domingo, agosto 05, 2012

O Calendário Judeu

“E será que de mês em mês” (Isaías 66:23)

O mês de Av

rachel

O mês de Av é o décimo primeiro mês do calendário judaico na contagem a partir da Criação do mundo, e o quinto na contagem a partir da saída do Egito.

O nome “Av” não é mencionado na Bíblia; seu nome em assírio era “A-bu”, e há quem sugira ser esta uma redução do nome “Abu Sareni”, que significa “o mês das colheitas”.

No calendário do agricultor hebreu, encontrado nas escavações de Guezer, o mês é denominado “a lua [o mês] do verão” (colheita das frutas do verão).

O mês de Av era um dos seis meses nos quais partiam enviados do Beit Din (tribunal religioso) de Jerusalém para avisar aos judeus da Diáspora qual fora o dia estipulado pelo Sanhedrin como início do mês (Rosh Chodesh), para que pudessem cumprir na data certa o jejum de 9 de Av.

No passado remoto, o mês de Av era considerado um bom mês, por ser a época da colheita da uva e das primícias das frutas do verão. Com o passar dos tempos, porém, ocorreram neste mês muitas desgraças e infortúnios, e ele tornou-se um mês de luto e tristeza, conforme definiram nossos sábios: “Quando começa o mês de Av, diminui a alegria”. Por isso, acrescentaram a seu nome o adjetivo “consolador” (Menachem Av): que possamos alcançar o consolo e a redenção, e que nosso sofrimento se transforme em júbilo. Trata-se ainda de uma alusão ao nome do Messias, que é Menachem, e que, segundo a tradição, nasceu no dia em que o Templo foi destruído (9 de Av).

Durante os nove primeiros dias de Av não comemos carne, não bebemos vinho nem realizamos nenhum festejo, inclusive casamentos. Há muita gente que já adota esses costumes de luto a partir de 17 de Tamuz. Os dias entre 17 de Tamuz e 9 de Av são chamados “os dias de angústia” ou “as três semanas”.

O sábado que antecede o dia 9 de Av é chamado “o sábado da calamidade”, lembrando as desgraças que sofreu o Povo de Israel neste mês; e o sábado posterior a 9 de Av é conhecido como “o sábado do consolo”, por causa da Haftará que é lida neste dia, e que começa com as palavras: “Consolai, consolai o Meu povo” (Isaías 40:1). A partir daí contam-se “sete sábados de consolação”.

A única festa que o Povo de Israel celebrava no passado remoto no mês de Av era o dia 15 de Av, quando as jovens da Judéia vinham dançar nos vinhais; os rapazes solteiros vinham, então, escolher uma noiva entre elas. Assim diz Rabi Shimon ben Gamliel: “Não havia dias melhores em Israel do que o 15 de Av e o Yom Hakipurim, quando as jovens de Jerusalém saem com vestes brancas emprestadas, para não envergonhar aquelas que não possuem uma” (Tratado Taanit IV 5). O costume de vestir roupas emprestadas tinha por objetivo anular as diferenças de classe social ou econômica.

Foi em 15 de Av que Oséias filho de Elá retirou os sentinelas que Jeroboão filho de Nebate havia colocado nos caminhos, a fim de impedir que os habitantes do Reino de Israel fizessem peregrinação a Jerusalém. Tais sentinelas tinham sido colocados por Jeroboão, Rei de Israel, por recear que o outro reino – o de Judá –aproveitasse a presença dos peregrinos, tornando-se mais poderoso do que Israel. Os sentinelas, portanto, impediam à força que o povo fosse ao Templo em Jerusalém; ao mesmo tempo, Jeroboão tentou criar substitutos do Templo, e colocou duas imagens de bezerro, uma em Dan e outra em Beit-El. Dessa maneira a divisão em dois reinos tornou-se um fato consumado, o que causou a disseminação da idolatria. O último dos Reis de Israel, Oséias filho de Elá, retirou os sentinelas no dia 15 de Av, deixando livre para os peregrinos o caminho a Jerusalém, trazendo a reconciliação entre as duas partes do povo.

O signo do mês

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O signo de Menachem Av é Leão, o rei dos animais.

quarta-feira, julho 25, 2012

A personalidade do mês

Aarão HaCohen, o sacerdote, que faleceu em 1 de Av

Cohen

Aarão foi o primogênito de Amram filho de Kehat e de Iocheved, da tribo de Levi, e irmão de Moisés e Miriam. Foi o principal ajudante de Moisés durante a saída dos hebreus do Egito e na liderança do povo em suas andanças no deserto. Desde o início da missão de Moisés, foi seu porta-voz diante do povo. Aarão e seus filhos foram escolhidos por D’us para serem sacerdotes, servindo no Mishkán – Santuário. Aarão foi o primeiro Sumo Sacerdote, e todos os sacerdotes que serviram no Templo depois dele são denominados Filhos de Aarão. Por ocasião da rebelião de Coré e sua congregação, foi a vara de Aarão que deu brotos, dentre todas as varas das tribos de Israel, num sinal de que Aarão e sua descendência tinham sido os escolhidos como sacerdotes para todo o sempre.

De seus quatro filhos: Nadab, Abiu, Elazar e Itamar, os dois primeiros (Nadab e Abiu) morreram ainda em vida do pai, ao acenderem um fogo estranho diante do Eterno. Aarão é considerado pela tradição rabínica como a personificação da piedade e do espírito da paz: "Ama a paz e procura a paz, ama as criaturas e aproxima-as da Toráh” (Avot I 12)

Seu maior pecado foi condescender com a exigência do povo, permitindo que fosse feito o bezerro de ouro, pois o povo estava impaciente com a demora de Moisés em descer do Monte Sinai. Quando Aarão e Moisés, no deserto de Tsin, receberam a ordem de falar com a rocha para que dela brotasse água, e eles, ao invés, golpearam a rocha com o cajado, Aarão recebeu também o castigo de não entrar na Terra de Canaan.

Aarão morreu no Monte Hor, na fronteira de Edom, no quadragésimo ano da saída do Egito, com a idade de 123 anos (Livro Numeros – Bamidbar 33: 38 –39). Depois de sua morte, seu filho Elazar foi nomeado Sumo Sacerdote – Cohen Gadol.

A história do Shabat

Rabino Chaim HaLevi Soloveichik, que faleceu em 21 de Menachem-Av de 5678 (1918) na cidade de Brest-Litovsk, na Lituânia
Rabi Chaim Soloveitchik

A casa do Rabino Chaim HaLevi Soloveichik, rabino de Brest-Litovsk, estava sempre aberta aos pobres e amargurados. Quem quer que estivesse sofrendo, ou enfrentando uma situação difícil, podia vir ao rabino e contar-lhe suas mágoas. Rabi Chaim consolava os aflitos e os reconfortava, dava-lhes conselhos e até mesmo ajuda financeira.

Uma vez, entrou em sua casa uma jovem, que lhe disse num cochicho que tinha um segredo para contar. Rabi Chaim pediu que todos os presentes saíssem da sala; assim que todos saíram, a jovem rompeu em pranto. Contou-lhe que tinha-se deixado seduzir por um homem desonesto, e que estava grávida e não sabia o que fazer.

Rabi Chaim contemplou aquela jovem filha de Israel, tão desesperada, falou-lhe com carinho e acalmou-a. Antes de despedir-se dela, deu-lhe algum dinheiro para que pudesse sustentar-se durante a gravidez, e disse-lhe que viesse a ele com o bebê, tão logo nascesse. A moça prometeu que lhe entregaria o nenem, pessoalmente, e que ninguém saberia do ocorrido.

Passaram-se alguns meses; um dia, tarde da noite, quando o rabino estava só em sua sala estudando Torá, ouviu que batiam de leve à sua porta. Ao sair para ver quem era, encontrou a jovem que o procurara, com o bebê nos braços. Tomou-lhe o bebê, acalmou-a, e disse-lhe que seguisse seu caminho. Depois disso, acordou sua esposa, pedindo-lhe que cuidasse do bebê. Pela manhã mandou chamar uma ama-de-leite, combinou com ela o preço e entregou-lhe a criança, para que a alimentasse e criasse.

Depois disso, o rabino encontrou mais de uma vez à porta de sua casa bebês abandonados; para todos encontrava uma ama, a quem pagava de seu próprio bolso.

Certa vez, um bebê foi abandonado na porta de um dos judeus mais ricos da cidade. Quando rabi Chaim soube disso, mandou chamar o ricaço e disse-lhe:

- O senhor deve saber que é uma grande mitzvá criar as crianças abandonadas. Eu mesmo a venho praticando há muito tempo. Porém agora, tendo o senhor sido o escolhido para receber esse privilégio, não quero retirar-lhe o direito a essa boa ação, mas gostaria de repartir a mitzvá com o senhor. Por isso, proponho dividir com o senhor o pagamento da ama: metade o senhor, metade eu …

Shabat Shalom Umeborach

sexta-feira, julho 20, 2012

Tisha Be Av: 9 de Av -- Todos Unidos

Queridos Leitores do Blog Pensamentos do Rabino

Shalom

Iniciamos hoje o mês do Calendário Hebraico – Menachem Av, em verdade se denomina Av, porem os sábios Bendita Memória, decidiram colocar-lhe Menachem que significa consolo.

Isto devido aos tristes e aziagos dias que vão desde inicio do mês de Av até o 10 de Av, passando pelo dia mais triste do calendário judaico, Tisha BeAv, 9 de Av.

Nessa data se lembra de destruições, matanças e perseguições, mais porque sucede isto?, muitas são as razões porem a mais importante, é que isto é produto do sinat chinam – ódio gratuito, entre irmãos e isto com leva a pensar em mudar, em dialogar, em procurar a unidade e a sua vez ser Luz para as Nações.

Vejam este magnífico vídeo de Aish Hatoráh:  “Todos Unidos”

Que tenham todos um Chodesh Tov  (um bom mês judaico) Shabat Shalom (um Sábado em Harmonia)

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Queridos Lectores del Blog Pensamientos del Rabino

Shalom

Comenzamos hoy el mes de Menajem Av de acuerdo al calendario judío, verdaderamente se denomina Av, pero los sabios de Bendita Memoria, decidieron colocarle Menajem que significa consuelo.

Esto es debido a los tristes y días aciagos que van desde el inicio del mes de Av hasta el 10 de Av, pasando por el día más triste del calendario judío, Tisha BeAv, 9 de Av.

En esa fecha se recuerda destrucciones, muertes, y persecuciones, ¿más porque sucede esto? Muchas son las razones, pero la más importante, es que esto es producto del Sinat Jinam – odio gratuito, entre hermanos, y esto conlleva a pensar en cambiar, en dialogar, en procurar la unidad y a su vez ser la Luz para las Naciones.

Vean este magnífico video de Aish Hatoráh: “Todos Unidos”

Que tengan todos un Jodesh Tov  (un buen mes judío) y Shabat Shalom (un Sábado en Harmonía)


segunda-feira, julho 16, 2012

Breve Historia del Idish

Un idioma, que es mucho mas que una lengua, son mil años de historia del Pueblo Judío

Idish

Mazel Tov esto sí que es una "Mejaie"(placer); es que solo hablo idish con mi mujer (la bobe de mi familia) y con unos pocos amigos y parientes que aun viven en Argentina y cuando rememoro las reuniones en casa de mi Bobe suenan en mis oídos los acentos de los distintos idishes de los visitantes, el tonito suave de los poilisher y los litvikes, el más gutural de mis rusos y besarabers pasando por el autoritario alemán de don Auturo Marx y don Alberto Mohr, el galitzianer de Nujem Lerner, un azoy vaiter. Y así en adelante; si hasta me parece oír la voz de la Bobe Majlie: - Moishale quim aer.

Bueno, shoin, no quiero molestarlos más, quiero quedar dormido y soñar con los Zeides, Bobes Tates y Mames Feters un Mimes y todos los primos que agrandaron la familia y que disfrutan cuando digo: mámele, meidale, ínguele, shein punem, guei veis... Anda a saber por dónde andarán. Listo y a otra cosa:

¡A mejaie!

La razón de vivir en comunidades herméticas, les permitió a los judíos desarrollarse como una nación orgullosa y ostentar el privilegio de ser la única que permaneció de pie a lo largo de la historia.

La palabra ghetto se origina en Venecia a comienzos del siglo XV y nominaba a una pequeña porción de tierra, en donde un grupo social se veía obligado a residir por motivos de segregación racial. Allí se forjó la identidad, la tradición, la gastronomía típica y por supuesto, las lenguas judías.

Los ghettos predominaron en todas las grandes ciudades europeas y el ícono de todos estos, terminó de sucumbir a mediados de abril de 1943, con el ataque de la maquinaria bélica alemana a los combatientes judíos del ghetto, comandados por Mordejai Anilevich. En su última etapa, el Ghetto de Varsovia pasó momentos dramáticos, los cuales fueron narrados crudamente por Vladke ("Desde ambos lados del muro") y Bernard Goldstein ("Las estrellas son testigo"), entre otros miles de testimonios.

Los judíos provenientes de la España de finales de siglo XV, muy especialmente los de Turquía, Grecia y los Balcanes, hablaron durante 500 años una lengua propia: el "Ladino". En Israel se lo conoce como "Españolit". El vocablo "ladino" surge de la Escuela de Traductores de Toledo, en tiempos de Alfonso X, l Sabio y quiere decir: traducción.

Dicha escuela, compuesta predominantemente por judíos eruditos, tradujo a este idioma, centenares de obras del hebreo, el griego y el latín. Los judíos abandonaron España, pero no su tradición, ni su lengua.

En cuanto llegué a Israel por primera vez, me emocionó sobremanera ver y escuchar a mujeres mayores hablando de cosas de la vida en una simple parada de bus, en un idioma que yo entendía en un 90%. Mi sorpresa se transformaba en pregunta:

- ¿Cómo pueden mantener un diálogo tan fluido, en idioma español un tanto extraño, dos simples vecinas de barrio, a sabiendas que ambas dominaban el hebreo perfectamente y que eran oriundas de Turquía, país de lengua cuya raíz no guarda relación ninguna con las lenguas romances?

La respuesta -lisa y llana- está en el ghetto, ámbito que permitió conservar sin contaminantes de ningún tipo la esencia de la tradición y la lengua.

Otros judíos que salieron de España hace mil años, se establecieron en Alemania y desde allí se desperdigaron hacia toda la Europa Central. Su vida, signada por el dramatismo, se vivía y soñaba en una lengua autóctona: el idish.

En su mayoría, los judíos hablaban idish y no la lengua local. El respeto a las tradiciones, la Toráh, el Talmud, la Mishná y la Halajá, se vivían en lengua idish.

Magistrales escritores como Scholem Ash, Itzik Peretz, Scholem Aleijem y el último gran exponente y premio Nobel de literatura (1978) Yitzhak Bashevis Singer, narraron en el Mame lushn (lengua de Mamá) las historias del Shteitl (aldea judía), donde son contados relatos de pobreza, pogroms y miedo generalizado.

El advenimiento del régimen nazi y la inmediata Shoá, fueron los factores desencadenantes para la transformación definitiva del pueblo judío. A partir de 1945 dos lenguas comenzaron a sucumbir y otra a renacer de sus cenizas.

Lo poco que quedó del idish escapó hacia EUA, Latinoamérica e Israel.

Aquella lengua que vivía su apogeo a principios del siglo XX con millones de parlantes, quedó herida de muerte tras la guerra y hoy rescatamos ese acento en las últimas bobes que nos van quedando.

Las ashkenazíes respiraron el idish durante un milenio en Europa y se aferraron a él al establecerse en América por dos razones fundamentales: no entendían las lenguas locales y para mantener viva la llama de las reminiscencias de su larga tradición en el viejo continente.

La desaparición del los barrios de los judíos hizo nacer otro fenómeno que los sociólogos israelíes llamaron de forma espeluznante Hashoá hashketá (El Holocausto silencioso), que no deja ser otra cosa que los efectos desbastadores de la asimilación. El Ladino corrió con peor suerte.

Aquel referido diálogo de las vecinas de barrio en idioma ladino en Israel sería imposible encontrarlo en América Latina. La similitud entre el español y el "españolit" hicieron desaparecer totalmente esta última lengua en el nuevo continente. Judíos turcos, búlgaros y griegos, se adaptaron rápidamente al español moderno. El renacimiento del hebreo gracias a la obra de Eliezer Ben Yehudáh, el impulso del movimiento sionista de Theodor Hertzl y la creación del Estado de Israel, priorizaron la lengua hebrea. En los primeros años de independencia estaba visto con muy buenos ojos hebraizar los apellidos infames que los alemanes impusieron a los judíos.

Así los Kirzenbaum pasaron a llamarse Dubdebani (cerezas), los Stein mudaron a Sela (roca) y los Gold y Goldstein a Zahavi (oro), por mencionar algunos ejemplos.

Desde finales del siglo XIX, llegaron a Latinoamérica centenares de miles de judíos europeos y trajeron consigo la esperanza de obtener una mejor vida y un caudal enorme de tradición. Poco queda hoy de todo aquello.

¿Se acuerdan cuándo a las abuelas judías se las llamaba cariñosamente bobe? Hoy resulta un término arcaico, pasado totalmente de moda. Si la palabra abuela denota vejez, bobe ya habla de prehistoria en estos tiempos. A nuestras bobes les apasionaba hablar de comida, las abuelas judías de hoy debaten temas como dieta, bajas calorías y colesterol.

¿Alguna vez conocieron alguna bobe que no tuviera el pelo blanco? ¿Conocen alguna abuela judía de hoy que tenga el pelo blanco? Las canas infundían respeto. La bobe era toda una institución y sinónimo de sabiduría. Antes las bobes recibían a sus nietos con manjares propios de la cocina judía. Hoy compran el guefilte fish y las jales en el negocio kosher.

Era un placer y un privilegio entrar a las casas de las bobes con ese aroma a pescado y a sopa de pollo que invadían todos los rincones. Las abuelas judías de hoy, disfrazan esas carencias con los caldos Knorr, que siempre las sacan de algún apuro.

El ámbito natural de la bobe era la cocina. Su contacto con el mundo era la Idish Sho (La Hora Judía), programa radial al mediodía en donde se pasaban las noticias en idish. En esa hora también pasaban las necrológicas judías. Una música funeraria escalofriante daba el comienzo a la lista de los difuntos del día. Un silencio sepulcral debía imperar y luego éramos partícipes de la cotidiana congoja: "¡Pobre Moishele, era tan boino!" Las abuelas judías de hoy manejan empresas y vehículos, navegan por Internet y hablan por celular.

Van quedando migajas de ese colosal legado cultural. Así como José Luis Perales pregunta desconsoladamente a propósito de su amada: "- ¿quién le habría robado su corazón? ¿quién le habría mimado? ¿dónde habría pasado la noche? ¿quién le habría besado? ¿quién le habrá preparado hoy el café? ¿quién le habrá despertado? ¿quién habrá acariciado su espalda? ¿quién le habrá amado?"... los nietos del ayer nos preguntamos: - ¿quién nos preparará los latkes de papa, los varenikes, los kreplaj y losknishes? ¿quién nos llamará ínguele? ¿quién nos hará una caricia y nos dirá mámele? ¿quién nos hablará con ese acento extranjero casi extinto?

Era música para mis oídos escuchar todos los meses, durante casi 30 años, a aquella hermosa bobe amiga que nos honraba con su visita todos los días en nuestro hogar. Esa tonalidad inimitable a la hora de hablar hacía de Feigue Binie (z"l) una persona diferente.

"Balebuste" ejemplar y una verdadera "Eshet Jail", tuvo que transitar una vida plagada de dificultades y siempre lo hizo con una sonrisa en sus labios y un sentido del humor extraordinario. Como un reloj suizo aparecía el 1er día del mes, en horas de la tarde, para averiguar si podía cobrar su pensión. Cuando la telefonista le requería el Nº de su cédula de identidad, nunca le importó demasiado si la funcionaria le entendía: "- SIETE TRENTA CUATRO VENTINOIVE".

Lamentablemente Feigue Binie ya partió hacia el más allá, su legado y el de las otras bobes también se están yendo. Sus aromas y sus acentos inimitables quedan en nuestros corazones. A pesar de todo esto, el pueblo judío sigue de pie, ya casi sin el idish, pero sí con el hebreo, ya sin el ghetto y el shteitl, pero sí con el Estado de Israel. El precio pagado ha sido y sigue siendo extremadamente elevado y los que nos queda es simplemente agua que se nos escurre por las manos. Pero como reza el clamor popular: "si no se ha perdido todo, no se ha perdido nada."

La esperanza de recuperar parte del legado está intacta. Me produce una enorme emoción y alegría ver la reacción de mi hija Maia (10 años) toda vez que se encuentra esperando algo y ese algo se demora más allá de los límites de su paciencia. Y cuando ya no puede más, le sale de las entrañas esa palabra mágica que identifica a un judío en el mundo y lo define todo:

"- ¿NU?"

Vaya como homenaje a las BOBES y los ZEIDES, almas y vida de cada hogar judío.

quarta-feira, julho 11, 2012

Las argumentaciones vigentes a respecto Iran – Israel y la Bomba Nuclear. Lecturas equivocadas

“Para que el mal triunfe solo es preciso que los hombres buenos no hagan nada” - Edmund Burke filosofo Irlandés

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Un prominente académico que argumenta a favor de un Irán nuclear no podría estar más equivocado.

Al ver el titular de la edición actual (julio/agosto de 2012) de la revista Foreign Affairs – “¿Por qué Irán debería tener la bomba?” – pensé que era un error tipográfico. Seguramente quería decir “¿Por qué Irán NO debería tener la bomba?”.

Pero entonces recordé que esta publicación bimestral no es conocida por sus errores tipográficos, y tampoco por sus ironías.

Por el contrario, es quizás la publicación mundial más influyente y honesta en temas de política exterior.

El autor de este ensayo en particular, Kenneth Waltz, tampoco es ningún perezoso. Es un intelectual prominente y fundador de la escuela neorrealista en la teoría de las relaciones internacionales.

Entonces me dirigí al artículo, ansioso por ver si mi preocupación por una bomba iraní tal vez era equivocada.

Lo que leí me dejó mudo.

Aquí hay una selección de fragmentos:

La mayoría de los comentaristas y legisladores estadounidenses, europeos e israelíes advierten que un Irán armado nuclearmente sería la peor consecuencia posible del enfrentamiento actual. En realidad, este podría ser el mejor resultado posible: el único que tiene muchas posibilidades de restaurar la estabilidad en Medio Oriente”.

Otra preocupación muy pregonada es que si Irán obtiene la bomba, otros estados de la región seguirán el mismo camino, llevando a una carrera armamentista nuclear en el medio oriente… Pero si Irán se convierte en el segundo poder nuclear en medio oriente desde 1945, es muy poco probable que esto genere una avalancha… Ningún otro país de la región tendrá un incentivo para adquirir su propia capacidad nuclear, y la crisis actual finalmente se disiparía, llevando a un Medio Oriente que sería más estable que lo que es hoy en día".

"La diplomacia entre Irán y los principales poderes debería continuar… pero las sanciones actuales sobre Irán deberían cesar: dañan principalmente a los iraníes normales, sin lograr mucho".

Y luego está la línea de cierre: "En lo que respecta a armas nucleares, ahora más que nunca, más puede ser mejor".

En esencia, Waltz construye su argumento sobre dos pilares.

Primero, afirma que el problema central en Medio Oriente es el arsenal nuclear de Israel, que necesita ser balanceado por otra potencia, en este caso Irán.

Y segundo, cree que tal balance de poder estabilizaría inherentemente la situación, reduciendo así – en lugar de aumentar – el riesgo de conflicto.

Él no podría estar más equivocado sobre Irán.

Irán no se ajusta a la planilla teórica, elaborada a partir de su investigación, que él trata de imponer, y las consecuencias de esta mala interpretación podrían ser profundas.

Waltz declara que los líderes iraníes son racionales, y por lo tanto no hay necesidad de preocuparse de que una bomba nuclear llegue a sus manos. ¿Estás hablando en serio?

Primero, Waltz declara que los líderes iraníes son racionales, y por lo tanto no hay necesidad de preocuparse de que una bomba nuclear llegue a sus manos.

¿Estás hablando en serio?

Sólo porque Waltz los considere actores responsables que, según él, se comportarán moderadamente al igual que otros con la posesión de una bomba nuclear (¿incluye esto a los poderosos de Corea del Norte?), ¿ahora podemos ir todos a casa y dormir tranquilos?

¿Acaso la escatología chiita de ellos, enfocada en acelerar la llegada del Imam Oculto, no debe ser tomada en cuenta, como si no hubiera lugar para la ideología de estado en la discusión?

A propósito, ¿es posible que su visión de "el final de los días" pudiera ser acelerada por un mundo sin Israel? Después de todo, el ex-presidente iraní, Akbar Hashemi Rafsanjani, declaró que "El uso de incluso un arma nuclear dentro de Israel destruiría todo inmediatamente".

¿Acaso este tipo de razonamiento no podría impulsar a los líderes iraníes, que viven en una burbuja auto impuesta, a concluir que puede valer la pena correr el riesgo?

¿Acaso el reclutamiento de niños iraníes como “desactivadores de bombas” en campos minados en la guerra de ocho años con Irak, con llaves de plástico colgadas en el cuello para entrar al "paraíso" y con las 72 vírgenes esperándolos, es el comportamiento de un gobierno "racional"?

¿Fue el complot para hacer volar un restaurante de Washington y matar al embajador de Arabia Saudita en Estados Unidos el razonamiento de un régimen predecible?

Segundo, la confianza de Waltz en que no habrá una "avalancha" de proliferación en el Medio Oriente si Irán llega a ser una potencia nuclear es contradicha por los hechos.

Él ignora por completo el contexto regional. No hay mención de la crítica importancia de la rivalidad chiita-sunita. Inexplicablemente, no advierte el pánico en los países árabes vecinos, documentado en Wikileaks y en otros lugares, sobre el prospecto de una bomba nuclear iraní.

¿Es concebible que Arabia Saudita, los Emiratos Árabes Unidos, y hasta Turquía se queden quietos al ver que su vecino Irán se convierte en una potencia nuclear sin seguir el ejemplo – con todas las consecuencias que esto conlleva?

El prospecto de semejante hegemonía le causa escalofríos a todos los de la región, excepto a los pocos amigos de Irán, como Bashar al-Assad en Siria, y a quienes ya están neutralizados por la creciente asertividad iraní.

Y, hablando de proliferación, Waltz descarta poco convincentemente la posibilidad de que Irán le pase su tecnología nuclear a grupos terroristas, e ignora por completo el prospecto de Teherán compartiendo sus secretos nucleares con estados aliados, como la Venezuela de Hugo Chávez.

Tercero, el arsenal nuclear israelí, que se cree que se desarrolló hace más de 50 años, no ha creado el desbalance estratégico que Waltz sugiere que necesita ser recalibrado.

De hecho, ese supuesto arsenal no evitó que Egipto y Siria comenzaran una guerra en 1967, ni que lanzaran un ataque sorpresa en contra de Israel en 1973.

Tampoco evitó que la OLP iniciara su campaña de terrorismo.

Tampoco disuadió a Hamás y a la Jihad Islámica de disparar miles de misiles y cohetes a Israel.

Tampoco evitó que Hezbolláh iniciara una guerra en contra de Israel desde su reducto en el Líbano.

Más aún: a diferencia de Irán, Israel nunca amenazó a otra nación con la extinción.

Entonces, poner a Israel e Irán en la misma bolsa, así como hace Waltz, es sumamente irresponsable.

Y finalmente, Waltz llama a la continuidad de la diplomacia con Irán y al cese de las sanciones. ¿Ah?

Si dejamos las sanciones, como sugiere Waltz, tendremos precisamente el resultado que él propone: un Irán arrogante, con arsenal nuclear y convencido, no sin razón, de que ha manipulado sabiamente a un mundo ingenuo. En ese punto, ¿para qué serviría la diplomacia?

Mientras el P5+1 enfrenta el creciente prospecto de un fracaso en las negociaciones con Irán, sin dudas habrá más llamadas como la de Waltz para hacer quedar bien a Teherán.

Nada sería más peligroso para la estabilidad global y regional.

Y nada probaría más nuestra incapacidad de aprender las lecciones de la historia.

Al final aprendemos de la Historia, o simplemente la ignoramos.