terça-feira, março 15, 2016

Purim: Leitura da Meguiláh


Leitura da Meguiláh

É obrigatório ouvir a leitura da Meguiláh, quando esta foi escrita em um pergaminho, com a tinta correta, de acordo com as leis e costumes. Quem, no entanto, ouviu a leitura do Chazan, mas perdeu uma ou mais palavras por causa do ruído na sinagoga ou qualquer outro motivo, deverá ler as palavras perdidas do livro com o qual está acompanhando a leitura, mesmo que, obviamente, este livro não seja um pergaminho kasher. E se o Chazan tiver prosseguido em sua leitura, a pessoa deve continuar lendo sozinha em voz baixa, até chegar onde o Chazan se encontra. Tais regras são válidas somente quando se ouve a maior parte do conteúdo da narrativa de um Chazan que está lendo de uma Meguiláh escrita em um pergaminho kasher.
Aqueles que se esmeram com relação às Mitzvot (preceitos) devem comprar para si uma Meguiláh escrita em pergaminho kasher, para que mesmo se perderem uma palavra, possam concluir a leitura de um pergaminho kasher e assim cumprir a obrigação de acordo com todas as opiniões, pois há Poskim (rabinos legisladores) que só permitem o procedimento da halacháh anterior quando a pessoa acompanha a leitura de uma Meguiláh própria, escrita em pergaminho kasher.

Berachot da Meguiláh


Antes da Leitura da Meguiláh, à noite, recitam-se três Berachot (bênçãos) 1) Al Mikrá Meguiláh – pelo cumprimento da Mitzváh (preceito); 2) Sheassá Nissim – em agradecimento pelos milagres; 3) Shehecheianu – como gratidão de estarmos vivos hoje. De acordo com o costume ashkenazi, também se diz a Beracháh (bênção) de Shehecheianu na segunda leitura, durante o dia; e, de acordo com o costume sefaradi, diz-se Shehecheianu somente na Leitura da Meguiláh, à noite, e esta Beracháh também vale para as demais Mitzvot do dia de Purim. Depois da leitura, costuma-se fazer a Beracháh de "Harav Et Rivenu".

É bom ter a devida cavaná (intenção ou concentração) na Beracháh de Shehecheianu (antes da Leitura da Meguiláh) de cumprir a obrigação das três outras Mitzvot de Purim: 1) Mishlôah Manot (enviar alimentos de presente); 2) Matanot Laevionim (presentes para os pobres); 3) Mishtê (banquete de Purim). De acordo com o costume sefaradi, essa cavaná deve ocorrer no momento da Beracháh da leitura da noite. Para os ashkenazim, essa cavaná deve ocorrer na recitação da Berachá de Shehecheianu de dia.

terça-feira, março 01, 2016

Mudar ou mudar-se???



Não adianta querer mudar o mundo

Os pensadores de ética judaica nos ensinam que as pessoas são o que são e não o que queremos que elas sejam. Todos têm defeitos e falhas. Portanto, não crie expectativas nem avalie o outro além da realidade, para não se decepcionar. Aceite as qualidades e defeitos dos outros, que assim você estará dando mais um passo em direção à sua perfeição.

Carne e Leite: Duvidas



Pergunta sobre Carne e Leite
  • Posso fazer batata frita numa frigideira que é chalaví (de leite) – na qual não foi colocado leite quente ou frio há bastante tempo – e esquentar frango no forno besarí (de carne) e comê-los juntos?  
  • Em um caso como este, é permitido aos sefaradim comer a batata frita junto com a carne. Para os ashkenazim, porém, a permissão depende dos seguintes fatores: 1) Se a frigideira havia sido usada nas 24 horas anteriores à fritura da batata; 2) Se o alimento a ser feito na frigideira era ácido ou não, mesmo depois de 24 horas. Eis o resumo da regra: caso um utensílio de leite não tenha sido usado nas últimas 24 horas e o alimento parve (neutro) que será cozido ou frito ou assado não seja ácido, será permitido – para os ashkenazim – comer este alimento parve com carne. A regra é aplicada no caso inverso, ou seja, de carne para leite. Tudo isso só é permitido Bediavad (post factum). A princípio (Lechatchila), a pessoa que quer comer um alimento parve com carne, não deve prepará-lo deliberadamente em um utensílio chalavi.

quinta-feira, fevereiro 25, 2016

El concepto de ´Jeshbon Hanefesh´

El concepto de ´Jeshbon Hanefesh´ (hacer una cuenta de nuestras acciones)

1. Pese a que fue explicado anteriormente que el estudio de la Torá y el hacer teshuva son dos cosas muy importantes, en ciertas circunstancias en las que la persona está extremadamente ocupada y no puede concentrarse para estudiar Torá ni para hacer teshuva, no debe pensar que por ello no debe dedicarse tampoco al cumplimiento de las mitzvot.

2. Por ello, cuando la persona no puede estudiar Torá, por lo menos debe dedicarse a cumplir mitzvot,  sobre esto dijo el rey Shlomo: Todo lo que está en tus manos para hacer con tus fuerzas haz, ya que no hay acciones (mitzvot), cuentas (del alma, o sea teshuva), conocimiento y sabiduría (Torá) en la tumba adonde tú vas. O sea, que la posibilidad de estudiar Torá, volver en teshuva y hacer actos de bien solo es posible en este mundo, por ello la persona tiene que hacer todo lo que pueda mientras esta en vida.  

Cuidado com os objetos públicos ou comunitários



Cuidado com objetos de utilidade pública

  • Pergunta: usei um mesmo Sidur (livro de orações) da Sinagoga durante certo período de tempo e, provavelmente, como desgaste do uso, algumas folhas se desprenderam do mesmo. Tenho a obrigação de ressarcir a Sinagoga?  
  • Existe na Halachá um conceito chamado “Meta Mechamat Melachá”, que deriva do caso clássico de uma pessoa que pede um animal emprestado para algum serviço e no decorrer do mesmo este animal morre, não por falta de cuidados ou maus tratos, e sim por alguma causa relacionada ao trabalho a ser executado. Tanto neste caso quanto no do Sidur – ou de qualquer outro livro emprestado –, a pessoa que pediu emprestado está isenta de pagar por esse desgaste ou perda. No caso da pergunta, no entanto, o desprendimento ou rasgo de algumas folhas do Sidur em um espaço de tempo relativamente curto indica falta de cuidado no manuseio do livro, pois não configura um dano comum de desgaste. Neste caso, portanto, a regra “Meta Mechamat Melachá” não se aplica, e a pessoa deve pagar à Sinagoga pelo dano.

terça-feira, fevereiro 23, 2016

Controle de se mesmo



Controle sua Ira


Num seminário que ministrei recentemente, uma mãe falou-me sobre o seguinte problema: "Meu filho de nove anos tem determinadas atitudes que desencadeiam muita raiva em mim. Quando ele faz isso, eu grito e perco a cabeça. Dez minutos depois, sinto-me bastante culpada por me descontrolar, e por algumas das coisas que falei. Como posso conseguir que meu filho deixe de ter este comportamento?"
Eu expliquei que talvez, a princípio, ela não deveria procurar a solução em seu filho, mas ao contrário, olhar para si mesma e encontrar maneiras de lidar com isso. "Nossa vida não é determinada somente por aquilo que nos acontece, mas também pela nossa reação àquilo que acontece; não apenas por aquilo que a vida nos traz, mas pela atitude que trazemos à vida."
Contei a ela a história de um Rebe chassídico que ansiava comprar um lindo etrog (a cidra usada como uma das "Quatro Espécies" na observância do Dia Festivo) para Sucot. Quando o etrog mais bonito do país lhe foi trazido, ele descobriu tristemente que de forma alguma poderia dar-se ao luxo de pagar o preço pedido por ele. Nem ao menos podia arcar com os alimentos básicos para a festa. Ele então, enviou um de seus filhos com a missão de vender o tefilin de seu avô, uma preciosa herança de família, e usar o dinheiro para a compra do lindo etrog. Ao receber o etrog, o Rebe e seus filhos começaram a dançar.
A Rebetsin, que estava sentada na cozinha sem ter o que fazer, pois não possuía ingredientes para cozinhar, ficou certa de que haviam encontrado dinheiro para a comida. Ficou chocada ao descobrir que em vez disso, um etrog havia sido comprado. Em sua frustração, mordeu o etrog, tornando-o impróprio para o uso. O rabino estava a ponto de perder o controle, mas em vez disso, começou a cantar e dançar. Então, ele disse: "Perdi o tefilin de meu avô e agora perdi também o etrog. Devo perder a calma, também?" Ao final desse episódio, ele sentiu que controlar a ira era uma conquista maior que a aquisição daquele etrog especial.
Nesta história, o rabino não mudou o comportamento de sua mulher. Ele apenas mudou sua fisiologia, começando a cantar e dançar. Isso, então, tornou mais fácil mudar sua atitude e chegar à conclusão de que nada há a ganhar ficando irado.
Uma maneira de livrar-se de um estado emocional indesejado é realizando uma ação física com o corpo, que seja totalmente oposta a nossos sentimentos. Por exemplo, se você está triste, comece a cantar uma canção alegre e a dançar pela sala. Se lhe faltar autoconfiança numa entrevista de emprego, sente-se com o queixo erguido numa posição ereta - do jeito que você se senta quando está muito confiante em si mesmo. Nossa mente consciente pode ter apenas um sentimento por vez. Quando demonstramos o comportamento desejado, nossa mente logo seguirá fazendo o mesmo.
Eu sugeri à mãe furiosa (e a todos nós, pais) que quando o filho apertar o botão que a deixa irada, e ela sentir que está prestes a começar seu habitual desempenho de fúria, ela deveria chegar até o filho, abraçá-lo e beijá-lo, dizendo: "Você é tão especial para mim. Eu te amo muito. Não há nada neste mundo que você possa fazer para que eu deixe de te amar. Então, não adianta tentar." Ela deve continuar a abraçá-lo até que a mente siga suas ações, e seu nível de estresse seja reduzido a um nível passível de controle.
Tente - funciona!!!!!!