quinta-feira, junho 22, 2017

El sentido de la vida

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domingo, maio 28, 2017

A Festa de Shavuot


A Festa de Shavuot


·       A próxima Terça-feira 30.5.2017, de noite, comemoraremos a festa de Shavuot, com relação à qual há um fator interessante: diferentemente das demais festas bíblicas, cujas datas exatas são especificadas na Toráh, a festa de Shavuot é lembrada no texto bíblico sem ser relacionada a uma data específica, sendo a sua marcação dependente da Sefirat Haomer (Contagem do Ômer). Do dia seguinte ao primeiro dia de Pêssach (16 de Nissan), no qual se trazia a oferenda do Ômer ao Templo de Jerusalém (Bêt Hamikdash), conta-se 49 dias e, no quinquagésimo dia, comemora-se Shavuot. Atualmente, quando consagramos os meses de acordo com um calendário calculado de forma exata, Shavuot cai todos os anos no dia 6 do mês de Sivan. 
·       Esse conceito de que Shavuot depende cronologicamente da festa de Pêssach nos remete à ideia de que somente por meio de Pêssach e sua essência poderemos chegar ao patamar da essência de Shavuot. Na festa de Pêssach revelou-se ao mundo a mais pura fé em D'us. Revelou-se a todos que o mundo possui um Líder. Mas, para promover a evolução do mundo por meio desta revelação maravilhosa, nós, o povo de Israel, precisamos receber a Toráh, na qual constam todas as leis e as orientações sobre como nos comportarmos – o que fazer e o que não fazer – para atingirmos o Tikun Olam (conserto do mundo) de maneira plena. 
·       Em algumas passagens da Toráh e dos livros dos Profetas, a relação entre o povo de Israel e D'us é comparada ao relacionamento entre o noivo e a noiva. Nesta metáfora, a saída do Egito representa o "erussin" (noivado) entre Israel e o Bore Olam (O Criador do Mundo), quando D'us elegeu os israelitas entre os povos para um relacionamento e uma missão especial. Em Shavuot, por sua vez, ocorreu a "chatuná" (casamento) entre ambos, já que é por meio da Toráh, entregue nesta data, que podemos viver a aproximação e a união ao Criador. 
·       Por outro lado, depois que saíram do Egito, os israelitas não puderam receber a Torá, pelo fato de terem descido a um nível espiritual degradante – o do 49º mais baixo degrau de impureza –, após o longo exílio sob jugo idólatra. Este patamar era terrível, pois, de acordo com os livros místicos, ao se atingir o 50º mais baixo degrau de impureza espiritual, não há mais possibilidade de conserto. E explica Rabi Shimon Bar Yochai, no livro do Zôhar, que, da mesma maneira que uma mulher que se encontra no período menstrual precisa contar sete dias no seu processo de purificação, Israel precisou contar sete semanas para se purificar em seu relacionamento com o Todo-Poderoso, louvado seja.

Outros nomes para Shavuot


·       A preparação e a purificação para a festa da entrega da Toráh (Shavuot) representa um fator tão significativo em termos da essência da festa que a Toráh decidiu chamá-la justamente de Shavuot (""semanas"") – o principal nome deste chag, que remete ao processo de preparação. Embora a Toráh a tenha chamado por outros nomes: Chag Hakatzir (festa da ceifa), Yom Habicurim (dia das primícias) e Atzeret (parada), o seu nome principal, como dissemos, é mesmo Shavuot. 
·       Além da Toráh Escrita, entregue no dia da festa de Shavuot, outro presente nos foi dado neste dia: a Toráh Oral (Toráh Shebeal Pe ou Mishná). Às vésperas do grande dia, D'us ordenou que Moisés anunciasse ao povo de Israel que deveria se preparar e se santificar por dois dias antes da entrega da Toráh, que ocorreria numa sexta-feira. Moisés, porém, decidiu por conta própria acrescentar um dia à preparação, e ordenou que os israelitas se aprontassem em três dias. De fato, o Criador concordou com a decisão de Moisés e a entrega da Toráh foi postergada e anunciada para um dia após a previsão inicial, ou seja, num Shabat. Eis, portanto, uma demonstração da importância e da força da Toráh Oral (representada neste caso pela intervenção de Moisés às orientações divinas), pois até mesmo a entrega da Torá foi adiada por um dia pela iniciativa de um representante da Toráh Oral (de Moisés, o primeiro dos Sábios). 
·       A festa de Shavuot é também chamada de “festa da ceifa”. A explicação para este nome está relacionada às estações do ano, pois a festa de Pêssach acontece sempre na primavera, quando as plantações começam a crescer; a festa de Shavuot ocorre sempre no fim do período da ceifa; já a festa de Sucot cai na época da colheita de grãos e frutas. Do ponto de vista místico, é possível verificar que este processo que ocorre no mundo natural ocorre também nos mundos espirituais superiores. 
·       A festa de Pêssach ocorre num período de começo e recomeço agrícola anual, no qual as plantações iniciam seu processo de crescimento. Por isso saímos do Egito nesta época do ano e nos tornamos um povo – o início da nação israelita. Na festa de Sucot, época da colheita dos grãos e frutas, ocorre a finalização do trabalho árduo no campo. Por isso saímos de nossas casas para morar por uma semana na Sucá, demonstrando o nosso entendimento de que vivemos nesse mundo sob a proteção e a supervisão diária do Todo-Poderoso – uma constatação que denota lapidação espiritual pós um árduo trabalho de auto-conscientização. Na festa de Shavuot, por sua vez, quando acontece o auge do desenvolvimento das plantações e se inicia a ceifa, ocorreu também o auge do desenvolvimento do potencial espiritual dos filhos de Israel e, por isso, foi nesta data que recebemos a nossa sagrada Toráh.

terça-feira, maio 23, 2017

Iom Ierushalaim: 50 anos de sua reunificação



Iom Ierushalaim 

7 de Junho de 1967 – 28 de Iyar de 5727

24 de Maio de 2017 – 28 de Iyar de 5777
Às 10:20 do dia 07 de Junho de 1967, o terceiro dia da Guerra dos Seis Dias, Raphael Amir, dos Serviços de Radiodifusão de Israel, anunciou: "Neste momento, estamos passando pela Portão dos Leões, num jipe com a liderança do Exército de Israel. Estou agora sob a sombra do portão. Agora estamos novamente sob o sol, na rua. Do lado de dentro da cidade velha." Ao fundo, podiam ser ouvidas vozes e tiros de soldados: "Para o muro, para o muro!".
Dois dias antes disto, a noção de que os israelenses estariam tocando as pedras do Muro das Lamentações (Ocidental) não havia nem sido sonhada. No primeiro dia da guerra, o governo israelense se encontrou no porão do Knesset. Sobre o barulho dos Jordanianos bombardeando Jerusalém, Levi Eshkol, o primeiro-ministro, abriu a reunião, explicando, "eu entendo que você ouviu uma revisão da situação de batalha e assumo que esta noite teremos que discutir a continuação em relação à Jordânia, se eles continuarem seus ataques. Tudo depende de que assuntos nos ocuparão, particularmente o Sinai."
Embora depois, naquela mesma noite, ficasse claro que a campanha do Sinai tinha sido bem sucedida, Jerusalém e outras vizinhanças ao longo da fronteira com a Jordânia ainda estavam sujeitas à matança por parte das bombas jordânianas e seus soldados. Foi decidido que os pára-quedistas de Motta Gur invadiriam Jerusalém Oriental para unirem-se com a unidade israelense no Monte Scopus, que estava sob ataque dos jordanianos.
Não foi até aquela noite, às 20:30, que a noção de entrar na Cidade Velha entrou nos planos de batalha. Em uma reunião na Escola de Moças Evelina Rothschild, que serviu como sede da brigada de pára-quedistas Motta Gur, o chefe de regimento dos pára-quedistas, explicou seu plano. Este ia mais adiante que a abertura de uma rota para a Cidade Velha, pois isto incluia a própria Cidade Velha. Com respeito a esta revelação, a sala silenciou, esperando a reação do comandante oficial do Comando Central, Uzi Narkiss. Depois de uma pausa curta Narkiss declarou, "O plano está autorizado. Tome estes objetivos e vejamos como as coisas se desenvolvem. E você, Motta, mantenha-se pensando na Cidade Velha todo o tempo". O cenário estava montado.
As batalhas em Jerusalém Oriental continuaram durante uma noite e um dia. Na quarta-feira pela manhã, 7 de junho, os pára-quedistas invadiram a Cidade Velha pela Portão dos Leões e imediatamente avançaram ao Monte de Templo. Em seu sistema de comunicações, Motta Gur fez o anúncio histórico, "O Monte de Templo está em nossas mãos." Os pára-quedistas juntaram-se no planalto do Monte de Templo, e então começaram a apressar-se para o Muro Ocidental.
Som o som de um shofar, e soldados cantando "Ierushalaim Shel Zahav", Motta Gur descreveu a cena para os ouvintes do rádio por todo o país: "É difícil expressar em palavras o que estamos sentindo. Vimos a Cidade Velha a nossa direita quando estávamos na crista da Augusta Victória. Nós apreciamos a vista e agora estamos roucos de tanto gritar, além da excitação de entrar à frente desta escolta ... continuamos de motocicleta, passamos pelo acampamento jordaniano e éramos os primeiros a chegar ao Monte de Templo, com grande excitação. Moishele que tem sido por muitos anos meu chefe, levou alguns homens e correu para içar a bandeira sobre o Muro Ocidental. Agora a Cidade Velha inteira está em nossas mãos e nós estamos muito contentes!".
Às 2 horas da tarde, o Major General Uzi Narkiss voltou ao Muro com o chefe-de-pessoal, Yitzhak Rabin Geral e o Ministro de Defesa, Moshé Dayan. Em seu diário, Narkiss detalhou a ocasião. "Nós chegamos ao Muro Ocidental. A multidão é agora maior do que esta manhã. Soldados animados clareiam o lugar para o Ministro de Defesa e sua companhia e todo fomos ao Muro. Dayan tira um pedaço de papel de seu bolso e empurra-o em um espaço entre duas pedras. Koby Sharett lhe pergunta o que estava escrito, e Dayan responde: «Que haja paz em Israel»."
Minutos depois, Moshé Dayan leu em voz alta a seguinte declaração: "Nós voltamos ao nosso lugar mais santo, e nunca novamente vamos deixá-lo. Para seus vizinhos árabes, o Estado de Israel estende suas mãos em paz, e assegura a todas as outras religiões que manterá liberdade completa e honrará a todos seus direitos religiosos, mas sempre garantirá a unidade da cidade e para nela viver com os outros, em harmonia. "
Apesar de todos os dignitários, oficiais do exército, políticos e rabinos que tinham visitado o Muro, havia uma ausência notável. O Presidente de Israel, Zalman Shazar, não havia ainda visto o Muro. São descritos os arranjos para a visita do Presidente no livro Jerusalém é Uma, de Uzi Narkiss. Quando Narkiss soube que o Presidente quis visitar o Muro, tentou o persuadir de que a situação permanecia ainda muito perigosa. O Presidente persistiu, mostrnado que sua opinião não devia ser discutida: "Jovem rapaz! Preste atenção! O Presidente de Israel tem que ir para o Muro! Eu não estou falando sobre Zalman Shazar. Ele já é um homem velho; o que ele poderia fazer em sua vida, já o fez. Não é importante se ele vive ou morre. Mas o Presidente do Estado de Israel tem que ir para o Muro. Está em suas mãos! Eu lhe peço que considere que arranjos de segurança podem ser constituídos para o Presidente de Israel e então pode ser dada sua estimativa do risco envolvido. Se for muito sério, não irei, 'para que não se alegrem os filhos dos Filisteus'. Mas se o risco não for muito grande, o Presidente irá ao Muro. " O Presidente do Estado de Israel imediatamente partiu para o Muro.
No dia de hoje, os Judeus uma vez mais rezarão no Muro Ocidental e entraram livremente na Cidade Velha. No dia 7 de Junho de 1967, as linhas divisórias de Jerusalém foram redesenhadas. Jerusalém estava, mais uma vez, reunificada. Os judeus retornaram a sua cidade, a seu lar, ao cdentro de espiritualidade do Povo Judeu. Como está escrito em nossas fontes:
“IM ISHCACHEH IERUSHALAIM, TISHCACH IEMINI”
«Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza. Apegue-se-me a língua ao céu da boca, se não me lembrar de ti, se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria. »  Salmos 137:5-6
Hoje lembramos 50 anos de sua reunificação, do retorno dos judeus a seu lar. Quando Ierushalaim se reunifico, nesse instante o Povo Judeu posso dizer agora a independência de Israel é completa.

quinta-feira, abril 06, 2017

Búsqueda del "Jamets"



Búsqueda del "Jamets"

1. Al comenzar la noche del catorce de Nisán se debe inspeccionar las casas para que no haya "jamets" (alimentos fermentados o levaduras). Esta búsqueda debe ser realizada utilizando la luz de una vela y de forma escrupulosa, revisando en todos los lugares de la casa en donde haya sospechas que pudo haber entrado "jamets" durante el año. (Shuljan Aruj y Mishná Berura 431,1).

2. La obligación de buscar "jamets" se debe a que en Pesaj no solo tenemos prohibido comer y tener provecho del "jamets", sino que también se encuentre en nuestro dominio (ej. dentro de nuestras propiedades). De acuerdo a la Torá, para poder “liberarse del jamets" es suficiente que la persona lo "anule", es decir que lo considere como algo que es de dominio público y del cual la persona no tiene ninguna posesión ("hefker"), o que lo busque y después lo queme o destruya. Sin embargo, nuestros sabios establecieron que es necesario hacer ambas cosas, es decir primero buscarlo y destruirlo, y posteriormente anular el "jamets" que todavía pueda encontrarse y que quizás no se vio. Esto, porque los sabios temieron que si la persona solo buscase el "jamets" y después quemase lo que encontrara, es posible que no vea algo y que quede "jamets" en su dominio. Así también, sospecharon que, si la persona solo anulase el "jamets" sin destruirlo físicamente, por cuanto que la anulación depende de la intención de la persona, temieron que en caso que la persona tenga "jamets" que vale mucho dinero, solo diga que lo anula, pero en su corazón no se libere de él y de esta forma no se considera que el "jamets" salió de su propiedad, además por costumbre es posible que la persona sin darse cuenta pueda inclusive llegar a comerlo en Pesaj (Ídem).

3. La obligación de buscar el "jamets" no solo fue dicha en los lugares adonde se acostumbra a ingresar "jamets" de forma constante, sino también en aquellos lugares en donde a veces puede ingresar jamets (Shuljan Aruj y Mishná Berura 431,1).

4. La razón por la cual la búsqueda del "jamets" es hecha específicamente en la noche, es porque la luz de la vela ilumina lo suficientemente bien como para buscar en todos los rincones y repisas de la casa (y con la luz del día no se ve tan bien como con la luz de la vela), y además porque es un tiempo en que todas las personas se encuentran en casa (Mishná Berura ahí).

5. Antes de buscar el "jamets" se bendice "baruj ata….al biur jamets" (por la quema o destrucción del "jamets"), a pesar que el "jamets" no es quemado sino hasta el próximo día. Esto se debe a que la inspección del "jamets" que se hace se realiza con el propósito de destruirlo después, por lo tanto, se considera que la mitsvá de "biur jamets" comienza con su búsqueda, y por lo tanto se puede bendecir utilizando esta terminación. Si se olvidó y no bendijo antes de comenzar la búsqueda del jamets, puede bendecir todo el tiempo que está ocupado cumpliendo la mitsvá de buscar el "jamets" (Shuljan Aruj y Mishná Berura 432,1).

6. Está prohibido hablar entre la bendición y el comienzo de la inspección del "jamets", y si habló cosas que no tienen relación con la búsqueda del "jamets" se debe bendecir nuevamente. Es apropiado que la persona evite hablar sobre cosas que no tienen relación con la búsqueda del "jamets" durante todo el tiempo de la inspección. Sin embargo, sí habló una vez que comenzó la búsqueda no tiene que bendecir nuevamente, ya que no hubo una interrupción entre la bendición y el comienzo de la búsqueda. A pesar de lo anterior, con respecto a cosas que tienen relación con la búsqueda del jamets, se puede hablar de ellas durante toda la inspección, como por ejemplo preguntar "limpiaron o revisaron acá" o "movieron este mueble" (Ídem).

7. La persona que tiene que revisar más de una casa o que tiene que revisar también su negocio, bodega o auto, solo bendice una vez por todos los lugares que tiene que revisar, ya que todas sus propiedades se consideran parte de una sola mitsvá, y el viaje de un lugar a otro no se considera una interrupción (Shuljan Aruj Y Mishná Berura 432). 
8. Aquel que no quiere o no puede revisar toda su casa por sí mismo, puede juntar a otras personas para que lo ayuden en el momento de la bendición y después de que escucharon la bendición, cada uno puede buscar en distintas piezas. Sin embargo, no puede apoyarse en la ayuda de empleados/a gentiles (Mishná Berura ahí).

9. Según el pie de la ley, la persona que buscó el "jamets" y no encontró nada, no se considera que la bendición que hizo fue innecesaria ("beraja levatala") por dos razones: 1) por cuanto que la bendición fue establecida sobre la mitsvá misma de buscar el "jamets", independiente de si después encuentra o no,  2) por cuanto que la beraja "al biur jamets" (por la quema o destrucción del "jamets") fue instituida por sobre los alimentos fermentados que se quemarán al día siguiente (Shuljan Aruj y Mishná Berura 432,2).

10. Sin embargo hay quienes acostumbran a dejar diez pedacitos de pan para que los encuentre aquel que busca, pero para hacerlo hay que cuidarse de tres cosas: 1) Que sean pedazos duros que no desmigajan y es recomendable envolverlos, 2) Dejarlos en lugares donde los niños pequeños no tengan acceso, 3) No olvidar donde los escondió, por lo que es recomendable escribir en donde se pusieron (Ídem).

11. No es necesario revisar lugares muy altos o muy bajos donde nunca se puso en ellos "jamets". Solo deben revisarse aquellos lugares que tuvieron contacto con jamets, inclusive, aunque haya sido solo una vez. Sin embargo, cuando hay niños pequeños en casa, todos los lugares bajos deben ser revisados (Shuljan Aruj y Mishná Berura 433, 4).

12. Es necesario limpiar bien todas las piezas antes de comenzar la búsqueda del "jamets", ya que las personas no deberían confiar solamente en la inspección del "jamets" para cumplir con la mitsvá. Por otro lado, tampoco puede apoyarse solamente en la limpieza de los días previos y no buscar en la noche previa a Pesaj. Es por esto que si incluso la persona limpió y se preocupó que no entrase "jamets" en las piezas de la casa, de todas formas, hay que buscar el "jamets" en la noche anterior a Pesaj (Shuljan Aruj y Mishná Berura 433, 11).

13. La obligación de buscar el "jamets" en la noche anterior a Pesaj no solo recae sobre las casas particulares sino también sobre los batei knesiot y batei midrashot. Esto porque muchas veces los niños entran con "jamets" y la limpieza que se realiza el día anterior no es suficiente y no los exime. Por lo tanto, los "gabaim" deben ir a los batei knesiot y hacer "bedikat jamets" en la noche anterior a Pesaj con la luz de la vela (Shuljan Aruj y Mishná Berura 433, 10).

14. A pesar de la revisión que se debe efectuarlos "gabaim" no pueden anular el "jamets" que hay en los batei knesiot por cuanto que no es de ellos. (Mishná Berura ahí).

15. En la noche anterior a Pesaj, después que la búsqueda del "jamets" fue realizada, es necesario "anular" el "jamets". Esto quiere decir que la persona debe considerar el potencial "jamets" que haya quedado en su propiedad y que no pudo encontrar en la búsqueda como algo que ya no está en su dominio y que no tiene ninguna posesión de él ("hefker"). Sin embargo, el "jamets" que la persona dejó para comer al otro día o para quemar, no debe ser anulado.
El texto que debe ser recitado se encuentra en los sidurim y es muy importante que la persona entienda lo que dice, por lo tanto, el texto también puede ser dicho en el idioma de la persona (ej. español). La persona debe al menos entender el contenido principal de la declaración, que es que está anulando el "jamets" en su posesión (Shuljan Aruj y Mishná Berura 434,2).

16. Es apropiado "anular" nuevamente el "jamets" durante el día, inmediatamente después de quemar los restos de productos fermentados y los diez pedazos de pan que se dejaron de la noche anterior. Es importante señalar que el "jamets" en la víspera de Pesaj solo puede ser consumido hasta la cuarta hora del día y debe ser quemado y anulado antes de la sexta hora (las horas según la Torá no son de sesenta minutos como estamos acostumbrados, sino que se calcula el tiempo desde que amanece hasta que oscurece. Este periodo de tiempo es dividido a su vez en doce fracciones, y cada fracción es considerada una hora. De esta forma, en el invierno las horas son más cortas y en el verano las horas son más largas, es por esto que cada persona debe revisar estos horarios en los calendarios de su comunidad) (Ídem). 

17. La persona que encuentra "jamets" en Pesaj debe actuar de la siguiente manera: si encontró el "jamets" en "Jol Hamoed" (los días intermedios de la fiesta) debe sacarlo inmediatamente de su dominio y quemarlo. Ahora, si lo encontró en "Yom Tov", no puede quemarlo ya que es considerada una quema que no tiene un beneficio directo para el "Yom Tov". Por otro parte, tampoco puede sacarlo de su dominio por cuanto es considerado "mukse" y está prohibido moverlo. Por lo tanto, debe cubrirlo con un utensilio para acordarse que está prohibido de comer y una vez que termine el "Yom Tov" debe salir para quemarlo.  (Shuljan Aruj y Mishná Berura 446,1).
  
18. En caso que haya un gentil en su casa puede pedirle a él que destruya el "jamets", sin embargo, la costumbre no es actuar de esta forma sino solo cubrirlo hasta que termine el Yom Tov y luego quemarlo, como fue explicado en la ley anterior.  (Mishná Berura ahí)