final do Serviço, mas o estranho parecia tão imerso em pensamentos e preces, que decidiu deixá-lo em paz.

O visitante passou a noite na sinagoga, como o fizeram muitos dos membros da congregação. Como já mencionamos, os judeus do acampamento eram muito piedosos e tementes a D'us, e agradeceram humildemente ao Todo Poderoso por ter respondido sua prece enviando-lhes um décimo judeu, para que pudessem rezar com um minyan no mais sagrado dos dias - Yom Kipur.

Assim que Yom Kipur terminou, houve quase uma corrida para alcançarem o estranho homem que aparecera como um anjo vindo dos céus. Todos queriam ter a honra de levá-lo para casa consigo, a fim de quebrar o jejum. Quase tiveram uma altercação, até que o shamash muito sabiamente sugeriu que a solução mais justa seria "fazer um sorteio". Todos concordaram. Para grande alegria do shamash, que era um grande erudito de Torá, foi ele o escolhido para ter a honra de recepcionar o visitante.

O shamash estava ansioso para agradar ao hóspede, e não o incomodou com perguntas. Tudo que pôde extrair do homem foi que se chamava Avraham. Saíram juntos da sinagoga, e o shamash ficou satisfeito em levar adiante uma conversa meio que unilateral.

De repente, o shamash sentiu uma estranha quietude, e, perscrutando a escuridão da noite, percebeu que estava sozinho! O convidado desaparecera! Horror dos horrores! O que havia acontecido a Avraham? "Avraham! Avraham!" gritou o shamash, correndo freneticamente de um lado para outro. Mas não houve resposta, e nenhum sinal de Avraham.

Tristemente, com o coração pesado de desapontamento, o shamash rapidamente fez meia-volta e contou aos judeus que iam para casa o terrível acontecimento. O pobre shamash estava desolado. Os bons judeus do acampamento ficaram tão preocupados em encontrar o visitante desaparecido, e então saíram com tochas, temerosos de que tivesse tropeçado e caído num poço, ou tivesse sofrido um acidente.

Após horas de buscas infrutíferas, todos voltaram tristemente para casa. O shamash, porém, não conseguia descansar, e apenas quando já rompia a madrugada caiu finalmente num sono sobressaltado, de pura exaustão.

Mal fechara os olhos, ou assim lhe parecia, quando Avraham apareceu. Porém estava agora ricamente vestido e parecia radiante.

"Não se preocupe, meu amigo", disse gentilmente ao shamash. "Como pode ver, estou perfeitamente bem. Sou o Patriarca Avraham. Suas preces atingiram-me aqui na Gruta de Machpelá, e o procurei, para que tivesse a satisfação espiritual de rezar em Yom Kipur com um minyan.

"Tão logo terminou minha missão, voltei aqui para meu local de descanso. Volte para seus amigos e diga-lhes para que não se preocupem. Nenhum acidente me aconteceu. Estou em paz. A paz esteja com você."

Nem bem estas palavras foram ditas, a visão desapareceu e o shamash acordou. Mal conseguiu correr rápido o suficiente até a sinagoga para informar aos seus amigos do maravilhoso sonho que tivera. A princípio mal podiam acreditar, mas sabiam que era um homem piedoso, e não poderiam duvidar de que era realmente o Patriarca Avraham o décimo homem no minyan.

Sentiram o coração repleto de grande alegria. Humildemente deram graças ao Todo Poderoso - o D'us de seu patriarca Avraham.

Siempre hay algo para reparar

 

Shabat Shuva1

En las vísperas de Yom Kipur y ya cercano al Shabat Shuváh comparto con Uds. está aleccionadora historia, que nos va ayudar la Teshuváh – arrepentimiento y retorno que tanto necesitamos.

El Rabino Baal Shem Tov, estaba enseñando a sus discípulos, cuando de pronto fueron interrumpidos por un golpe en la persiana. Un aldeano que arrastraba un carro lleno de herramientas se paró del otro lado de la ventana y preguntó: ¿Necesitan arreglar algo?¿alguna mesa que se tambalee, alguna silla rota?¿quizás falta un ladrillo en la chimenea?

No, no fue la impaciente respuesta de sus alumnos, que deseaban continuar la clase. Todo está en perfectas condiciones. No necesitamos arreglar nada.

¿De veras?¿Nada para arreglar? Dijo el campesino. Es imposible que sea así Fíjense bien y seguramente encontrarán algo que requiera de una corrección o ajuste.

En ese instante el rabino dijo a sus discípulos: “Muchas veces les enseñé que nada sucede por casualidad. Cada evento tiene un propósito y de cada cosa que vemos o escuchamos nos debe quedar una enseñanza.

Reflexionemos acerca de las palabras que acabamos de escuchar de un simple aldeano. Que profundas y relevantes son para cada uno de nosotros ¿Está todo realmente en perfectas condiciones? A veces parece ser así pero si uno realmente busca en su corazón y evalúa su vida, encontrará seguramente algo para reparar....”

Muchas veces decimos : "está todo bien" pero dentro nuestro sabemos que hay una cantidad de espacios que requieren de nuestra atención.Pero pareciera que si no los reconocemos es como si no existieran . Nos quedamos esperando como si se pudieran solucionar solos . Lo único que necesitan es nuestra atención y la declaración de que no queremos seguir así.

quarta-feira, setembro 16, 2015

Ayuno de Guedalia

Ayuno de Guedaliá

ayuno-de-guedalia1

Hoy (16/09/2015) conmemoramos Tsom Guedaliá, un día de ayuno instituido por nuestros rabinos para recordar el asesinato de Guedaliá ben Ajikam, el gobernador de Israel durante los días de Nebujadnetsar (Nabucodonosor), rey de Babilonia. Este ayuno se observa en el tercer día del mes hebreo Tishre, un día después de Rosh Hashaná.

A continuación presentamos una breve reseña histórica de los acontecimientos que llevaron a que se decretara este día una jornada de ayuno público.

Cuando Nebujadnetsar destruyó el Templo de Jerusalem (año 586 antes de la era común), asesinó a una gran parte de la población del reino de Judea (Yehudáh), cuya capital era Jerusalem. También llevó como cautivos de Babilonia a decenas de miles de judíos. Y permitió que una parte de la población vencida, campesinos muy pobres, permanecieran en Israel trabajando la tierra y pagando exorbitantes tributos a Babilonia.  Nebujadnetsar nombró como gobernador de estos judíos a Guedaliá ben Ajikam, que pertenecía a la familia Shafán, que vivían en Babilonia desde el exilio de Yejoniá (597 AEC) y se consideraban leales al rey. 

Muchos de los judíos exiliados en Babel esperaban que con Guedaliá al mando podrían ganarse nuevamente la confianza del rey de Babilonia. Sería sólo cuestión de tiempo hasta que el rey o su sucesor accederían a permitir que los judíos pudieran regresar a Israel, sumándose a los campesinos judíos que habían quedado allí, y eventualmente pudieran reconstruir el Bet Hamikdash. 

Pero un hombre muy violento que descendía del Rey David, Yshmael Ben Netaniá, se opuso a la designación de Guedaliá, y justificó su oposición diciendo que este último no pertenecía a la dinastía de David, y por eso no podía ostentar el cargo de gobernador de Judea.  Al mismo tiempo, Baalis, el rey de Amón (= hoy Jordania) sabía que si Guedaliá era el gobernador de Judea eso significaría que le sería más fácil a Babilonia conquistar a Amón. Baalis entonces animó a Yshmael Ben Netaniá a asesinar a Guedaliá y le ofreció su ayuda.

Al comenzar el séptimo mes hebreo, (Tishre) Yshmael y un grupo de hombres llegaron a la ciudad de Mitzpá, donde fueron cordialmente recibidos por Guedaliá con los honores debidos a un descendiente de la dinastía de David. Guedaliá había sido advertido de la posibilidad de un atentado contra su vida, pero se negó a dar crédito a sus informantes, convencido de que un Yehudí nunca mataría a otro Yehudí, y además, ¿por qué pondría en peligro las esperanzas de redención de todo el pueblo? Sin embargo, Yshmael y diez de sus hombres asesinaron a Guedaliá y a los otros judíos que estaban con él en Mitzpá. Luego de este terrible crimen y temiendo la reacción del rey de Babilonia, los pocos judíos que habían quedado en Israel para trabajar la tierra huyeron a Egipto.

El profeta Yrmiyahu (Jeremias) los acompañó (ver Jer. cap. 43, 44). La tierra de Israel permaneció por muchos años con poquísimos Yehudim, y así el exilio del pueblo de Israel de su tierra alcanzó su pico más alto, y las esperanzas de volver a Yerushalayim se desvanecieron (Melajim, II, 25:23-26).

En recuerdo de esta gran tragedia nuestros Sabios instituyeron el Ayuno de Guedaliá.

¿Quién está exento del ayuno hoy?

Los menores de edad: niños menores de 13 años y niñas menores de 12 años están completamente exentos de este ayuno.

Las mujeres embarazadas están exentas del ayuno de Guedaliá.

Las mujeres lactantes. En muchas comunidades Sefaradíes la tradición es que después de dar a luz las mujeres están exentos de ayunar durante 24 meses, incluso cuando ya no están amamantando a su bebe. En otras comunidades Sefaradies y en las comunidades Ashkenazies sólo se excusa de ayunar a las mujeres que están amamantando a sus bebes.  Consulte con el rabino de su comunidad.

Una persona que se siente mal, por ejemplo, con síntomas de gripe o fiebre, o una persona con una enfermedad crónica, como diabetes, no debe ayunar.

Las personas mayores de edad deben consultar con sus médicos para determinar si el ayuno afectará su salud. En cuyo caso están exentos de ayunar.

El ayuno se observa desde el amanecer hasta el anochecer.

quinta-feira, setembro 10, 2015

Teshuvá – Retorno

RETORNA EL DIA ANTERIOR

A TU MUERTE

Teshuvá

Dicen nuestros sabios: Debe retornar al hombre el día anterior a su muerte. Le preguntaron los alumnos a Rabí Eliezer ¿cómo le es posible al hombre conocer el día de su muerte? Y les respondió que más aún debe cada día retornar en Teshuvá y así toda su vida la vivirá Retornando al Eterno. Rabí Eliezer les explicó a sus alumnos esta afirmación que le pertenece diciéndoles que su intención es llamar la atención del hombre para que tome conciencia de que todos los seres humanos finalmente dejaremos este mundo y deberemos rendir cuentas de cada uno de nuestros actos ante el Rey de Reyes. Y si continúa viviendo sin rectificar sus acciones su final será lamentable, por ello debe retornar en Teshuvá y corregirse, acercarse a Su servicio y la observancia de Sus preceptos. Como explican nuestros sabios, que al recordar el día final el hombre puede someter sus bajos instintos.

Algo similar ocurre durante estos días de Elul previos a Rosh Hashaná, en los cuales es preciso reflexionar que aun cuando durante el año nos hallamos ocupados en las cuestiones mundanas, comerciales, etc. estos días debemos tratar de aprovecharlos para acercarnos un poco más al Eterno. Rosh Hashaná es la fecha en la que nuestras acciones son juzgadas en el tribunal celestial y por ello es la fecha apropiada para esta reflexión. Para tratar de ejercer mayor control sobre nuestros instintos e inclinaciones e imbuir nuestras vidas de mayor espiritualidad. O sea, el hombre debe tomar el control de su existencia, como afirmara uno de los grandes comentaristas de las primeras generaciones, autor de la obra Totzaot Hayim: Aun cuando fui vendido como esclavo, no me conquistó sino mi instinto. Pues el siervo del Eterno, que sabe controlar sus bajos instinto y sus inclinaciones, es realmente libre. En tanto que el hombre que es dominado por sus instintos vive permanentemente una vida de sometimiento a sus impulsos. Pero si no tomamos conciencia de que cada año debemos presentarnos ante el Eterno para rendir cuenta de cada uno de nuestros actos, los cuales no mejoramos y aun así el Todopoderoso es tolerante y no concede uno y otro año de vida, sin embargo cada criatura llega a su fin y allí ningún argumento será válido para justificar su mal accionar. Cuando el Eterno nos diga: Yo te he dado más de lo que merecías, y aun así no lo aprovechaste para rectificar tu conducta. Yo le dije – dice el Creador - por medio del profeta: Retornad a Mí y Retornaré a ustedes, pues D-os no desea la perdición del hombre rebelde sino la corrección de sus obras. Y cuando la persona tome conciencia de todo esto se acercará mucho más al Eterno y a Su servicio.

Por supuesto, somos conscientes de que la persona no puede realizar cambios en su vida durante un mes, no es lógico que un individuo lleno de transgresiones y sumido en el materialismo pueda corregir su vida en un período tan corto como el de estos días de Elul. Pero es necesario analizar los orígenes del bajo accionar, por ej. si tiene amistades cuya influencia es negativa debe asumir alejarse de ellos. Si reconoce una debilidad por el lashon hará – calumnia - debe tomar las medidas que lo ayuden a alejarse de esta actitud tan negativa. Y así cada quien debe realizar un análisis personal de sus acciones y en general tratar de corregir todo su accionar, mejorarlo y de esta forma progresivamente se elevará en su espiritualidad y se acercará más al Eterno y podrá ameritar en el juicio de Rosh Hashaná, provocando la alegría de D-os quien reconocerá en la persona un hijo digno y meritorio de que se le destinen todas las bendiciones.

Shaná Tová Tikatevu Vetejatemú

segunda-feira, setembro 07, 2015

¿Qué es Rosh Hashanáh?

¿Qué es Rosh Hashanáh?

Shofar1

בר"ה כל באי עולם עוברים לפניו כבני מרום

Estamos a muy pocos días, menos de una semana, de celebrar Rosh Hashanáh. Es hora de preguntarnos ¿qué es Rosh Hashanáh?

Rosh Hashanáh es también conocido como Yom HaDin: el día del juicio. Nuestros rabinos dijeron que en el día de Rosh Hashanáh: kol bae olam oberim lefanav kibne marom "Todos los seres humanos pasan delante del Todopoderoso como el rebaño de ovejas [pasa delante del pastor]"

Entendiendo lo que explicaron nuestros Jajamim vamos a comprender mejor qué es Rosh Hashanáh.

Una vez por año el pastor reúne a todas sus ovejas en el corral para examinar cuidadosamente a cada una de ellas. El experto pastor sólo necesita unos breves momentos para evaluar la calidad de cada animal. El pastor palpa a la oveja y revisa su lana y su carne, para ver si la oveja es fuerte y saludable. Luego toma un pincel y marca a cada oveja con un color específico y finalmente envía a cada oveja de vuelta al rebaño.  Si la oveja posee buena lana, el pastor pintará en la espalda de la oveja una marca amarilla, lo que significa que esta oveja va a ir para el esquile.  Si una oveja está completamente sana y particularmente fuerte, le pintará una marca de color azul, lo que significa que esta oveja será destinada a la reproducción. Y si la oveja es débil y su lana es de mala calidad, el pastor pintará en su parte posterior una marca roja, lo que indica que esta oveja será sacrificada y se utilizará para la alimentación.  Así, examinando cada oveja el pastor determina el destino de animal en ese día crucial.

Nuestros rabinos explicaron que en Rosh Hashanáh el Todopoderoso examina cuidadosamente a cada uno de nosotros, como el pastor examina a sus ovejas. HaShem revisa nuestros hechos y nuestras acciones y determina nuestro destino, marcándonos para el éxito, para la vida o jas veshalom para nada de eso.

¿Cómo sabemos de qué color es la marca que tenemos en nuestras espaldas? Al igual que las ovejas, no podemos saber con seguridad con qué color hemos sido marcados.  Aun cuando una persona estime que ha hecho muchas cosas buenas durante el año que pasó, uno no puede estar seguro si lo que ha hecho ha sido suficiente a los ojos de HaShem. Quizás, Él, que conoce mi potencial mejor que yo, esperaba mucho más de mí.... Todos, por lo tanto, debemos asumir que llevamos una marca roja en nuestras espaldas. 

Nuestra ventaja por sobre las ovejas es que a diferencia de las ovejas, nuestro destino no está definitivamente sellado en Rosh Hashanáh. Tenemos una ventana de oportunidad de diez días de Teshuvá, para arrepentirnos, admitir nuestras faltas y pedir perdón. Y dedicamos todo un día, Yom Kipur, a apelar el veredicto divino, antes de que éste sea definitivamente sellado.

Es por eso que desde Rosh Hashanáh hasta el final de Yom Kipur pedimos a HaShem muchas cosas, pero una en particular: "jaim”, "vida", seguir con vida y tener una nueva oportunidad para demostrar a nuestro Pastor que merecemos nuestra existencia. 

"Recuérdanos para la vida, Tú, que eres el Rey que ama la vida. Inscríbenos en el libro de la vida; por Tu causa, D-os de la vida."

Quiera HaShem que seamos inscritos y sellados en el Libro de la vida, la prosperidad, la felicidad y la buena salud.

Shanáh Továh Tikatevu Vetejatemu