domingo, fevereiro 05, 2012

A Terra de Israel nas Fontes Judaicas – 1º parte

Manancial da Sabedoria:
A Terra de Israel nas Fontes Judaicas

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“E lhes trarei para vós à terra sobre a qual elevei Minha mão em juramento de dar a Abraham, a Itzchak e a Iahacov. E a darei a vós por herança, Eu A*donai”.

Shemot (Êxodo), 6:8.

“Naquele dia contratou A*donai com Abram uma Aliança dizendo: À tua descendência dei esta terra, do rio do Egito até o rio grande, o rio Eufrates”.

Bereshit (Gênesis), 15:18.

“Porém a terra onde vós ides passar ali para possui-la, é terra de montanhas e quebradas, da chuva dos céus bebe sua água”.

Uma terra que Teu D'us, A*donai, a quer: sempre os olhos de Teu D'us, A*donai, estão nela, do começo do ano até o fim do ano”.

Devarim (Deuteronômio), 11:11-12.

“E nos tirou A*donai do Egito com uma mão forte e com braço estendido e com grande temeridade e com sinais e milagres”.

Trouxe-nos para este lugar e nos concedeu esta terra: terra onde flui leite e mel”.

Devarim (Deuteronômio), 26:8-9.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Marranos: Uma Historia que não tem fim–1ª Parte.

Bnei Anusim

Marranos

Belmonte

A Comunidade Judaica medieval na Espanha era uma das, mas antigas, florescentes e frutíferas.

Porem, a partir de 1391, com os discursos de Ferrand Martinez, em 4 de junho do corrente ano em Sevilha, começaram as matanças de Ferrand (em alusão a Ferrand Martinez, Arcediago de Ecija, que com discursos virulentos, alimentaram o ódio à fobia contra os judeus). Estes terríveis distúrbios contra os judeus tiveram lugar em varias cidades da Espanha medieval, como, Ecija, Carmona, Sevilha, Barcelona, Toledo e Córdoba.

Cem anos antes da expulsão dos Judeus da Península Ibérica, se vislumbrava um futuro sombrio, que dura para muitos até os dias de hoje, que esperam que se reconheça sua identidade.

Trás o qual seguiu-se varias ondas de conversões forçadas ao catolicismo, até 1492 e 1496, quando os judeus foram finalmente expulsos dos reinos de Espanha e Portugal respectivamente, este ultimo modifico o decreto de expulsão por uma conversão decretada que todos os judeus, a partir de Abril de 1497, eram cristãos.

Muitos destes conversos, conhecidos com o termo em hebraico de Anusim (forçados), conservaram sua identidade judaica e continuaram cumprindo secretamente algumas dos costumes e tradições de seus ancestrais. A pegada deste fenômeno, o qual durante séculos foi cruelmente perseguido pela inquisição, chega incluso até os nossos dias.

Atualmente um grã grupo de Bnei Anusim, descendentes dos Anusim, em Espanha, Portugal e America e outros países estão recuperando sua consciência de pertencia e reclamam seu direito histórico de retornar ao seio do Povo Judeu.

Chuetas – Xuetas

Em 1435, levou-se a cabo a conversão geral dos judeus de Maiorca, quando alem não tiveram a opção do exílio. Porem, um grã numero dos conversos continuo crendo e observando em secreto a antiga Lei de Moises por gerações.

Foi a finais do século XVII, quando se expor publicamente o origem judaico de um grã numero de “los de la calle” ou dito em Português: “os da rua”, punindo suas reincidências ao Judaísmo. Os descendentes destes judaizantes queimados na fogueira da Inquisição foram selados com um estigma eterno e conhecidos ate o dia de hoje como os “Chuetas - Xuetas[1]

Quinze dos sobrenomes mais comuns da ilha conformam o grupo os Chuetas ou Xuetas, que até pouco tempo mantinham a endogamia, é dizer que se casavam só entre eles, e sofriam discriminações.

Atualmente uma organização de Israel, com autoridade do Rabinato Superior de Israel, conta com um Rabino representante na Ilha Palma de Maiorca, que ajuda a guiar aos Xuetas – Chuetas que desejam retornar a suas raízes judaicas.


[1] O Xuetes (pronúncia Catalão: [ʃuətə]; singular Xueta, também conhecido como Xuetons ), foram um grupo social na ilha de Maiorca, descendentes de judeus de Maiorca, que tanto se converteu ao cristianismo ou foram forçados a manter a sua religião escondida. Eles praticavam estrita endogamia (Obrigação, para o indivíduo, de casar-se com alguém do seu grupo). De o dialeto Baleares deriva a palavra xueta, segundo alguns especialistas, a partir de juetó, diminutivo de Jueu ("judeu") que dão xuetó, um termo que também ainda sobrevive.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

A Veracidade da Toráh

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Como se sabe que a revelação no Monte Sinai por si só é prova da veracidade da profecia de Moshê?

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Moshê Maimônides (1135-1204) é reconhecido como o mais famoso dos comentaristas judeus. Escritor aclamado, filósofo, médico de renome e mestre talmúdico - este é seu legado. Como diz a antiga máxima judaica: "De Moshê (Moisés, o líder do povo judeu) a Moshê (Maimônides) nunca houve ninguém tão grandioso como Moshê!"

Acima de tudo, Maimônides foi um escritor prolífico sobre os mais importantes tópicos do judaísmo. Sua obra magna, Mishnê Toráh, (Revisão da Toráh) é considerada até os dias de hoje como a mais conceituada e completa codificação da lei judaica.

A seguir, no oitavo capítulo de sua obra Mishnê Toráh, Maimônides explica um dos mais importantes alicerces da crença judaica: a prova de que a Toráh e a profecia de Moshê são verídicas.

Os judeus não acreditaram em Moshê somente pelos milagres que realizou. Sempre que a crença da pessoa é baseada em milagres, ela terá dúvidas, pois sabe que também é possível realizar milagres através de magia ou bruxarias.

Todos os milagres realizados por Moshê no deserto não foram feitos para servir de prova da legitimidade de sua profecia, ao contrário, foram realizados com um claro objetivo. Por exemplo, era necessário afogar os egípcios, então Moshê dividiu o mar e os afundou nele; precisávamos de alimento, ele nos forneceu maná; estávamos sedentos, então ele partiu a pedra e nos concedeu água; o grupo de Kôrach se amotinou contra ele, então a terra os engoliu.

Se um profeta tentar contestar a profecia de Moshê, mesmo realizando grandes milagres, não devemos dar-lhe ouvidos. Chega-se a esta conclusão porque a profecia de Moshê não depende de milagres, pois vimos e ouvimos com nossos próprios olhos e ouvidos.

A origem de nossa crença em Moshê foi a revelação no Monte Sinai, que presenciamos com nossos próprios olhos, e ouvimos com nossos ouvidos, sem depender de outras testemunhas. Havia fogo, trovões e raios. Ele penetrou nas densas nuvens; a Voz Divina falou com Moshê e nós ouvimos: "Moshê, Moshê, vá e diga-lhes o seguinte..."

Desta maneira, a Toráh diz: "Face a face, D'us falou com você." A Toráh também declara: "D'us não fez este acordo com nossos patriarcas, mas conosco - que estamos todos vivos hoje."

Como se sabe que a revelação no Monte Sinai por si só é prova da veracidade da profecia de Moshê? A Toráh relata: "Contemple. Virei a vocês numa nuvem densa, de forma que o povo Me escute ao falar com você, então eles acreditarão para sempre em você." Isso dá a impressão que antes deste fato, eles não acreditavam nele com uma fé duradoura, mas com uma fé que dava margem a dúvidas.

Desta maneira, Moshê e o povo foram testemunhas que observaram juntas o mesmo evento; sua designação como profeta na revelação no Monte Sinai, sem a necessidade de realizar milagres adicionais.

Moshê sabia que aquele que crê em outra pessoa por causa de milagres sente apreensão, dúvidas e suspeitas. Por este motivo, ele buscou ser liberado da missão, dizendo a D'us: "Eles não acreditarão em mim." Até que D'us o informasse que esses milagres serviam apenas como medida temporária até que deixassem o Egito. Quando eles partissem, ficariam aos pés da montanha e todas as dúvidas que tivessem sobre ele seriam removidas. D'us lhe disse: "Aqui, dar-lhe-ei um sinal e eles saberão que Eu verdadeiramente o enviei desde o início, e dessa maneira, nenhuma dúvida permanecerá em seus corações."

Por isso, se um profeta tentar contestar a profecia de Moshê, mesmo realizando grandes milagres, não devemos dar-lhe ouvidos. Chega-se a esta conclusão porque a profecia de Moshê não depende de milagres, pois vimos e ouvimos com nossos próprios olhos e ouvidos.

Não acreditamos em qualquer profeta que vier depois de Moshê pelos milagres que ele realizar. Cremos nele pela mitsváh que Moshê nos ordenou: "Se ele fizer um milagre, escute-o."

Da mesma forma que somos ordenados a dispensar um julgamento legal, baseado em declarações de duas testemunhas (mesmo se não soubermos se eles estão dizendo a verdade ou não), é uma mitsváh dar ouvidos a este profeta, mesmo sem saber se o milagre é verdadeiro ou realizado através de mágica ou bruxaria.

Isso pode ser comparado a testemunhas que negaram um fato que foi presenciado por uma terceira pessoa. Ela terá certeza que são falsas testemunhas, já que viu com seus próprios olhos.

Por isso, a Toráh declara: "Mesmo se vier este sinal de milagre, você não deve ouvir as palavras do profeta." Ele faz milagres que negam o que você testemunhou. Como pode um milagre fazer-nos aceitar esta pessoa que vem para negar a profecia de Moshê que vimos e ouvimos

domingo, janeiro 15, 2012

O povo judeu é o nosso povo. O povo judeu é cada um de nós.

EU, VOCÊ E TODOS NÓS

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Falando, falando, já que falamos de nós por que não falar dos outros também?

Só que vamos falar de nós judeus e dos outros judeus.

Começando do começo, vamos definir as coisas.

O que é um Cohen?

Um Cohen é um sacerdote descendente de Aarão. Os Cohaním eram os sacerdotes do Templo.

Hoje, não temos mais o Templo, mas, temos ainda, os Cohaním que possuem privilégios e obrigações.

Um Cohen é o primeiro a ser chamado quando se lê a Toráh publicamente na Sinagoga e, em certas ocasiões, os Cohaním abençoam a Congregação com a “Bircát Cohaním” (Benção Sacerdotal).

Um Cohen não pode casar com mulher divorciada, chalutsá ou convertida. Não pode ter contato com os mortos, com os necrotérios e cemitérios. É chamado primeiro à Toráh como homenagem e não pode casar com as mulheres citadas, porque, para um sacerdote, não está correto e não lida com os mortos, por causa das leis de pureza. A pesar que hoje em dia, temos alguns hefsakim na Halacháh (algumas levezas na aplicação da Lei Judaica)

Sendo um Cohen um sacerdote, o que é um rabino?

Um rabino é uma pessoa especial na comunidade, líder religioso, sabe a Lei e para a Congregação, ele deve ser como o juiz.

Tem autoridade para decidir questões referentes à esta mesma lei.

O sacerdote tinha uma relação especial com D'us, como é o caso dos Cohaním que herdaram sua condição sacerdotal de seus antepassados nomeados por D'us, na Toráh, Aarão, seus filhos e seus descendentes.

Leviím

E quem são os Leviím? É uma outra categoria de judeus.

Não foram escolhidos por D'us para serem sacerdotes, mas sim, para serem seus assistentes. E assim foi no Templo.

Depois do Cohen ser chamado à Toráh, chama-se um Levi. Uma de suas funções era ajudar os Cohaním a lavar as mãos antes da bênção sacerdotal.

A outra categoria somos nós judeus que nos dividimos em várias situações, os mais conhecidos Sefaradím, Ashquenazím e, hoje em dia, Falashas, mas ainda há outros ramos.

Existem comunidades que ainda são ou eram antigamente consideradas judaicas. Algumas de origem judaica desligaram-se da parte central do povo judeu. Pela lei, os judeus não podem casar com eles, nem comer a comida deles “que não é casher”. Enfim, o judeu mais ortodoxo, não tem nada a ver com estes outros judeus.

Primeiro, os Karaím ou caraítas. Eles saíram da parte central do povo judeu no século VIII da Era Comum. Eles seguem apenas a Bíblia Hebraica e não aceitam a Lei Oral.

Usam o hebraico nas cerimônias religiosas e, até mesmo, falam e escrevem no mesmo normalmente.

No Cairo, existia a maior congregação Karaíta, que imigrou na maioria para Israel.

Na Rússia, existem milhares, na Criméia e também na Lituânia e Polônia. Há ainda uma comunidade pequena em Istambul e uma menor no Iraque mas, sempre estão saindo para Israel.

Os Karaím que ainda vivem na Europa falam o idioma tártaro, por isso, acredita-se que estes descendem dos Karazes, o reino turco-tártaro que se converteu ao Judaísmo nos anos 800 da Era Comum.

O Estado de Israel recolheu os Karaím para que eles pudessem imigrar. Em Israel existem vários caraítas.

O casamento com outros judeus é proibido pelos rabinos e os divórcios caraítas não são reconhecidos, mas, já existe uma pequena mistura.

Os shomroním

Este grupo, “samaritanos” chamam-se “shomroním” em hebraico.

Em Israel, eles moram em Cholon e Nablus. Eles usam a mesma Bíblia Hebraica, só que, em vez de Jerusalém, o monte Guerizím é o centro de sua devoção.

Neste monte, eles celebram Pêssach à noite numa bela cerimônia que dura a noite toda com sacrifícios de carneiros, que cozinham e comem e com serviços religiosos especiais.

Eles usam a Toráh e tem sua tradição oral particular diferente da nossa e dos Karaím. São reconhecidos em Israel como judeus, mas, o casamento com outros, é proibido pela Lei judaica.

Sabatianos ou Doenmeh

No século XVII, surgiu um falso Messias na Turquia, Shabetái Zvi e grande quantidade de judeus passou a segui-lo.

No ápice de sua influência, mais da metade dos judeus da Europa acreditou nele.

Depois, Shabetái converteu-se ao Islamismo e poucos ficaram com ele. Este grupo também convertido, manteve um judaísmo secreto entre si mesmos.

Viveram em Salônica, na Grécia e hoje vivem na Turquia. Por fora, são mulçumanos, mas, por dentro, são judeus. Usam o ladino e o hebraico. Este ramo ainda não foi reconhecido.

Os Franquistas

Um dos seguidores de Shabetái foi Jacob Frank, que se tornou chefe de um grupo de judeus sabatianos na Europa Oriental. Converteu-se ao catolicismo; alguns o seguiram, mas, não todos.

Os que ficaram fora da conversão, viveram como judeus secretos, mas, existiram só até o século passado, depois, perderam-se no meio católico da Polônia.

Marranos e Cristãos Novos

Hoje sabemos que existem grandes grupos de judeus marranos vivendo em Portugal, particularmente em Guarda e Belmonte.

Já o Brasil após o seu descobrimento, tornou-se a maior concentração de marranos e cristãos novos. Noutras palavras, maior concentração destes descendentes.

Essas pessoas nunca deixaram de considerar-se judias, casam entre si e conhecem pouco o hebraico.

Hoje, estão sendo enviados missionários judeus para lá, a fim de levá-los ao judaísmo pleno e para que possam emigrar para Israel.

Chuetas

Estes vivem em Maiorca e são católicos romanos. São descendentes de judeus conversos e moram em bairros separados na cidade de Maiorca.

Casam entre si e são desprezados de uma forma ou de outra por seus vizinhos cristãos. Não se conhece prática judaica entre eles; seguem o catolicismo fielmente, pelo menos é o que se sabe.

Estes grupos fazem parte dos “Outros” a que nos referimos.

Agora, a nossa parte.

Comecemos com os sefaradím. Sefarád ou Espanha é o berço dos judeus sefaradím e também Portugal. As comunidades judaicas de fala árabe, persa, turca, que não são descendentes dos judeus espanhóis e portugueses estão incluídos no grupo sefaradita.

Muitos sefaradím descendem de judeus do exílio babilônico e, mais tarde, após a destruição do 2º Templo, muitos judeus saíram de Israel.

Hoje, existem sefaradím em todas as partes do mundo, na Europa, na Ásia, na África e América. Os judeus de língua árabe, sírios, libaneses, egípcios e iraquianos não são na maioria descendentes dos espanhóis, mas, são chamados sefaradím. Estes judeus falam árabe.

Os judeus da África do Norte falam francês e espanhol e, na sua maioria, são de origem espanhola.

Os de fala berbere e árabe podem ser chamados sefaradím, mas, são parte do que chamamos “outros judeus”.

DIFERENÇAS ENTRE ASHQUENAZÍM E SEFARADÍM

A diferença está no pensamento. Vivem a seu modo, cada grupo tem sua própria sinagoga, sua própria escola, açougues, etc.

A comida é diferente, a língua é diferente, o ladino e o yídishe e as cerimônias religiosas tem pequenas diferenças no ritual. Falam o hebraico de maneira diversa. Divergem na maioria de dar nome aos filhos, os sefaradím usam nomes de parentes vivos, ao passo que, os asquenazím, não.

Na Festa de Pêssach, os alimentos proibidos são diferentes. Alguns.

Na teoria, os sefaradím podem ter duas esposas enquanto que, os ashquenazím, tem de seguir a monogamia. Não há grande diferença e as que existem hoje são bem simples de resolver.

Embora tenham características próprias, todos são judeus. Pode-se freqüentar perfeitamente uma sinagoga de sefaradím ou ashquenazím.

No Panamá, a maior sinagoga ortodoxa é da comunidade árabe e todos rezam lá.

Nas Filipinas, há uma única comunidade com judeus das duas congregações. Vemos assim, que ashquenazím ou sefaradím no fim dá certo.

Os outros judeus africanos são na maioria ashquenazím, África do Sul, África do Norte, Egito e Congo.

Existem na Etiópia os judeus negros que falam as línguas semitas tigre e tigúnia e se dizem descendentes de Salomão de da rainha de Sabá, os nossos falashas.

A Índia tem quatro comunidades distintas. Os mais conhecidos são os Benê Israel de Bombaim, têm pele bem morena, falam o idioma “marata”, só diferem dos indianos na religião.

No sul da Índia há os cochim na costa Malabar. Falam o “malaiala” – idioma chavídico.

Também em Cochim há outra comunidade separada dos “pardesi” que são bem mais claros na pele, têm sinagogas separadas e cada grupo casa-se no seu meio.

Os judeus de Calcutá são os Baghdalé. Também vivem em Bombaim e são descendentes dos judeus do Iraque e falam árabe.

A Bumânia tem judeus Baghdali e Benê Israel. Na China e Hong Kong existem comunidades, são milenares e descendem das pessoas que vieram da Mesopotâmia.

Hoje na Mandahuria, Harbin, Xangari e Hong Kong existem judeus que falam yídishe, russo e árabe. Eles mesmos se denominam Yotsê Sin “os que saíram da China” e hoje estão também em Tóquio e São Francisco.

Na Europa existem outros grupos judaicos. São os Krimchaks de fala tártara – criméia (não confundir com os Karaím) e os judeus caucasianos da Geórgia. São totalmente judeus, mas, não podem ser chamados ashquenazím nem sefaradím.

Os krimchaks foram massacrados pelos alemães na segunda guerra mundial. Eles falam o tat, um dialeto persa misturado com hebraico, turco e caucasiano.

Os judeus da Geórgia falam o Georgiano. Nas Américas e no Brasil há judeus vindos de várias partes do mundo e não há grandes diferenças.

As comunidades vivem lado a lado sem problemas, graças a D’us.

O povo judeu é o nosso povo. O povo judeu é cada um de nós. Conhecemos nosso passado, vivemos nosso presente e acreditamos no nosso futuro. Mazal Tov (Boa Sorte). Shalom Uberacháh – Bênção e Paz!

Comportamento Humano

COMO NASCE UM PARADIGMA

como nasce um paradigma

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula, em cujo centro pôs uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas. Quando um macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão. Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros o enchiam de pancada.

Passado mais algum tempo, mais nenhum macaco subia a escada, apesar da tentação das bananas. Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos. A primeira coisa que ele fez foi subir a escada, dela sendo rapidamente retirado pelos outros, que lhe bateram. Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não subia mais a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo primeiro substituto participado, com entusiasmo, na surra ao novato. Um terceiro foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam a bater naquele que tentasse chegar às bananas.
Se fosse possível perguntar a algum deles por que batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:

" Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui... "

Não deves perder a oportunidade de passar esta história para os teus amigos, para que, de vez em quando, se questionem por que fazem (ou não fazem) certas coisas .

" É MAIS FÁCIL DESINTEGRAR UM ÁTOMO DO QUE UM PRECONCEITO" (Albert Einstein)

domingo, janeiro 08, 2012

A vida de um Sobrevivente do Holocausto


É um herói do Povo Judeu, do Estado de Israel, exemplo para gerações futuras, vejam, por favor, e analisem.


É uma mensagem curta porem emotiva!!!!!
Podem ler mais em seu Livro: LULEK.
Em portugues e em todas as Livrarias do Brasil e Portugal


Un Soldado Israelí escribe una carta

Nuestro joven país, construido a partir de las cenizas del Holocausto, no le da la espalada a la humanidad.

por Aron Adler*

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Mi nombre es Aron Adler. Tengo 25 años, nací en Brooklyn, Nueva York y crecí en Efrat, Israel. Aunque mi vida es muy ajetreada, no la considero inusual. La mayoría del tiempo soy sólo un ciudadano israelí. Durante el día trabajo como paramédico en Maguén David Adom, el Servicio Nacional de Emergencia Médica. De noche, estoy en mi primer año de abogacía. Me casé este último octubre y estoy empezando un nuevo capítulo en mi vida junto con mi maravillosa esposa Shulamit.

Unas pocas semanas al año soy convocado al ejército israelí para cumplir mi obligación como reserva. Sirvo como paramédico en una unidad de paracaidistas. Mi escuadrón está formado por otros como yo, gente que vive vidas normales y que da un paso al frente cuando la responsabilidad llama. El más grande en mi brigada tiene 58 años, padre de cuatro mujeres y abuelo de dos, hay dos banqueros, un ingeniero, un terapeuta y mi comandante de 24 años, que sigue tratando de resolver qué hacer con su vida. Durante casi todo el año somos sólo personas normales viviendo nuestras vidas, pero por 15-20 días al año somos soldados en el frente, preparándonos para una guerra que esperamos no tener que combatir.

Este año, nuestra unidad de reserva fue colocada en el límite entre Israel, Egipto y la Franja de Gaza, en un área llamada “Kerem Shalom”. Además de las cosas “típicas” para las que nos entrenamos - guerra, terrorismo, infiltración, etcétera - este año nos enfrentamos a un nuevo desafío. Varios años antes, refugiados africanos habían comenzado a cruzar la frontera con Egipto desde Sinaí a Israel para buscar asilo, huyendo de las atrocidades en Darfur. Lo que empezó con un pequeño número de hombres, mujeres y niños escapando de los cuchillos de Yanyauid y de los violentos fundamentalistas en busca de una vida mejor en otro sitio, se convirtió en una industria organizada de tráfico humano. A cambio de una gran suma de dinero, muchas veces los ahorros de toda la vida, que se le pagaba a los beduinos “guías”, les era prometido a esos refugiados ser transportados desde Sudán, Eritrea y otros países de África a través de Egipto y el desierto de Sinaí, hasta el suelo seguro de Israel.

Cada vez escuchamos más historias sobre las atrocidades que esos refugiados sufren en su camino a la libertad. Son víctimas de extorsión, violación, asesinato e incluso robo de órganos, mientras sus cuerpos son dejados para que se pudran en el desierto. Entonces, si tienes suerte, después de sobrevivir esta experiencia atroz cuya recompensa es la libertad, sólo cuando una valla de alambre de púas los separa de Israel y su destino, deben hacer una última “carrera de la muerte” y tratar de evadir las balas de los soldados egipcios apostados a lo largo de la frontera. A los soldados egipcios se les ordena disparar y matar a cualquiera que esté tratando de cruzar la frontera para salir de Egipto y entrar a Israel. Es un evento casi siempre nocturno.

Los que logran cruzar la frontera, se encuentran primero con soldados israelíes, personas como yo y los de mi unidad, cuya misión principal es defender las vidas israelíes. De un lado de la frontera los soldados disparan a matar. Del otro, saben que serán tratados con más respeto que en cualquier otro de los países que atravesaron hasta ahora.

La región en donde ocurre todo esto es altamente sensible y riesgosa desde un punto de vista de seguridad, un área atestada con terror en cada esquina. Se encuentra a sólo unos pocos kilómetros al sur del lugar donde fue secuestrado Gilad Shalit. Sin embargo, los soldados israelíes que están frente a estos refugiados no los reciben apuntándoles con un arma, sino con una mano amiga y con el corazón abierto. Los refugiados son llevados a una base militar cercana, donde les dan ropa, una bebida caliente, comida y atención médica. Finalmente, están a salvo.

A pesar de que vivo en Israel, y conozco lo que ocurre en la frontera egipcia por lo reportes que transmiten los medios de comunicación, nunca había entendido la intensidad y la complejidad del escenario hasta haberlo experimentado yo mismo.

Durante las últimas noches vi muchísimas cosas. A las 9 de la noche anterior, llegaron los primeros reportes sobre disparos oídos desde la frontera egipcia. Minutos después, los exploradores del ejército israelí divisaron grupos pequeños de personas tratando de cruzar la valla. Durante casi una hora, recogimos a 13 hombres - congelados, descalzos, deshidratados - algunos sólo vestían ropa interior. Sus cuerpos estaban llenos de heridas. Los reunimos en un cuarto, les dimos mantas, té y tratamos sus heridas. No hablo ni una palabra en su idioma, pero sus miradas decían todo, y me recordaron nuevamente por qué estoy orgulloso de ser judío e israelí. Tristemente, nos enteramos después que los disparos que escuchamos fueron fatales, matando a otros tres que estaban huyendo por sus vidas.

Durante los 350 días del año que no estoy en servicio activo, cuando sólo soy un hombre más tratando de subsistir, la gente encargada de hacer este trabajo asombroso, estas acciones admirables, la gente que presencia estos eventos, son casi siempre jóvenes soldados israelíes que acaban de terminar su escuela secundaria, y están haciendo su servicio obligatorio en el ejército israelí. Algunos tienen sólo 18 años.

La ola de refugiados es una carga pesada para nuestro pequeño país. Más de 100.000 han escapado en esta dirección, y centenares más cruzan la frontera cada mes. Los problemas sociales, económicos y humanitarios originados por el ingreso de refugiados son enormes. También hay serias consecuencias de seguridad para Israel. La oleada de refugiados africanos plantea una crisis para Israel. Israel todavía no ha encontrado una solución para lidiar con esta crisis efectivamente, balanceando los asuntos sensibles en el ámbito social, económico y de seguridad, y esforzándose por cuidar a los refugiados.

No tengo las respuestas para estos complejos problemas que necesitan ser resueltos con desesperación. No estoy escribiendo estas palabras con la intención de tomar una posición política o una postura táctica en el tema.

Israel ha dejado la política de lado para tomar el rumbo ético humanitario, como tantas otras veces.

Estoy escribiendo para contarte a ti y a todo el mundo lo que está ocurriendo aquí, en la frontera egipcio-israelí. Y para contarte que a pesar de los serios problemas causados por esta crisis nacional, esos refugiados no tienen ninguna razón para temernos. Porque ahora saben, como todo el mundo necesita saber, que Israel no le da la espalda al sufrimiento y al dolor. Israel no ha mirado para otro lado. El Estado de Israel ha dejado la política de lado para tomar el rumbo ético y humanitario, como tantas otras veces, cada vez que hay sufrimiento y desastres naturales en el mundo. Los judíos sabemos demasiado sobre sufrimiento y dolor. El pueblo judío lo ha sufrido. Hemos sido refugiados y perseguidos muchas veces, por miles de años, por todo el mundo.

Hoy, cuando los refugiados africanos cruzan nuestras fronteras en busca de libertad y una vida mejor, y algunos por miedo a perder la vida, es notable cómo Israel se encarga de ellos, a pesar de la enorme presión que eso pone en nuestro país en muchos niveles.

Nuestro joven y próspero país judío, construido a partir de las cenizas del Holocausto, no le da la espalda a la humanidad. Aunque ya lo sabía, esta semana lo volví a vivir en primera persona. Estoy enmudecido por la emoción y el inmenso orgullo de ser miembro de esta nación.

Con amor por Israel,

*Aron Adler, escribiendo desde la frontera entre Israel, Gaza y Egipto. – Publicado en AishLatino.com