domingo, março 12, 2017

LA ETERNIDAD DE PURIM



SOBRE LA ETERNIDAD DE PURIM


Pregunta: ¿Es correcto que las festividades, a excepción del día de Purim quedarán nulas en el futuro? Acaso la Torá no es Eterna, así como todos sus preceptos?

Respuesta: El Talmud Yerushalmi afirma que todas las palabras de los profetas así como los escritos en el futuro quedarán nulos, a excepción de lo escrito en los cinco libros de Moshe. Pero tampoco la Meguilat Esther se anulará en el futuro, como aprende el Talmud de los versículos. E incluso el festejo de Purim permanecerá aun cuando todos los demás festejos caducarán (Midrash Mishle).

Y escribe el RaMbaM (Leyes sobre la Meguiláh, al final): Todos los libros de los profetas y los escritos quedarán nulos en la época del Mashiaj, a excepción de la Meguilat Esther, la cual permanecerá como los cinco libros de Moshe y como las leyes orales de la Torá las cuales nunca se anularán. Y aun cuando el recuerdo de todas las desgracias de Israel se anulará, los días de Purim (que comenzaron con una angustia) nunca se anularán, como está escrito: Y los días estos de Purim no pasarán de los judíos y su memoria no se removerá de su simiente.

El Raaba”d (Rabí Abraham ben David s. XI) disiente del RaMbaM y considera que aún los libros de los profetas no quedarán nulos en el futuro, pues también ellos contienen enseñanzas de la Torá oral. Sino la intención del citado Midrash es que aun cuando el precepto de leer públicamente los libros de los profetas (después de cada porción semanal de la Torá) se derogue, la lectura de la Meguiláh en público no se anulará. Y ya numerosos comentaristas interpretaron la afirmación del RaMbaM en el mismo sentido que el Raaba”d.

El Rashb”a (Rabí Shelomo ben Aderet s. XIV) en una de sus responsas (cap. 93) escribe que la intención del mencionado Midrash es que existe un compromiso por parte del Eterno, y es que aun cuando –D-os no lo permita- las festividades pueden anularse debido a los pecados del pueblo de Israel, ya que no existe ningún compromiso por parte de D-os de que el pueblo guardará eternamente las festividades, con respecto a Purim poseemos la certeza de que en ninguna generación se anulará totalmente la festividad de Purim, pues, como afirma el versículo arriba citado Su memoria no se erradicará de su simiente.

Reflexiones y Pensamientos Perasháh Tetsave y Purim: "Lo esencial"


sexta-feira, março 03, 2017

quinta-feira, janeiro 19, 2017

O Talmud, Qué é?



O que é o Talmud



             Não é facil definir ou caraterizar, breve e concisamente, o Talmud. É um tema que escapa à definiçãopela grande variedade de seu conteúdo e, sobretudo, porque não existe outra obra com a qual estabelecer termo de comparação.
 O Talmud, tão atacado, tão discutido e tão menosprezado, é pouco - para não dizer nada - conhecido. A maioria dos que dele se ocuparam, apenas repararam e insistiram em seus defeitos; no entretanto, fora do Judaísmo, são contados os que penetraram no oceano dos seus livros com a honrada intenção de encontrar as pérolas, de aproveitar o que tem de bom e de útil, sem deter seus pensamentos no que, à primeira vista, poderia parecer inútil. 

Quando, em 1304, o papa Clemente V quis saber o que era o Talmud, muito embora já houvesse sido objeto de polêmicas religiosas - essas polêmicas quase sempre são estéreis - e de numerosos ataques, ninguém foi capaz de responder á sua pergunta: ninguém sabia fazê-lo. E apesar das cátedras que fundou, o Talmud, as belezas do Talmud, continuaram sendo desconhecidas. Um só exemplo, porém significativo.
Poder-se-ia alegar que isto ocorria na Idade Média, época em que um religioso chegou a crer que o Talmud era um nome próprio e dizia: "ut narrar rabinus Talmud" (*); mas, mesmo na Idade Moderna são pouquíssimos - entre eles não se pode deixar esquecido o nome de Reuchlin - os que chegaram não a resolver, porém apenas a delinear o problema em seus justos limites. Em pleno século XX, um teólogo permitiu-se dar grandes gargalhadas porque um tratado inteiro fôra dedicado aos ovos, ignorando por completo que é comum no Judaísmo designar-se uma obra por suas palavras iniciais. E ainda hoje muitos mencionam o Talmud - e exatamente o mesmo pode-se dizer em relação à Cabala - como algo obscuro e . . . absurdo, um dos muitos tópicos paradoxais que abundam na cultura atual.
O Talmud não somente alimenta a alma e o espírito, mas também atiça a imaginação; embora não seja uma obra de arte, contém muitas obras de arte. É bem verdade que figuram nele coisas úteis e inúteis, de grande valor ou puramente anedóticas; mas daí a que seja um absurdo, existe um grande abismo que é preciso - e a isto nos propomos - vencer.


É evidente que não se pode julgar o Talmud com o mesmo padrão que se emprega para medir as demais obras literárias. São necessários critérios especiais, pois o Talmud não é somente literatura, mas sim a vida inteira do Judaísmo vertida em uma obra.
Se uma catástrofe semelhante à que sofreram Pompéia e Herculano houvesse petrificado seis ou dez séculos da vida judaica, o resultado seria - e é - o Talmud. Precisamente por isso pode-se dizer que é obra de toda a nação judaica, realizada no decorrer do referido período. E esse feito, a realização prolongada no tempo, explica perfeitamente a grande variedade de temas que nele reina. Trata-se de uma vasta enciclopédia, muito desordenada, na qual existe de tudo, porém sem sistema. No Talmud é difícil encontrar o dado concreto, a menos que seja de matéria legal - porque esta matéria tem ainda hoje validez no Judaísmo - em cujo caso umas chaves-índice, as codificações que mais adiante citaremos, são auxiliares indispensáveis.
Se à desordem com que as matérias estão distribuídas na "Enciclopédia" se acrescenta o fato de que os autores, cujo número se aproxima de dois milhares, pertencem a diversas épocas e regiões geográficas, a muito variadas escalas sociais e formações, desde o ignorante ao sábio, portanto de desigual autoridade, sustentando às vezes teorias muito díspares, inclusive contraditórias, expostas seja em ordem direta umas às outras, seja em páginas muito distantes entre si, - explica-se que junto a idéias sublimes se encontrem opiniões ou ditos vulgares; que junto a moral elevada venham citadas superstições populares, que junto à regra médica, lógica e perfeitamente regulamentada, apareçam remédios de curandeiro. Eis aí uma enciclopédia caótica.
O Talmud foi amiúde criticado de que ao associar assuntos tão diversos, a mente vê-se incapaz de separar o sutil do vulgar, o externo do espiritual; mas mesmo que assim seja, o ulterior desenvolvimento da história judaica demonstrou a carência de base de tal conceito. O Talmud nunca foi considerado um código fechado, porém muito mais um apanhado das diversas interpretações das leis bíblicas e tradicionais, um relato verídico das variadas opiniões rabínicas acerca das experiências humanas em relação com a sociedade, com Israel, com Deus e com o reino divino.
No Talmud, podem distinguir-se duas partes, ou melhor dito: duas obras separadas que se encontram numa só edição. Estas duas obras são: a Mishnáh e a Guemaráh; a primeira - única, a segunda - dupla, e cuja formação e conteúdo estudaremos sucessivamente.
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(*) O historiador francês Bossuet pediu certa vez ao filósofo alemão Leibniz que lhe enviasse um livro do Talmud, traduzido por "Monsieur Mishná" . . . (N. T.)