Por meio de reflexões procuraramos não só conhecer o Judaísmo, senão desenvolver vivências em nossas tradições.
domingo, dezembro 14, 2025
quinta-feira, dezembro 11, 2025
Chanucáh - A hora da Vitória
Chanucáh - A hora da Vitória
Estamos há mais de dois mil
anos. São tempos em que nossa terra amada de Israel vive sob a dominação de
diferentes impérios do Oriente. Há intensa perseguição e o sagrado Templo foi
profanado com rituais idólatras. É neste cenário que assistimos o nascimento do
movimento Macabeu.
O movimento do milagre; o pequeno e modesto grupo liderado por Yehudá, o Macabeu, o grupo de rebeldes desafia o poderosíssimo exército dominador e liberta o Templo. Mais uma jornada heróica dos filhos de Israel. Nossa história compõe-se de muitas passagens tristes em que nos lembramos da crueldade sofrida por nossos antepassados. Mas temos também momentos de muita alegria.
Em dezembro celebramos o Festival das Luzes, é Chanucáh novamente. Vamos acender
nossas Chanukiot. A menoráh de oito velas. É o ritual
encantado de Chanucáh em que nos lembramos de milagres, da bravura e coragem
dos Macabeus.
Enfrentar um inimigo invencível. Realizar o logicamente impossível. Acreditar que O Senhor não apenas criou o mundo, mas que pode ajudar-nos a criar coisas impossíveis no mundo. O Eterno que conhecemos através de nossa Toráh não é um D’us distante, indiferente às coisas do mundo. Ele está sempre ao nosso lado, e é assim que sabemos ser possível superar barreiras aparentemente intransponíveis.
Quando em Chanucáh festejamos alegremente a Chama que perdurou por oito noites milagrosamente reaprendemos o milagre Macabeu. A dominação idólatra, como em todos os tempos inclusive em nossos dias, além de profanar fisicamente o Templo, profana as mentes do próprio povo de Israel. Sob o domínio idólatra deixamos de perceber a presença do Criador do mundo.
Começamos a acreditar que as coisas acontecem sem nenhum sentido mais elevado. Aceitamos o domínio dos poderosos e não encontramos uma missão para nossas vidas. Ficamos escravos dos ídolos e não tomamos em nossas mãos nossos próprios destinos. Os Macabeus demonstram que mesmo nestas horas nem tudo está perdido. A resistência é possível. A Vitória é possível.
Haverá um dia num futuro distante em que nossos descendentes acenderão também velinhas pela vitória dos Macabeus do século XX. Ainda que não tivéssemos um Templo para ser profanado, foi profanado nosso Templo pessoal, aquilo de mais sagrado que O Senhor nos oferece cada dia: a vida judaica foi profanada. A Solução Final que determinou a eliminação de nossos antepassados durante o domínio Nazista profanou nosso Templo profundamente.
Como acreditar que os filhos de Israel continuariam sua vida judaica, cumprindo a missão de cada um frente ao Todo-Poderoso. Como acreditar que isto seria possível???? Mas aconteceu, estamos nos aproximando-nos de mais uma festa de Chanucáh. É hora de participarmos do Movimento Macabeu. Cada um filho de Israel, cada lar judaico, o milagre será lembrado e acontecerá novamente com a Bênção e a Luz do Senhor do Mundo. A Luz é o início de tudo. Isto aprendemos no Bereshit, isto reaprendemos na teoria do Big Bang.
A Luz nos encanta nos faz perceber a sutileza do mundo. Quando estiver escuro,
a luz de uma pequena chama pode significar a diferença entre viver ou morrer.
Em Chanucáh vamos alimentar nossas almas com toda a energia de
uma pequena velinha colocada na Chanukiá. Pode parecer uma coisa, um ritual,
meio ultrapassado, infantil; mas assim são os ensinamentos dos Macabeus do
passado, dos Macabeus do presente, e do todo o Povo de Israel que
viverá no futuro.
Baruch HaShem. Amen – Que assim seja!!!!!
Rabino M.Ed. Rubén Najmanovich
domingo, dezembro 07, 2025
Janucá y la defensa de la legitimidad de Israel
Janucá y la defensa de la legitimidad de Israel
Janucá nos recuerda que el pueblo judío siempre ha enfrentado fuerzas
que intentan apagar su luz y borrar su identidad. En tiempos de los Macabeos,
el decreto griego buscaba prohibir la Torá, el Shabat y la circuncisión,
imponiendo una cultura ajena y negando el derecho del pueblo de Israel a vivir
según su fe. Hoy, aunque los escenarios son distintos, la lógica es la misma:
movimientos que se presentan como “pro-árabes palestinos” difunden narrativas
que buscan deslegitimar al Estado de Israel, negar su historia milenaria y
presentarlo como intruso en su propia tierra. La lucha de Janucá no fue sólo
militar, fue espiritual y existencial, y esa misma lucha continúa en el plano
político y cultural de nuestro tiempo. Cada intento de borrar la legitimidad de
Israel es un eco de aquel intento de borrar la identidad judía, y cada
encendido de las velas de Janucá es una respuesta luminosa que proclama que la
verdad no puede ser oscurecida. Así como un pequeño grupo de Macabeos venció a
un imperio, así también una pequeña llama puede iluminar la oscuridad de la
propaganda y la desinformación. Janucá nos enseña que la perseverancia, la
memoria y la fidelidad a nuestra identidad son más fuertes que cualquier
intento de negación, y que la luz de Israel, ayer como hoy, seguirá brillando
con fuerza frente a quienes buscan apagarla.
Así como en tiempos de Janucá se intentó prohibir la circuncisión, el
Shabat y el estudio de la Torá, hoy se intenta prohibir la legitimidad política
y moral de Israel en el concierto de las naciones. La estrategia es la misma:
apagar la llama de nuestra identidad y sustituirla por una narrativa ajena.
Pero Janucá nos enseña que una pequeña luz puede vencer a una gran
oscuridad. La victoria de los Macabeos no fue sólo militar, fue espiritual:
demostraron que la verdad histórica y la fidelidad a la identidad no pueden ser
borradas por decretos ni por propaganda.
Rabino M.Ed. Rubén Najmanovich
Diciembre 2025 // Kislev 5786
quinta-feira, agosto 21, 2025
🌙 Elul: O Chamado ao Retorno Real
🌙 Elul: O Chamado ao Retorno Real
Chegamos ao mês de Elul, tempo em que o céu se aproxima da terra e a alma desperta para o reencontro com sua essência. Não se trata apenas de desejar o retorno — é o momento de vivê-lo como uma realidade concreta.
Elul não é uma ideia abstrata de arrependimento. É um convite diário à reconexão, à escuta da voz interior, à revisão dos caminhos trilhados. É o mês em que D’us, como ensinam nossos sábios, “está no campo”, acessível, próximo, esperando por nós com misericórdia e amor.
Cada dia de Elul é uma oportunidade de transformar intenções em ações, saudade em presença, distância em proximidade. O retorno (teshuvá) não é um salto impossível — é um passo firme, possível, necessário. É lembrar que fomos criados com propósito, e que esse propósito pulsa mais forte quando nos voltamos à Torá, às mitzvot e ao compromisso ético com o próximo.
Que Elul nos encontre despertos, sinceros e dispostos. Que o retorno não seja apenas desejado, mas vivido — com coragem, com verdade, com fé.
Chodesh Tov
Rabino M.Ed. Rubén Najmanovich



