domingo, abril 21, 2013

70º anos do Levantamento do Gueto de Varsóvia: 19/04/1943 -- 19/04/2013

Sobrevivente relembra Levante do Gueto de Varsóvia

Aliza Vitis-Shomron, 84, conseguiu escapar do Gueto de Varsóvia dias antes do início do levante. Depois, ela ainda seria enviada, ao lado da mãe e da irmã, para o campo de concentração de Bergen-Belsen. Ela vive em Israel

clip_image001Aliza Vitis-Shomron posa para foto, em 4 de abril, na sala de sua casa em Kibbutz Givat Oz

Dois dias antes de seus companheiros embarcarem em um levante que viria a simbolizar a resistência judaica ao Nazismo na Segunda Guerra Mundial, Aliza Mendel, 14 anos, recebeu ordens claras: escapar do Gueto de Varsóvia.

O fim estava próximo. Tropas nazistas haviam cercado o gueto, e os rebeldes judeus ali restantes se preparavam para morrer lutando. Eles tinham poucas armas e acreditaram que não faria sentido entregar uma delas para uma adolescente cuja principal tarefa até então era distribuir panfletos.

"Eles me disseram que eu era muito nova para lutar", diz a sobrevivente, agora com 84 anos e conhecida por seu nome de casada, Aliza Vitis-Shomron. "Eles disseram: 'você tem que fugir e contar ao mundo como nós morremos enfrentando os nazistas. Esse é o seu trabalho agora'".

Ela vem fazendo isso desde então.

Aliza publicou um livro de memórias sobre a vida no gueto e dá aulas sobre a revolta e seu lendário líder, Mordechai Anielewicz. Enquanto quase todos seus amigos morreram, ela sobreviveu ao gueto e a um período posterior em um campo de concentração. Após a guerra, ela se mudou para Israel, casou, teve três filhos, sete netos e quatro bisnetos.

Foi uma vitória moral. Ninguém acreditava que os judeus iriam reagir

Havi Dreifuss

Na celebração do septuagésimo aniversário do Levante do Gueto de Varsóvia, Aliza deve falar em nome das vítimas do Holocausto na cerimônia oficial que marca o dia anual de recordação do Holocausto em Israel.

"É um dia de profunda tristeza para mim, porque eu me lembro de todos os meus amigos no movimento (de resistência) que deram suas vidas", diz a sobrevivente. "Mas também foi um maravilhoso ato de sacrifício daqueles que deram suas vidas sem ao menos tentar salvar a si mesmos. O objetivo era mostrar que nós não iríamos cair sem responder".

Seis milhões de judeus foram mortos por nazistas alemães e colaboradores durante o Holocausto, o que representa a eliminação de um terço de todos os judeus do mundo à época.

clip_image002Imagem de 1943 mostra soldados nazistas alemães questionando judeus após o levante do Gueto de Varsóvia

O Levante do Gueto de Varsóvia, na Polônia, em 1943, foi a primeira revolta em larga escala na Europa contra a Alemanha nazista e o maior ato de resistência judaica durante o Holocausto. Apesar de a vitória nunca ter sido uma possibilidade, o levante se tornou um símbolo da luta contra condições impossíveis, ilustrou a recusa a sucumbir às atrocidades do nazismo e inspirou outros atos de rebelião de resistência marginal de judeus e de outros povos.

Enquanto o Dia Internacional para Recordar o Holocausto é lembrado no dia 27 de janeiro, data da libertação do campo de concentração de Auschwitz, a data israelense coincide com o dia no calendário hebraico do Levante de Varsóvia, o que ressalta o papel que a ação tem na psique do país. O próprio nome oficial da data - Dia para Recordar o Holocausto e o Heroísmo - faz alusão à imagem do judeu guerreiro sobre a qual o Estado de Israel foi fundado. A batalha em Varsóvia contrasta com a imagem de judeus humildemente marchando para a morte certa. 

clip_image005Aliza exibe um certificado seu de 1943

Israel tem lutado para lidar com estas imagens contrastantes por décadas. Após o estabelecimento do Estado em 1948, apenas três anos após o fim da guerra, os israelenses preferiram enfatizar a heroica resistência, apesar de o número de combatentes ter sido relativamente pequeno em comparação às vítimas dos campos de concentração.

Antes da guerra, Varsóvia tinha uma vibrante comunidade judaica, que representava um terço da população da cidade. Os nazistas construíram o Gueto de Varsóvia em 1940, um ano após ocuparem a Polônia, e começaram a levar os judeus para lá.

O gueto inicialmente abrigava 380 mil judeus espremidos em pequenos espaços e diminutas moradias. Em seu auge, o gueto chegou a ter cerca de meio milhão de judeus, diz Havi Dreifuss, pesquisador do memorial do Holocausto Yad Vashem. A vida no gueto incluía batidas surpresas, confiscos e abduções por soldados nazistas. Os níveis de doenças e fome eram alarmantes. Com frequência, corpos eram vistos nas ruas.

O movimento de resistência começou a crescer com a deportação de 22 de julho de 1942, quando 265 mil homens, mulheres e crianças foram transportados e posteriormente mortos no campo de extermínio de Treblinka. Com a notícia do genocídio nazista a se espalhar, aqueles que permaneceram deixaram de acreditar nas promessas alemãs de que seriam enviados para campos de trabalhos forçados.

clip_image006Aliza exibe objetos pessoais que guardou da época em que viveu no Gueto de Varsóvia

Um pequeno grupo de rebeldes começou a espalhar chamados para a resistência, levando a cabo atos isolados de sabotagem e ataques. Alguns judeus começaram a desafiar ordens alemãs de se apresentarem para deportação.

Os nazistas entraram no gueto em 19 de abril de 1943, véspera de Páscoa judaica. Três dias depois, atearam fogo ao gueto, o transformando em uma inflamada armadilha mortal, mas os combatentes judeus continuaram resistindo por quase um mês.

Os guerrilheiros judeus, que se fortificaram em bunkers e esconderijos, conseguiram matar 16 nazistas e ferir quase 100, diz Dreifuss. No fim, eles acabaram brutalmente exterminados. Anielewicz e seus companheiros morreram em um bunker no número 18 da rua Mila, que mais tarde viria ser o título de um romance escrito por Leon Uris (Mila 18) em que os eventos foram ficcionalizados.

"Foi uma vitória moral. Ninguém acreditava que os judeus iriam reagir", diz Dreifuss. "É incrível que após três anos de ocupação nazista, fome e doenças, essas pessoas encontraram forças para desobedecer a ordens nazistas, se erguer e lutar".

Anielewicz, que então era um jovem na casa dos 20 anos, se tornou herói nacional em Israel, com um vilarejo e múltiplas ruas ao redor do país nomeadas em sua homenagem. Aliza se lembra bem dele. Ela diz que ele era um alto e carismático líder de uma geração de jovens que se recusava a se submeter quietamente aos nazistas como seus pais tinham feito. "A sua teoria era, 'não se acostume ao que está acontecendo. Não aceite'", ela diz. "Os nazistas queriam nos tornar escravos, e ele dizia que apenas pessoas livres poderiam resistir".

clip_image007Aliza exibe uma foto sua de quanto tinha 17 anos

A abordagem colocou Aliza em desacordo com seus pais, que se opunham a ideia de ela se unir ao movimento jovem. Com frequência, ela desafiava o toque de recolher nazista e retornava para casa apenas de manhã. A sobrevivente conta que escapou por pouco de oficiais da S.S, a unidade paramilitar do regime nazista, enquanto postava cartazes convocando judeus para resistir ou escapar.

Ela conta que a parte mais difícil foi fugir antes do início do levante, quando se uniu à sua mãe e irmã mais nova em um esconderijo no lado não judeu da cidade. Aliza diz lembrar do céu vermelho acima do gueto em chamas, onde seus amigos travavam uma guerra.

"Se fosse por mim, eu teria ficado e lutado até a morte com eles. Eu não tinha medo", diz. "O levante representava o orgulho judeu. Era nós dizendo: 'nós não vamos morrer do jeito que vocês querem. Nós vamos morrer do jeito que nós queremos, como pessoas livres'".

Se fosse por mim, eu teria ficado e lutado até a morte com eles

Aliza Vitis-Shomron

Aliza posteriormente foi capturada junta com sua mãe e irmã e enviada para o campo de concentração de Bergen-Belsen. As três sobreviveram e, eventualmente, conseguiram chegar a Israel. O pai dela foi deportado do gueto e morto em um campo de extermínio.

Hoje, Aliza faz trabalho voluntário para o memorial Yad Vashem, coletando páginas de testemunhos de colegas sobreviventes que ajudam a construir o depositório de nomes de vítimas do museu.

Apesar do passado, ela diz que nunca experimentou o dano psicológico que afetou outros sobreviventes. "Eu nunca me vi como uma vítima. Eu estava no lado ativo, no lado da resistência", ela diz. "Me ajudou a lidar".

Decimo primeiro mandamento: Não esqueceras

Conociendo la Halajáh (Ley Judía)

JABON DE TOCADOR Y ARTICULOS DE COSMETICA

shuljan aruj

Pregunta: El jabón de tocador y los artículos de cosmética ¿requieren supervisión kosher?

Respuesta: Escribe Rabenu Tam (Talmud Babilónico Tratado Yoma 77ª) que entre las prohibiciones del día de Kipur está el ungirse con crema o aceites aromáticos y esta prohibición aplica al día de Kipur en el que asi como se prohíbe beber se prohíbe ungirse, sin embargo esta prohibición no aplica a las demás prohibiciones y no está prohibido ungirse con artículos o elementos prohibidos como cebo, carne prohibida, etc.

Sin embargo, existe divergencia al respecto ya que el Rashb"a y otras autoridades sostienen que asi como no se puede ungir en Kipur tampoco se puede ungir con cosas prohibidas a menos que medie una enfermedad o un caso de necesidad, pero no simplemente por placer como en el caso de los jabones. Nuestro maestro Rabí Ovadia Yosef, Shlit"a se extendió al respecto citando las opiniones que autorizan utilizar jabones con mezclas prohibidas y quienes lo prohíben.

Sin embargo en relación a los jabones o cremas para el cuerpo de la actualidad, sostiene nuestro maestro Rabí Ovadia Yosef, Shlit"a (Yehave Daat tomo 4 cap. 43) que debido a que el elemento prohibido se halla mezclado con otros químicos que lo inutilizan para el consumo se puede afirmar que es opinión unánime que los mismos pueden utilizarse ya que al mezclarse pierden su condición de alimento prohibido. Esto surge del Talmud (Avoda Zara 68) en el que se afirma que todo alimento prohibido que se mezcla, o descompone, y pierde su condición de alimento ya deja de estar prohibido. Y asi lo dictamina el RaMbaM (Leyes sobre Alimentos Prohibidos cap. 14) donde afirma que todo alimento prohibido que se descompone y deja de ser apto para el consumo, pierde su condición de prohibido.

Sin embargo, existen otras opiniones que sostienen que el RaMbaM" solo exime de la prohibición de la Tora pero aun asi continua pesando sobre el alimento descompuesto una prohibición rabínica, como estudiamos en Pesaj que el pan que se descompone o se incinera totalmente de todas formas está prohibido consumirlo por prohibición de los sabios.

De todas maneras sostiene Rabí Ovadia Yosef, Shlit"a que en el caso del jabón de tocador o cremas cosméticas, siendo que Rabenu Tam autoriza el alimento prohibido para ungirse, las opiniones que difieren de todas formas aceptan que al perder su condición de alimento deja de ser prohibido, podemos utilizarlos y no requieren supervisión kosher, incluso si sabemos fehacientemente que entre sus ingredientes hay un aditivo prohibido.

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Agradecemos las enseñanzas del Rav Ovadia Yosef Shlita

terça-feira, abril 16, 2013

Y no sera una leyenda: ¡Y no lo fue!

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Iom Hazicaron: Mucho mas que un día del recuerdo

Aharon Hershler, un estudiante de yeshiva de los días anteriores a la fundación del Estado de Israel, es el primer nombre en la lista de los 25.578 caídos conmemorados en el Día de Recordación.

Hershler fue asesinado en enero de 1873 a los 23 años como resultado de disparos de una célula árabe que penetró su barrio, Mishkenot Shanamin, primera zona judía afuera de las paredes de la Ciudad Vieja de Jerusalem. Está enterrado en el Monte de Olivos y su historia de vida es conmemorada en el sitio web del Ministerio de Defensa de Israel.

Nació en Hungría, hijo de un rabino prominente que luego encabezó la yeshiva cuando su familia emigró a Israel. Hershler es considerado una víctima de la resistencia pre-Estado.

En 1874 una célula árabe entró a la casa de la familial Hershler, probablemente en búsqueda de dinero o joyas. Debido a las grandes lluvias de ese año, las reservas del vecindario estaban llenas y los judíos habían dejado de comprar el agua de los árabes, la cual parecía tener el mismo precio que los locales.

Hershler volvió a su hogar luego de sus estudios y notó que había ladrones. Asustó al grupo y comenzó a perseguirlos. Por temor de que se conozca su identidad le dispararon 12 veces. Hershler resultó gravemente herido y falleció cuatro días después en el hospital. Dejó una esposa, una hija, padres y hermanos.

La tataranieta de Hershler, Bila Shamir, de 85 años, recuerda las leyendas que escuchó sobre su tatarabuelo durante su niñez. "Crecí con mi abuela en Safed. Su mamá estaba embarazada de seis meses cuando Hershler fue asesinado, y ella no estaba viva cuando fue reconocido como parte de los caídos de Israel", dijo al medio israelí Ynet.

Bila sirvió en el Palmah y su hermano e hijo, ambos nombrados Hershler, sirvieron en el ejército como oficiales de alto rango. Cuando se le preguntó sobre el estilo de vida haredi de su tatarabuelo ella dijo: "Eran ultraortodoxos pero también trabajaban. Hadas, su esposa, vendía harina y fue la primera mercader mujer de la ciudad. Algunos de sus primos eran rabinos. Cada persona en Mea Sha’arim – el barrio haredi de Jerusalem – conoce la historia de su muerte y están orgullosos de él".

Hershler es uno de los pocos caídos durante el siglo XIX y la mayoría de ellos fueron judíos haredi que intentaron proteger a otros judíos durante las manifestaciones árabes de la ciudad.

Observamos a continuación, una inquietante  película animada basada en la experiencia de Rachel Shelly Glick que perdio a su hijo Yuval (oficial de la Fuerza Aerea de Israel) en un accidente de avión  sobre el lago Kineret en 1991

 

Este video fue creado originalmente como un proyecto para el Día de los Caídos para The Beit Avichai Foundation.

Meditemos, reflexiones, y elevemos una oración en memoria de los casi 24.000 inocentes que dierón sus vidas al Kidush Hashem

domingo, abril 14, 2013

Iom Hazicarón - Recordar para vivir

Iom Hazikaron 2013

Pensando y reflexionando sobre el verso del Hatikva: Lihiot Am Jofshi Beartzenu - Ser un pueblo libre en nuestra Tierra, Iom Hazikaron nos sitúa alrededor de la noción de Am (pueblo).

Si bien en sus comienzos este moed recordaba a los caídos de las guerras de Israel (Iom Hazikarón le jalalei Tzahal), la conmemoración se extendió a todos aquellos que perdieron sus vidas tanto dentro como fuera de la Mediná, tanto en el campo de batalla como en otras circunstancias (Iom Hazikarón Lejalalei maarjot Israel venifgaei peulot hateror- El día del recuerdo a los caídos en las batallas de Israel y en los actos terroristas).

Apenas un día antes de festejar la creación del tan anhelado Estado, se establece un deber de memoria por aquellos que perdieron sus vidas defendiendo los valores del Am y la propia Tierra. Y, en este sentido, asoma la consigna que nos une en un compromiso: "Bemotam tzivu lanu et hajaim" - "con sus muertes, nos ordenaron vivir". Por los caídos debemos, pues, volver a optar por la vida, precisamente porque en la vida misma se expresa el valor más alto que trae el judaísmo.

El mandato del Zicarón-recuerdo, de este modo, no se cristaliza sólo en una fijación nostálgica, sino que asoma como un puntapié para la acción, pues la "elección por la vida" retoma el pasado y se materializa en las múltiples prácticas que nos hacen consolidarnos día a día como pueblo, dando lugar al crecimiento y sostenimiento de nuestra Mediná.

De este modo, a través del recuerdo y de aquella opción por "continuar con la vida", Iom Hazikarón constituye una instancia que contribuye a reforzar nuestros

lazos de pertenencia y compromiso con Am y Medinat Israel.

 

Tikvá en recuerdo a nuestros heroes

Video para compenetrarse con este día.

sexta-feira, abril 12, 2013

La Fe y El Problema del Medio Oriente

La Fe y El Problema del Medio Oriente

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Todos los líderes sacan su poder de la fe. La única pregunta es hacia donde se dirige la fe, su fe. En tiempos de crisis nacional, la decisión es críticamente importante.

La concepción común mantiene que la creencia en D'os es generada en el corazón del creyente por una virtud de convicción de que D'os existe. Aquellos que son escépticos a la existencia de D'os no tienen tal convicción o fe, y por lo tanto no creen en la existencia de D'os.

El gran sabio del siglo XX, El Jazon Ish Z”L, trae un punto revolucionario en cuanto a la creencia en D'os en su obra de Emuna y Bitajón. Él explica que la creencia en D'os es un atributo construido en el alma humana y no depende de las convicciones anteriores de uno.

La vida sin fe no es una opción. Los seres humanos tienen una necesidad interna de creer en algo que debemos llenar con algún contenido. La pregunta no es si creer o no. Estamos dirigidos por nuestras naturalezas internas a invertir creencia en algo. En esto no tenemos opción alguna. Nuestra única opción es seleccionar el objeto en el cual queremos creer. ¿Creemos en D'os? ¿En ángeles? ¿En la ciencia?

CREENCIA Y OPTIMISMO

Podemos entender esto mejor si podemos diferenciar entre creencia y optimismo.

El optimismo es tener la seguridad de que voy a poder concluir mi plan exitosamente. Está dentro de mis habilidades poder ejecutar mi plan. Esto simplemente constituye la existencia continua de un mundo ordinario.

La creencia es algo que está más allá de mi capacidad de lograr, inclusive si asumo que todas las cosas permanecerán igual. Cuando aplico este concepto a la situación del pueblo Judío hoy en día en Israel, podemos claramente ver que están localizados en este momento en una situación de creencia donde existe muy poco espacio para simple optimismo.

El pueblo Judío ha tratado de obtener un territorio firme y seguro en la tierra de Israel por medio de la guerra y la paz. Israel desarrolló su fuerza militar al punto que estuvieran seguros de que podrían ganarle a las naciones árabes en el campo de batalla, así como lo han hecho repetidamente desde la guerra de Independencia de 1948. Sin embargo, esta militarización no ha sido capaz de darles la paz en la tierra.

Después, el pueblo Judío ha tratado de hacer la paz con las naciones árabes al ofrecerles concesiones dolorosas respecto de tierra y seguridad, y prometieron a los Palestinos su propio estado. Pero este camino tampoco les dio una posición pacífica.

Por lo tanto, no hay lugar para el optimismo en tal situación. Si todas las cosas continúan de la misma manera, los Judíos nunca disfrutarán de una pacífica posesión de la Tierra de Israel. Aquí es donde la creencia entra en escena.

CREENCIA EN LA DECENCIA HUMANA

Hay líderes de estado que creen en la decencia innata y en la racionalidad de todos los seres humanos. De acuerdo a su punto de vista si hablas con la gente por un tiempo prolongado con la voz de la razón, si dejas de practicar fuerzas militares, si sigues demostrando que tienes el mejor interés en los palestinos, así como en el tuyo, entonces la razón del alma humana saldrá. Y de ahí, fácilmente una posesión pacífica de lo que se acuerde será el resultado.

Dentro del contexto de la posición del Jazón Ish de que todos los seres humanos están obligados a invertir sus creencias en algo, no es nada sorprendente encontrar a gente que se autodefine “inteligente” tratando de hacer negociaciones con Mahmoud Abbas y otros componentes de una cupula que en su intimo desean el exterminio del Estado de Israel y el Pueblo Judío todo.

Si nos detenemos a examinar los candidatos disponibles para una inversión racional de creencia en asuntos políticos, veremos que la lista es muy pequeña. Hay solamente tres opciones:

*Uno puede creer en D'os.

*Uno puede creer en si mismo.

*Uno puede creer en la decencia de los seres humanos.

Dejando a los creyentes en D'os fuera de la discusión por el momento, encontramos muy difícil escoger entre las opciones restantes.

Las voces que llaman a diálogo con Abbas después de  años de terror palestino tienen que decir esto a la oposición: "Ustedes creen que ya hemos demostrado que hablando es imposible alcanzar la paz con los Palestinos. Pero ¿cuál es la alternativa? Ya hemos demostrado que no pueden arreglar el problema con los palestinos por medio de las armas tampoco. Entonces, ¿cuál es su plan?".

La respuesta de la oposición obviamente está basada también en la fe.

Los líderes que sostienen la otra postura prefieren poner su fe en la habilidad personal de Israel, que de alguna forma podría vencer los obstáculos, en lugar de creer en la bondad y racionalidad de los seres humanos.

Por lo tanto, lo que estamos viendo en verdad es el choque de una elección de creencias -- entre la creencia en la decencia de todos los seres humanos vs. la creencia en la fuerza de uno.

El aspecto fascinante aquí es que la única forma de creer en la bondad innata de los seres humanos es también creer en D'os. Los sistemas de creencia Humanos tienden a uno de dos extremos. O los seres humanos fueron diseñados por D'os a Su imagen como lo dice la Torá o evolucionaron de primates elevados.

El pico de lo absurdo es que el que no acepta la proposición de la Toráh, invierte su creencia en la bondad de los seres humanos. ¿Por qué una criatura que evolucionó del mono es inherentemente benevolente y razonable?

Podemos por lo tanto concluir que aquellos que están comprometidos con la creencia de que todos los seres humanos son inherentemente razonables (y por lo tanto creen que se puede llegar a un arreglo con buena voluntad) están en verdad comprometidos con la creencia bíblica de la creación. En términos de nuestras tres opciones de creencia, la creencia en la bondad innata de la persona se fusiona con la creencia en D'os.

CREENCIA EN UNO

Creer en uno mismo, por otro lado, es una alternativa racional a creer en D'os.

La presunción de que el hombre es un producto de la evolución recae en el contexto de la supervivencia del más adecuado. Incluso si tú crees que eres el más fuerte (lo que no es una presunción absurda) no hay razón alguna para pensar que ganarás al final.

En el contexto de la situación en Israel, es imposible pensar en la bondad innata del ser humano sin llegar al final a la expresión de la creencia en D'os. Nuestros adversarios son creyentes en D'os, y sus opciones políticas son dirigidas por lo que creen que es la Orden de D'os.

Mahmoud Abbas representa a un pueblo que cree en el Coran, el cual aclama que D'os les prometió a los musulmanes la tierra. La “Biblia Musulmana” repetidamente sustituye a Israel por Ishmael en puntos críticos. Abbas ha declarado públicamente en discursos que es su labor tomar a Israel por la fuerza, y cualquier arreglo es temporal en línea con el acuerdo que Mahoma mismo hizo con los infieles.

Los verdaderos fundamentalistas Islámicos, la base del poder de Abbas, Hamas y otros, creen que son los "vengadores de D'os" en contra de los no creyentes, y es su labor sagrada destruir a la civilización occidental y sus adherentes. Ellos piensan que la civilización occidental le enseña al mundo a invertir su fe en el lugar erróneo, y por lo tanto, a ojos de D'os es una abominación.

Esto explica el hecho de que gente religiosa (islámica) se puede meter en terribles ataques terroristas. Es por eso que no debe haber distinción alguna entre el terrorismo de Al Qaeda y el de los Palestinos del Hamas y Fatah.

Esta visión fundamentalista es la creencia de nuestros adversarios. Cualquier visión secular basada en la racionalidad innata del hombre está destinada al fracaso respecto de este enemigo.

Si no hay lugar para un simple optimismo y debemos tener una creencia real para tener cualquier esperanza de resolver nuestro problema, debemos regresar a la fuente de nuestras propias creencias. Esto significa invertir nuestra capacidad de creer directamente en la benevolencia de D'os que le habla al pueblo judío en Sinai.

Nuestra habilidad de beneficiarnos del poder de D'os sostenida por la humanidad depende de la creencia colectiva del pueblo Judío. Si nuestros líderes -- quienes todavía creen en la bondad innata del hombre, una creencia que está basada en su herencia bíblica -- invertirían su fe en la fuente, podrían guiar al pueblo Judío para que vuelvan a invertir su fe en D'os.

La resultante iluminación Divina se esparcirá sobre el mundo, uniendo a la humanidad bajo la bandera de una creencia verdadera, compartiendo una era de paz mundana donde toda la gente creerá en la bondad innata de ser un ente diseñado a la imagen de D'os.

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Agradezco a los que me facilitaron material.

terça-feira, abril 09, 2013

Iom Hashoa - Dia do Holocausto

Iom HaShoá VeHaGvurá

27 de Nissan

guetto-Varsovia-Holocausto-judios-nazis

 

Introdução

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Iom HaShoá, ou, Dia da Memória ao Heroísmo e ao Holocausto, é um adição relativamente recente no Calendário Judaico. Suas formas de observância ainda estão evoluindo, com várias maneiras distintas, e pouca padronização sobre a melhorar maneira de marcar esta data.

Em Israel, Iom HaShoá é um feriado oficial. Na Diáspora, cada vez mais Judeus passam a observar este dia, como forma de aprofundar seus conhecimentos e sua conexão com esta tragédia.

Em Israel

Iom HaShoá começa no fim da tarde, conforme o Calendário Judaico. Por toda Israel, todos os lugares de entretenimento e diversão permanecem fechados, exceto os que promovem atividades especiais relacionadas ao Holocausto. No fim da tarde, uma sirene é soada por todo o país, e todos param por 2 minutos de silêncio para reflexão.

Yad Vashem, a organização nacional para pesquisa e educação sobre o Holocausto promove diversos programas a cada ano. Geralmente, as escolas oferecem atividades especiais para seus alunos, sempre sobre temas relativos ao Holocausto.

As cerimônias usualmente incluem atos de acendimento de velas em memória aos mortos, e palestras com sobreviventes. Algumas vezes, rezas também são recitadas em memória aos falecidos, além de poemas, textos e outras obras de vítimas do Holocausto são expostas. Freqüêntemente os nomes de vítimas são lidos em voz alta, além de informações sobre as várias comunidades judaicas destruídas durante o Holocausto. O Yad Vashem possui projetos internacionais para cadastrar e homenagear todas as vítimas do Holocausto..

Na Diáspora

Fora de Israel, o Holocausto se tornou mais divulgado e conhecido tanto para Judeus quanto não-Judeus, através da publicação de centenas de livros, museus e memoriais, e também através de filmes e séries de televisão. Com a enfatização da importância da lembrança da tragédia, cada vez mais gente aproveita esta data como momento de reflexão e aprendizado sobre o Holocausto. Muitas comunidades judaicas organizam suas próprias cerimônias, contate a liderança comunitária de sua comunidade para se informar.

Para aqueles que não tem a oportunidade de participar de alguma cerimônia comunitária, Iom HaShoá pode ser uma data para introspecção pessoal, para o acendimento de velas, para rezas memoriais, e para aprender a história do Holocausto.

Além de apenas lembrar as vítimas do Holocausto, podemos também pensar em como fortalecer a vida e a comunidade judaica. O objetivo de Hitler, de eliminar a vida judaica do planeta, e o apooi que ele recebeu de diversas fontes devem fortalecer nossa continuidade, e não dar-lhe uma vitória póstuma. O Arco de Tito, em Roma, comemora destruição da nação judaica e sua conquista pelos romanos. Hoje, os antigos romanos desapareceram da face da Terra. Devemos lutar para que quando os sobreviventes do Holocausto não estiverem mais entre nós para lembrar-nos do que passaram, o Povo Judeu continue a lembrá-los com dignidade e continue fazendo seu papel na história.

Iom HaShoá VeHaGvurá

Rezas Traduzidas

Yizkor
Oração em memória aos que morreram no Holocausto.

Possa D'us se lembrar das almas de todas as comunidades de Israel na Diaspora européia que foram sacrificadas no altar durante os anos do Holocausto (1939-1945): seis milhões de homens e mulheres, crianças e jovens, crianças, e velhos que foram cruelmente assassinados em massa, assassinados em suas moradias, em suas cidades, e nas florestas e aldeias.

As vítimas foram levadas, como ovelhas para a matança, para campos de concentração onde morreram assassinados, queimados nos fornos dos terríveis campos de destruição na Alemanha e Polônia, e no resto dos países ocupados, nas mãos dos alemães assassinos e seus aliados, os quais decidiram aniquilar, matar, e destruir totalmente o Povo Judeu, apagar da memória o Judaísmo, e apagar os vestígios do nome de Israel.

D'us da vingança, Juiz da Terra, lembre-se dos rios de sangue que foi derramado como água, do sangue de pais e filhos, mães e lactentes, dos rabinos e de seus alunos, e devolva para os opressores setenta vezes mais sofrimento do que eles infligiram.

Não silencie o grito de "Shemá Israel" proferido por aqueles que foram levados à morte, e permita que o lamento do aflito suba até o trono de sua glória. Vingue, rapidamente em nossos dias, ante nossos olhos, o sangue dos puros e santifique filhos e filhas que nunca tiveram o privilégio de ser enterrados como Judeus… Como está escrito: “Porque Ele vingará o sangue de seus criados, e sua vingança será aplicada aos seus opressores, e Ele perdoará a Terra de seu povo.”

Amém. Selah.

El Male Rachamim
Oração para os falecidos

Ó D'us, misericordioso que habitas as alturas, conceda repouso nas asas da Divina Presença nos altos da santidade e da pureza, que brilham como o firmamento - Para as almas dos seis milhões de Judeus, vítimas do Holocausto Europeu.

Que foram mortos, queimados e eliminados pela Santificação do Nome de D'us pelos alemães assassinos e seus aliados, pois, sem fazer promessas, toda a comunidade rezará para o enaltecimento de suas almas.

Então, possa o Mestre da Misericórdia abrigá-los sob suas asas para toda a eternidade; e possa Ele ligar suas almas no elo da vida.

D'us é sua herança. E possa seu lugar de descanso ser o Jardim de Éden, e possam eles alcançar o deu destino no fim dos tempos.

E digamos Amém.

1933-1934

  • 30 de Janeiro - Nomeação de Adolf Hitler para o cargo de chanceler da Alemanha (Chefe de Governo)
  • Março - Habilitação do primeiro campo de concentração na Alemanha nazista (Dachau).
  • 9 de Março - Início de uma onda de perseguições contra os judeus da Alemanha, perpetuadas pelos homens da S.A. e dos Stalhelm.
  • 1o de Abril - No diário "Judische Rundschau", dos judeus alemães, foi publicado o artigo "Portando a estrela amarela com orgulho", que foi o primeiro da série "Digamos sim ao nosso judaísmo". Estes títulos se converteram no lema da resistência judaica na Alemanha.
  • 10 de Maio - Queima em praça pública dos livros judaicos e de autores adversários do nazismo, nas cidades da Alemanha.
  • 14 de Julho - Lei que prescreve os partidos da Alemanha: o partido nazista passa a ser o único partido legal na Alemanha.
  • 20 de Agosto - O Congresso Judaico Americano proclama o boicote contra a Alemanha nazista.
  • 19 de Outubro - A Alemanha abandona a Liga das Nações.

1935-1936

  • 7 de Janeiro - Mussolini e Laval firmam o pacto franco-italiano, em Roma.
  • 13 de Janeiro - Anexação do Sahre à Alemanha.
  • 16 de Março - Reimplantação do serviço militar obrigatório na Alemanha, apesar da proibição do Tratado de Versalhes.
  • 17 de Março - Entrada do exército alemão à região do Reno.
  • 30 de Junho - Greve geral dos judeus da Polônia, em protesto contra o anti-semitismo.
  • 15 de Setembro - As Leis de Nuremberg: promulgação das leis raciais fundamentais, contra os judeus.

1937-1938

  • 16 de Julho - Habilitação do campo de concentração de Buchenwald.
  • 25 de Novembro - Assinatura de um acordo político e militar entre Alemanha e Japão.
  • 13 de Março - Anexação da Áustria ao Terceiro Reich.
  • 15 de Março - Assembléia popular contra o nazismo, organizada em Nova York, pelo Conselho Unido de BOicote (Joint Boycott Council).
  • 29-30 de Setembro - Conferência de Munique, com a participação de Chamberlain, Daladier, Hitler e Mussolini. Concordância da Inglaterra e França à anexação de uma parte da Checoslováquia à Alemanha.
  • Outubro - Começo do confisco dos bens judaicos na Alemanha.
  • 28 de Outubro - Deportação da Alemanha a Zbonczyn, na fronteira com a Polônia, de mais de 17.000 judeus de cidadania polonesa.
  • 6 de Novembro - Atentado de Herschl Grynspan contra Ernst vomRath, secretário da Embaixada Alemã na França.
  • 9-10 de Novembro - Vandalismos durante a "Noite dos Cristais" na Alemanha e Áustria. Detenção de 30.000 judeus, destruição de 191 sinagogas e saque de 7.500 casas comerciais.
  • Dezembro - Criação da Instituição para a Imigração "B" (Mossad Aliá Beit), para a Terra de Israel.

1939

  • 15 de Março - Ocupação definitiva da Checoslováquia. Criação do Protetorado da Bohemia-Morávia.
  • 18 de Abril - Legislação anti-racial judaica na Eslováquia.
  • 23 de Agosto - Assinatura de um pacto entre a União Soviética e a Alemanha: o pacto Ribbentrop-Molotov.
  • 1o de Setembro - Invasão do Exército Alemão à Polônia, começo da Segunda Guerra Mundial.
  • 3 de Setembro - Inglaterra e França declaram guerra à Alemanha.
  • 17 de Setembro - Invasão do Exército Vermelho à parte oriental da Polônia.
  • 21 de Setembro - Ordem de Heidrich de habilitar guetos e Judenrats (Conselho Judaico) na Polônia ocupada.
  • Outubro - Começo da mobilização geral da coletividade judaica da Terra de Israel: um total de 26.000 judeus foram recrutados para o Exército Britânico.
  • 10 de Outubro - Criação do Governo Geral na parte central da Polônia. Anexação da Polônia Ocidental ao Terceiro Reich.
  • Novembro - O Dr. Emanuel Ringelblum convoca uma reunião com os representantes dos partidos clandestinos, em Varsóvia, para debater a prestação de ajuda aos judeus da Polônia.
  • 23 de Novembro - Implantação de um símbolo distintivo (um bracelete) no Governo Geral.
  • 28 de Novembro - Ordem de Hans Frank, de criar o Judenrat no Governo Geral. Criação do primeiro gueto na Polônia, na cidade de Pioterkov.

1940

  • Janeiro / Fevereiro - Início da atividade clandestina do Movimento da Juventude Judaica na Polônia.
  • 09 de Abril - O exército alemão domina a Dinamarca e a parte meridional da Noruega. Ocupação de Copenhagen e Oslo.
  • 27 de Abril - Ordem de Himmler de criar o campo de concentração em Auschwitz.
  • 10 de Maio - Início da grande invasão do exército alemão à Holanda, Bélgica e França.
  • 4 de Junho - Evacuação completa do exército britânico da França (Dunkerque).
  • 22 de Junho - Rendição do exército francês. O Marechal Pestain assina o cessar-fogo com a Alemanha.
  • 10 de Agosto - Leis raciais antijudaicas na Romênia.
  • 17 de Agosto - Manifestações em massa de famintos, no gueto de Lodz. Na França, organiza-se a "Fortresse Juive", que logo se converteria na "Armée Juive".
  • 27 de Setembro - Criação do 'eixo' Berlim-Roma-Tóquio.
  • 3 de Outubro - Leis anti-judaicas do governo de Vichy (Status des Juifs).
  • 15 de Novembro - Clausura do gueto de Varsóvia.
  • 20 a 24 de Novembro - Adesão da Hungria, Romênia e Eslováquia ao 'eixo' Berlim-Roma-Tóquio.
  • Dezembro - O Dr. Emanuel Ringelblum cria o Arquivo Secreto "Oneg Shabat" no gueto de Varsóvia.

1941

  • 06 de Abril - Invasão do exército alemão à Iuguslávia e Grécia.
  • 02 de Maio - Revolta anti-britânica no Iraque, encabeçada por Rashid Ali, com o auspício da Alemanha nazista.
  • 15 de Maio - Lei de trabalhos forçados contra os homens judeus na Romênia.
  • Junho - O governo de Vichy desconhece aos judeus da África do Norte o direito de cidadania francesa, o que lhes aplica inúmeras restrições.
  • 7/8 de Junho - Participação das unidades do Palmach na invasão dos aliados à Síria.
  • 22 de Junho - Ataque da Alemanha à URSS.
  • 02 de Julho - Vandalismo em Lwow, com a participação de nacionalistas ucrânianos.
  • 12 de Julho - Assinatura de um pacto militar entre a URSS e a Grã Bretanha.
  • 31 de Julho - Goering nomea a Heidrich para que se encarregue de executar o plano de "Solução Final".
  • 10 de Outubro - Criação do gueto de Theresienstadt, na Tchecoslováquia.
  • 12 de Outubro - Os alemães chegam às portas de Moscou. Evacuação parcial da capital da URSS.
  • 23 de Outubro - Assassinato de 19.000 judeus em Odessa.
  • Dezembro - Organização clandestina da juventude sionista na França, no "Mouvement do Jeunesse Sioniste". Organização clandestina armada no gueto de Minsk. Partida do primeiro grupo armado judaico para cumprir atividades de guerrilheiros na região.
  • 7 de Dezembro - Ataque japonês à Pearl Harbour.
  • 8 de Dezembro - Habilitação do campo de extermínio Chelmno, ao lado de Lodz. Até abril de 1943, foram exterminados 360.000 judeus.
  • 11 de Dezembro - A Alemanha e a Itália declaram guerra aos Estados Unidos da América. O návio 'Struma' parte da Romênia à Terra de Israel com 769 passageiros (bateu em uma mina e afundou em 12/02/1942): todos os passageiros morreram.

1942

  • Janeiro - Criação da "Organização Anti-Fascista" no gueto de Kovno.
  • 20 de Janeiro - Conferência em Wenesse: traçado plano para o extermínio dos 11.000.000 de judeus na Europa.
  • 21 de Janeiro - Criação da "Organização Unificada de Guerrilheiros" (PPO), no gueto de Vilna.
  • Fevereiro - Tuvia Bielsky cria a primeira base de guerrilheiros nos bosques de Nailibocki, na Rüssia Branca ocidental.
  • Março - Fundação da organização de ajuda mútua dos judeus da Bélgica: "Comité de Défense Juive".
  • 1o de Março - Início do extermínio nos crematórios de Sobibor. Até outubro de 1943 foram exterminados ali 250.000 judeus.
  • 17 de Março - Início do extermínio nos crematórios de Belzec. Até o final de 1942 foram exterminados lá 600.000 judeus.
  • 26 de Março - Deportação de 60.000 judeus da Eslováquia: uma parte a Auschwitz e outra a Maidanek.
  • Abril - Criação do "Bloco Anti-Fascista" no gueto de Varsóvia.
  • 1o de Junho - Inauguração do campo de extermínio de Treblinka. Até agosto de 1943 foram exterminados nesse campo 700.000 judeus. Implantação do símbolo distintivo aos judeus da Holanda e França.
  • 28 de Junho - Os exércitos da Alemanha e Itália chagam a El Alamein. Perigo de ataque à zona do Suez.
  • Julho - Gizi Fleischman organiza na Eslováquia o agrupamento clandestino "Ajuda aos Judeus - Grupo de Trabalho". Criação do Estado Maior dos guerrilheiros judeus na cidade de Lyon, França.
  • 28 de Julho - Criação da "Organização Combatente Judaica" (ZOB), no gueto de Varsóvia.
  • 22 de Julho - Início da grande "Ação" no gueto de Varsóvia. Até 13 de setembro foram deportados 300.000 judeus a Treblinka.
  • 9 de Agosto - Resistência armada contra a liquidação do gueto de Mir, no oeste da Rússia Branca.
  • 10 a 29 de Agosto - "Ação" no gueto de Lwow. 40.000 judeus deportados aos campos de extermínio. Resistência armada durante a liquidação do gueto de Neisweiss, na Rússia Branca ocidental.
  • 12 de Agosto - Conferências entre Churchill e Stalin em Moscou.
  • 03 de Setembro - Resistência armada durante a liquidação do gueto de Lakhwa, no oeste da Rússia Branca.
  • 23 de Setembro - Resistência armada durante a liquidação do gueto de Tuczin, na Ucrânia Ocidental. O grupo armado de Moshé Goldman sai do gueto de Korcz, na Ucrânia ocidental, e empreende operações de guerrilha na região.
  • 02 de Novembro - Vitória do exército britânico contra os alemães e italianos na batalha de El Almein.
  • 19 de Novembro - Grande ofensiva do Exército Vermelho na região de Stalingrado.
  • 17 de Dezembro - Declaração das nações aliadas: os exterminadores do Povo Judeu serão castigados.
  • 22 de Dezembro - Operações armadas da "Organização Combatente Judaica" nas ruas de Cracóvia. Ataque a oficiais do exército alemão.

1943

  • 18 a 21 de Janeiro - Primeira resitência armada no gueto de Varsóvia. Luta nas ruas, sob o comando de Mordechai Anielevich.
  • 5 a 12 de Fevereiro - "Ação" no gueto de Bialystok. Mil judeus mortos; 10.000 enviados a Treblinka.
  • 19 de Abril a 16 de Maio - Liquidação do gueto de Varsóvia.
  • 19 de Abril - Conferência de Bermudas: os delegados dos Estados Unidos e Grã-Bretanha discutem quais métodos aplicar para salvar as vítimas do nazismo, mas sem resultados; Detona o Levante do gueto de Varsóvia.
  • 20 de Abril - Partida do primeiro grupo de guerrilheiros do gueto de Vilna, em direção aos bosques.
  • Junho - Ordem de Himmler para a liquidação final dos guetos na Polônia e nos territórios da União Soviética.
  • 25 de Junho - Resistência armada da "Organização Combatente Judaica", no gueto de Czenstochow.
  • 24 de Julho - Revolução na Itália: Badoglio depõe Mussolini.
  • 02 de Agosto - Levante em Treblinka.
  • 16 de Agosto - Levante do gueto de Byalistok. Rebelião no acampamento de trabalho de Krichov, no distrito de Lublin.
  • 20 de Setembro - Ocupação alemã de Roma. O exército alemão domina a maior parte do território italiano.
  • 10 de Outubro - Lançamento dos primeiros paraquedistas da Terra de Israel sobre o solo da Romênia.
  • 02 de Outubro - Ordem de expulsar os judeus da Dinamarca: graças à atividade de socorro do movimento de resistência dinamarquês, 9.000 judeus conseguiram fugir para a Suécia. Só 475 judeus caíram nas mãos dos alemães.
  • 28 de Novembro - Conferência de Teerã (encontro de Roosevelt, Stalin e Churchill).

1943-45

  • Janeiro - A resistência subterrânea judaica em Budapeste habilita uma empresa a imprimir documentos falsificados com fins de socorro: até o fim desse ano, foram providenciados documentos a mais de 10.000 pessoas.
  • 17 de Janeiro - Evacuação de Auschwitz. Começo da marcha da morte dos prisioneiros de Auschwitz.
  • 14 de Março - Partida de um grupo de paraquedistas da Terra de Israel à Iugoslovia, Hungria e Romênia.
  • 19 de Março - Penetração do exército alemão à Hungria.
  • 15 de Maio - Começo da deportação dos judeus da Hungria a Auschwitz. Até 27 de junho foram enviados a esse lugar 380.000 pessoas.
  • 06 de Junho - Invasão dos aliados à Normandia.
  • 20 de Julho - Tentativa infrutífera de um grupo de oficiais militares alemães, contra a vida de Hitler.
  • 07 de Outubro - Revolta do Sonderkommando de Auschwitz.
  • 31 de Outubro - Envio de 14.000 judeus da Eslováquia a Auschwitz.
  • 1o de Novembro - Partida da Brigada Judaica à frente da Itália
  • 04 a 11 de Fevereiro de 1945 - Conferência de Yalta.
  • 30 de Abril - Suicídio de Hitler
  • 08 de Maio - Rendição da Alemanha: fim do terceiro Reich.
  • 19 de Abril a 16 de Maio - Liquidação do gueto de Varsóvia.

Holocausto

Introdução

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Sob a doutrina racista do III Reich, cerca de 7,5 milhões de pessoas perderam a dignidade e a vida em campos de concentração, especialmente preparados para matar em escala industrial. Para os nazistas, aqueles que não possuíam sangue ariano não deveriam ser tratados como seres humanos.

A política anti-semita do nazismo visou especialmente os Judeus, mas não poupou também ciganos, negros, homossexuais, comunistas e doentes mentais. Estima-se que entre 5,1 milhões e 6 milhões de Judeus tenham sido mortos durante a Segunda Guerra, o que representava na época cerca de 60% da população judaica da Europa. Foram assassinados ainda entre 220 mil e 500 mil ciganos. O Tribunal de Nuremberg estimou em aproximadamente 275 mil os alemães considerados doentes incuráveis que foram executados, mas há estudos que indicam um número menor, cerca de 170 mil. Não há dados confiáveis a respeito do número de homossexuais, negros e comunistas mortos pelo regime nazista.

A perseguição do III Reich começou logo após a ascensão de Hitler ao poder, no dia 30 de janeiro de 1933. Ele extinguiu partidos políticos, instalou o monopartidarismo e passou a agir duramente contra os opositores do regime, que eram levados a campos de concentração -- em março de 1933 já havia 25 mil presos no campo de Dachau, no sul da Alemanha. Livros de autores Judeus e comunistas -- entre eles Freud, Marx e Einstein -- foram queimados em praça pública. A intelectualidade, acuada, só assistia -- o Führer tinha o hábito de reprimir violentamente qualquer manifestação de protesto. Os condenados sofriam torturas, eram obrigados a fazer trabalhos forçados ou acabavam morrendo por fome ou doença. Eram também considerados inimigos do III Reich os comunistas -- embora Hitler tenha se associado à União Soviética para garantir a invasão da Polônia --, pacifistas e testemunhas de Jeová.

Um mês após Hitler ter assumido o poder foram baixadas leis anti-judaicas iniciando o boicote econômico. Após a expulsão dos Judeus poloneses da Alemanha, um jovem repatriado, Herschel Grynspan, assassinou em Paris o secretário da embaixada alemã, Ernst von Rath. Isso detonou entre os dias 9 e 11 de novembro de 1938 uma série de perseguições que ficaram conhecidas como a Noite dos Cristais. Centenas de sinagogas foram incendiadas, 20 mil Judeus foram levados a campos de concentração e 91 foram mortos, segundo informações de fontes alemãs. Cerca de 7 mil lojas foram destruídas e os Judeus ainda foram condenados a pagar uma multa de indenização de 1,5 bilhão de marcos.

Holocausto

Panorama Histórico

É conhecido pelo nome de Holocausto o período da 2a Guerra Mundial no qual foram exterminados milhões de judeus pelo simples fato de serem judeus.

Etmologia:

HOLOCAUSTO: palavra de origem grega, que significa sacríficio no qual a vítima é imolada.
SHOÁ: palavra hebraica que significa catástrofe.

Historicamente, o Holocausto tem seu início quando Hitler sobe ao poder em 1933, e finaliza-se junto com a Guerra, em 1945.

Geograficamente, o Holocausto atinge aos judeus de todo o mundo; diretamente nos países dominados pelos nazistas e indiretamente nos países onde não se faz presente o domínio nazista. Entre estes últimos, pode-se diferencias entre os que tinham governo filo-nazistas, como Argentina e Brasil, e aqueles que não.

Antecedentes:

Além do tradicional ódio aos judeus, aparecem no século XIX novas teorias racistas fundamentadas nas ciências sociais. O ódio aos judeus junto com as teorias racistas dão origem ao anti-semtismo, palavra esta utilizada pela primeira vez por Wilhelm Mar, em fins da década de 60 do século XIX.

Na Alemanha, além dessas teorias, existiam nessa época outras razões que se acrescentam a este processo, como por exemplo: a industrialização, que aumenta a população urbana em cidades que não estavam preparadas; a proletarização; as péssimas condições sociais em que se encontrava a população pobre (em função da industrialização, aqueles homens ricos que não conseguem acompanhar a nova ordem econômica, em pouco tempo, perdem suas fortunas).

Durante a república de Waimer, a propaganda anti-semita foi amplamente divulgada. Em 1920, o partido alemão nacionalista, de tendência anti-semita, obteve 66 lugares no Reichstang, e, em 1924, 96 cadeiras. Estes partidos tinham-se inspirado nas publicações que circulavam na Alemanha com teorias racistas denominadas "científicas". Somado a isto, a partir de 1929, com a crise econômica mundial, se faz necessário encontrar uma explicação para o que estava acontecendo: os nacionalistas, com suas teorias racistas, saem na frente.

Nas eleições de 1932, o partido nacional socialista consegue número suficiente de votos para integrar o governo, e o líder do partido, Adolf Hitler é nomeado chanceler. As idéias anti-semitas do partido tinham sido amplamente divulgadas. No dia 1o de Abril organiza-se um boicote contra todos os judeus. Nos primeiros anos do governo dos nacional-socialistas, promulgam-se uma série de leis que discriminavam os judeus.

No dia 15 de Setembro de 1935 são promulgadas as Leis de Nuremberg, segundo as quais os judeus passavam a ser cidadãos de segunda categoria. A partir deste momento, até 1938, há uma expulsão sistemática dos judeus da vida econômica e social da Alemanha.

Na noite de 9 de Novembro de 1938, sob a desculpa de ser uma represália que um jovem judeu fizera contra a Embaixada Alemã na Polônia, foram destruídas sinagogas e invadidos lares judaicos, gerando grande quantidade de vítimas.

A partir de 1939, após a invasão da Polônia, a repressão contra os judeus se torna cada vez maior. Primeiro, foram obrigados a usar uma estrela de David amarela, e, posteriormente, foram confiandos em guetos e obrigados a trabalhos forçados.

Em fins de 1941, começa o extermínio sistemático da população judaica nas câmaras de gás. Eram levados para os campos de extermínio de Auschwitz, Maidaneck e Treblinka.

O holocausto destruiu grande parte do judaísmo europeu. Não só pela quantidade de pessoas que morreram, mas também pela grande parte da cultura judaica que morreu com elas. As pessoas que conseguiram sobreviver, ficaram marcadas física e psicologicamente até os dias de hoje.

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Pêssach - Shoá

Um Seder Cancelado

De autoria de: Alain Bigio

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Na noite de 18 de Abril de 1943, jovens judeus do movimento juvenil Hashomer Hatzair se preparavam para comemorar o Seder quando um informante trouxe a notícia que a policia polonesa havia cercado o Gueto e que tropas nazistas estavam se agrupando. Em sua preleção antes da batalha Mordechai Anielewicz, 24 anos, comandante da ZOB (Zydowska Organicacja Bojowa – Organização de Combate Judaica) assegurava aos seus comandados “... meses de luta nos labirintos do Gueto, se conseguirmos armas o inimigo pagará com rios de sangue...”. Meses de luta? Rios de sangue nazista? Mordechai falava como se estivesse na véspera de uma batalha entre dois verdadeiros exércitos. Os jovens comandantes com suas pistolas se deliciavam com as imagens de poder revidar em espécie ao inimigo.

O Levante do Gueto de Varsóvia foi único em seu gênero na história da humanidade. Foi uma revolta fadada ao fracasso antes de começar tendo a rendição dos combatentes equivalente a uma condenação à morte. Era uma revolta que não contava com surpresa na qual o inimigo ditava as condições e os locais de combate, provocada por um grupo totalmente isolado. Cerca de 1500 combatentes judeus, sem nenhum treinamento, alguns organizados, na maioria desorganizados, com armas leves enfrentariam a fúria da maior e mais bem organizada máquina de guerra do Século XX, o exercito nazista da Alemanha. Os judeus levavam duas grandes vantagens: a vontade de lutar até a morte e, paradoxalmente, o labirinto do Gueto. A grande diferença, entretanto, entre milhares de batalhas entre inimigos fortes e fracos é que esta era a primeira vez em quase 2000 anos, desde Bar Kochba, que os judeus se revoltavam, pegavam em armas e se defendiam.

O Seder foi interrompido e o preparo para a batalha iniciado. No dia 19 de Abril, às 6 horas da manhã, o general Juergen Stroop esperava ouvir do Coronel Von Sammmern-Frankenegg o resultado de sua incursão no Gueto. O coronel encabeçando 850 homens da elite da SS com 16 oficiais marcharam dentro do Gueto em formação cerrada. Dois tanques acompanhavam as tropas e 2000 homens estavam de prontidão como reforços. Havia mais 7000 homens prontos para intervir caso a revolta se espalhasse por Varsóvia.

Zivia Lubetkin observava a entrada de “centenas” de alemães pelo portão da rua Nalewki. Os combatentes deixaram os nazistas penetrarem o suficiente dentro do Gueto e a armadilha se fechou. Granadas, coquetéis molotov e tiros no meio das tropas nazistas deixaram dezenas de mortos e feridos no chão. Os nazistas corriam para todos os lados em fuga abandonando seus colegas feridos e gritando apavorados “os judeus estão armados... há mulheres atirando...”.

Neste primeiro dia de Pêssach, um bando de judeus acuados, desesperados, condenados à morte apenas por terem nascido judeus, havia decidido resistir e conseguiu esvaziar o Gueto de forças inimigas sem sofrer uma única baixa. O dia seguinte seria diferente, mas, neste primeiro dia foi erguida uma bandeira sionista, azul e branca com a estrela de David, sobre um território reduzido de cerca de 100 ruas de Varsóvia. Era o primeiro território independente e soberano judeu desde a destruição do Segundo Templo. Foi o primeiro tiro dado na Guerra de Independência do Estado de Israel que declararia sua independência cinco anos mais tarde.

Pêssach, a festa da liberdade que comemoramos todo ano como se nossa geração tivesse saído do Egito, também deve ser comemorada como se cada um de nós tivesse dado um tiro em Varsóvia.

Yizkor